4 Mai 2010 | Focolare Worldwide
Maria Voce iniciou em Lourdes, na terça feira passada, dia 4 de maio, a sua viagem à França (4 a 12 de maio). Um dia coberto de chuva e neve, o que recordou a histórica visita de Chiara Lubich a Lourdes, em 1958.
Na França o Movimento dos Focolares encontra-se bem inserido na igreja local e na sociedade, com diversas atividades nas paróquias e a participação nos diálogos ecumênico e interreligioso; alguns muçulmanos, judeus e budistas são simpatizantes ativos do Movimento. E ainda o empenho interreligioso na cidade de Evry, sudeste de Paris ou a participação nos trabalhos da WCRP (Conferência Mundial das Religiões pela Paz). E ainda a participação nas Semanas Sociais da França e nos encontros ecumênicos “Juntos pela Europa”; da mesma forma em Nantes com os eventos “Sopros de Unidade”, que envolvem 800 pessoas, de 10 Movimentos e novas comunidades. O compromisso assumido por cerca de 30 empresários que participam da Economia de Comunhão, em favor de uma mais justa distribuição da riqueza.
E mais ainda a presença cotidiana dos membros do Movimento, que buscam levar em seus ambientes de trabalho um espírito de paz, em vista da fraternidade. Como Ennouar, muçulmano amigo dos Focolares, motorista de ônibus em Tremblay-en-France ou Jean-Christophe e Ewanaelle no contato com as famílias próximas; e ainda Bruno, estudante que dedica uma noite por semana ao trabalho voluntário na Cruz Vermelha, etc.
Durante a visita Maria Voce relembrou que ela mesma esteve em Lourdes, na década de 1950, e que naquela ocasião pediu que Nossa Senhora lhe indicasse a sua vocação. Depois de ter conhecido o Movimento e Chiara, Maria Voce não tinha mais voltado à Lourdes. Agora, tendo se tornado a presidente do Movimento dos Focolares, desejou começar a sua viagem à França justamente em Lourdes, para agradecer a Maria e confiar a ela o Movimento que tem o seu nome, Obra de Maria.
14 Abr 2010 | Focolare Worldwide
O Palácio Borromeu é a sede da embaixada italiana junto à Santa Sé. Foi lá que o embaixador Zanardi Landi convidou prelados e colegas, além de uma representação de dirigentes máximos do Movimento dos Focolares, para comemorar a sua fundadora, a dois anos de seu falecimento. Presentes numerosos embaixadores e funcionários das embaixadas da Áustria , Bósnia-Herzegovina, Burundi, Egito, França, Alemanha, Macedônia, Sérvia, Uruguai e um representante da embaixada dos Estados Unidos, aos quais desejou-se oferecer chaves de leitura no conhecimento desta realidade eclesial e social. Mais de cem eram as pessoas presentes.
Zanardi Landi contou sobre o seu contato com o Movimento, iniciado em Belgrado – «não tinha desculpas, ma não conhecia absolutamente nada sobre os Focolares, a maior realidade eclesial do mundo» – e que prosseguiu em sua terra natal, o Friuli. Lá conheceu alguns empresários da Economia de Comunhão, encontrando «abertura e fantasia em inventar novos meios de comunicação e de comunhão».
O cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os leigos, presente no encontro, juntamente com o cardeal Ennio Antonelli, presidente do Pontifício Conselho para a família, desejou recordar «o itinerário grande de Chiara Lubich, capaz de fazer viver o Evangelho em toda a sua beleza… na ânsia de dar respostas às perguntas da humanidade». Recordou o «gênio feminino, que em Chiara Lubich expressou-se com força e fascínio potentes». Concluindo com uma definição da fundadora: «Exemplo luminoso do que significa ser caridade vivida».
Piero Coda, diretor do Instituto Universitário Sophia, de Loppiano, conduziu os presentes na descoberta do diálogo, «coisa antiga e coisa nova», que, em Chiara Lubich, fez-se «consciência histórica e disciplina de vida», demonstrando como hoje o diálogo é «inevitável» para uma presença cristã no mundo. «Não exercício tático, mas prática de verdadeira humanidade». Neste contexto prosseguiu-se com a apresentação de dois aspectos que caracterizam o Movimento dos Focolares: o diálogo interreligioso e a Economia de Comunhão.
A cerimônia concluiu-se com o discurso da Presidente do Movimento, Maria Voce, que recordou como «a mensagem de unidade da família humana, na qual Chiara sempre acreditou firmemente, trabalhando em prol de um mundo unido e solidário, demonstra-se cada vez mais forte e atual». Uma mensagem impregnada pelo amor ensinado por Jesus, buscada através daquela «arte de amar» que Chiara Lubich «inventou».
E concluiu: «Se o arcebispo de Melbourne, dom Denis Hart, reconhecido pelo que o Movimento realiza em sua diocese e impressionado pela sua dimensão planetária, nos disse: “Vocês são os embaixadores de Cristo no mundo”, nos agrada sentir-nos próximos aos senhores, na irradiação dessa mensagem de fraternidade, até abraçar toda a família humana».
De Michele Zanzucchi
7 Mar 2010 | Focolare Worldwide
Depois do Haiti, o Chile. Na noite entre os dias 26 e 27 de fevereiro, um forte terremoto, de magnitude 8,8 na escala Richter, atingiu o país, especialmente a cidade de Concepciòn e o litoral. Começam a chegar as primeiras notícias da comunidade do Movimento dos Focolares do Chile. São contatos via e-mail, ainda parciais e confusos. Falam de destruição, de amigos e familiares perdidos, de sofrimento generalizado. São, ao mesmo tempo, notícias cheias de uma esperança que jamais foi perdida, de solidariedade em ação, vinda de vários lugares, já no dia seguinte ao tremor. Esperança e solidariedade típicas do povo chileno.
Ramiro e um grupo de amigos viajaram da capital, Santiago, para encontrar os membros da comunidade dos Focolares que foram mais atingidos. Viajaram durante a noite, com dois carros carregados de gêneros de primeira necessidade, enfrentando inclusive a advertência de evitar sair à noite. Em Concepciòn, depois de dois dias de viagem (normalmente a viagem dura seis horas) foram recebidos com grande emoção pela comunidade, porque – conta Neldi, um dos responsáveis pelo Movimento no Chile – o que traziam “era exatamente aquilo que precisavam, e imediatamente começou a distribuição. Sente-se fortemente o espírito de família, de solidariedade”. “É impressionante – escreve Ramiro – como nesta situação de dor Jesus está presente, em cada pessoa, em cada família que sofre as consequências desse terremoto”. O grupo foi ainda a Curicò e, de lá, ao Centro Mariápolis de Cunaco, 170 km ao sul de Santiago.
Justamente nos dias do terremoto realizava-se um congresso para as jovens. São as “gen”, setor jovem do Movimento dos Focolares. E, por e-mail, Bea Isola contou o que aconteceu:
“Naqueles dias estávamos no congresso, no Centro Mariápolis de Cunaco. Um congresso sonhado e preparado por meses… mas não podíamos imaginar que programa Deus havia reservado para aquele terceiro dia. A certeza do amor de Deus era imensa. Foi a primeira coisa que lembramos naquela noite, já que o lema escolhido para o congresso era: ‘Tenham coragem! Deus as ama imensamente!’.
Depois do terremoto o cartaz com essa frase ficou sozinho na sala do congresso, como um sinal profundo, que marcará para sempre as nossas almas!
Nas horas sucessivas vivemos juntas a aflição, a suspensão pelas famílias, os amigos, especialmente os que moram nas regiões mais atingidas pelo terremoto, e dos quais não tínhamos notícias, porque as comunicações ficaram interrompidas por muitas horas, e, em alguns casos, por dois dias. Houve quem soube de um amigo morto, ou de pessoas que ficaram soterradas em uma discoteca.
Depois fomos visitar o vilarejo próximo ao Centro Mariápolis: lojas destruídas, pessoas que dormiam ao relento, sem água e luz. Colocamo-nos em doação, no meio de todos e com outras pessoas, ajudando as religiosas a evacuar a paróquia, inclusive com o risco da vida. Pequenos fatos, mas que mostram a forte experiência de amor mútuo que estávamos vivendo. Saímos de lá transformadas por Deus. E nestes dias continuamos a receber telefonemas e mensagens que narram fatos concretos. No Chile, um lugar que sofre por desequilíbrios sociais, está crescendo a fraternidade! E isso é visível em toda parte!”.
É essa fraternidade que dá luz e coragem a pessoas que perderam muito, ou até mesmo tudo. Assim escreve Gonzalo Espinoza, 21 anos, de Constituciòn – cidade atingida também por um tsunami -, depois de um encontro com um grupo de jovens que foram ao seu encontro.
“As poucas horas que estive com eles me fizeram esquecer tudo o que tinha vivido esta semana. Vi pessoas que pediam ajuda… vi o sofrimento, a fúria da natureza que me deixou sem casa, o lugar onde vivi os meus 21 anos com minha mãe e minha avó. Hoje não tenho nada… graças a Deus a minha família está viva. Existe a dor pelos amigos desaparecidos, alguns morreram. Levanto a cabeça e assim continuo a lutar pela minha família”.
23 Fev 2010 | Focolare Worldwide
Dias 25 e 26 de fevereiro de 2010, na Sala da Cooperação de Trento (Itália), o impacto de Chiara Lubich sobre a economia, a comunicação e a paz. Analisar a marca deixada por Chiara Lubich não apenas na história da espiritualidade italiana do pós-guerra, mas também em setores específicos da sociedade contemporânea, na economia, na comunicação, na cultura da paz assim como no diálogo inter-religioso.
Indagar sobre o efeito provocado na teologia, na filosofia, na pedagogia e na sociologia. Redescobrir a sociedade e percorrer os eventos históricos nos quais se desenvolveu a sua trajetória. Foram esses os principais objetivos do congresso internacional “Chiara Lubich, de Trento ao mundo: o impacto de uma história”, organizado pela Universidade de Trento.
A dois anos do falecimento de Chiara Lubich a universidade de sua cidade natal programou dois dias intensos de trabalho, articulados em quatro sessões.
Segundo seus organizadores «no congresso tomou-se em consideração o ambiente no qual amadureceu Silvia/Chiara Lubich, para acompanhar, em seguida, as características de um cenário que, aos poucos, tornou-se mais vasto e no qual a sua ação se desenvolveu. Uma atenção especial foi dedicada ao amadurecimento das suas concepções no campo econômico, com a conceituação da “economia de comunhão” e as suas aplicações.
Foi analisado o seu modelo de comunicação, com a capacidade de atingir sujeitos de culturas, tradições e crenças completamente diversas, no mundo inteiro. E ainda, o relevo que assumiu o seu pensamento no campo filosófico, sobre o tema da filosofia do amor, e no âmbito ético religioso, em torno dos paradigmas da teologia e da mensagem universal da unidade.
Examinou-se o perfil assumido por ela no âmbito educacional e, paralelamente, a eficácia de sua ação no diálogo inter-religioso e na promoção da mensagem da paz».
Ao lado dos estudiosos de várias disciplinas, da Universidade de Trento, houve a participação de relatores de vários países.
O Comitê científico do Congresso foi presidido por Salvatore Abbruzzese, do Departamento de Ciências Humanas e Sociais, e composto por Andrea Leonardi do Departamento de Economia e, pelo Departamento de Filosofia, História e Bens Culturais, por Olga Bombardelli, Massimo Giuliani, Michele Nicoletti e Silvano Zucal.
22 Fev 2010 | Focolare Worldwide
Provenientes dos vários cantões da Suíça 60 cristãos e muçulmanos reuniram-se, no dia 14 de fevereiro em Baar, no centro do Movimento dos Focolares, para um dia de encontro e diálogo. O programa foi articulado ao redor da experiência, muito profunda, de um casal vindo da Argélia especialmente para a ocasião. Trata-se de Mohammed e Shahrazade. O entusiasmo deles e a narrativa muito simples da vida vivida com a comunidade muçulmana do movimento dos Focolares na Argélia significou, para os participantes, um mergulho na esperança, alicerçada na certeza de que um caminho comum é já uma realidade. De fato, o Movimento dos Focolares está presente na Argélia desde os anos 1960 e hoje é composto 90% de muçulmanos, pertencentes às diferentes correntes do Islã. O diálogo que o Movimento promove é especialmente vida compartilhada. “Esta experiência – disse Mohammed, médico de profissão – ajudou-me a ir ao essencial, purificou a minha fé. A descoberta de Deus Amor, manifestando-se em mim, não era mais uma teoria”. E Shahrazade acrescentou: “O que nós aprendemos é a humildade e que o amor nos leva a melhorar sempre, porque o amor de Deus não tem medidas”. Participou desse encontro também Paul Lemarié, encarregado pelo diálogo islâmico-cristão no Centro para o diálogo inter-religioso do Movimento dos Focolares. O encontro foi noticiado na imprensa local. Assim escreveu Martin Hoegger: “Um dia rico, centrado na partilha das raízes comuns entre cristãos e muçulmanos: a fé no amor de Deus. E na aspiração de vivê-la nas relações uns com os outros, num diálogo da vida”. E num outro artigo se lê: “Cristãos e muçulmanos, todos fomos enriquecidos por esse dia de intenso intercâmbio, centralizado na descoberta de Deus Amor, ao ponto que podemos dizer que uma outra estrela começou a brilhar sobre toda a Suíça”.
2 Fev 2010 | Focolare Worldwide
Na linha de frente para socorrer feridos e desabrigados. A comunidade do Movimento dos Focolares encontra-se concentrada em Mont-Organisè, cidade no norte da ilha,próxima à fronteira com a República Dominicana. Segundo as primeiras informações, obtidas por “Living City”, de Nova Iorque, a comunidade dos Focolares decidiu construir um centro de acolhida para famílias, em um terreno que havia recebido em doação, há alguns anos. Poucos dias depois do terremoto chegaram 47 mil dólares, necessários para providenciar alojamento para 20 famílias. Muitas pessoas deixaram a capital para buscar ajuda no norte do país. “Chegaram sem nada, perderam tudo, não sabem aonde ir, não comem há vários dias”. Conta Wilfrid Joachim, coordenador do Movimento dos Focolares em Mont-Organisè. “O país inteiro está devastado. Aqui quase todas as famílias perderam alguém no terremoto. Agora, depois deste desastre, todos procuram ir para a zona rural”. Mas chegam também notícias consoladoras do Haiti. “Todas as crianças que fazem parte do projeto patrocinado pelo Movimento, com as adoções à distância, estão a salvo”, afirma Joachim. Está sendo organizado um centro para a distribuição de vestuário, alimentos e remédios. As ajudas chegam por meio da comunidade do Movimento na República Dominicana. O dr. Modesto Herrera, membro dos Focolares, junto a outros 150 médicos, enfermeiros e voluntários, viajou para La Romana, cidade da República Dominicana, conseguindo chegar de ônibus a Porto Príncipe, com a previsão de ficar no Haiti por cinco dias. “As pessoas nos esperavam na igreja evangélica, onde estavam alojados. Alguns de nós trabalharam nos abrigos no campo, outros nos hospitais, atendendo até 300 pessoas por dia. O mais bonito foram os relacionamentos construídos com eles”. Um sinal de esperança é também a solidariedade que o terremoto provocou na população da República Dominicana, que imediatamente abriu as fronteiras para receber nos hospitais os haitianos feridos, colocando de lado anos de preconceitos culturais e hostilidades entre os dois países. “Será que Deus quer que nos acordemos e olhemos a estas pessoas, nossos irmãos, que vivem perto de nós?”, escreveu o bispo Francisco Ozoria, presidente da Comissão Pastoral Haitiana na República Dominicana. “Deus faz florescer a vida sobre os escombros, uma vida nova renascerá para o povo do Haiti, graças à solidariedade de todos”.