Movimento dos Focolares
Os da pulseira branca

Os da pulseira branca

teens 2Quem como eu, querendo embora dar sempre o melhor de si próprio, se encontrou em dificuldades? Queríamos tratar bem a quem estava ao nosso redor, mas respondemos mal; queríamos ajudar, mas fomos um entrave; queríamos dar, mas prevaleceu o egoísmo. Foi por isso que eu e alguns amigos meus pensámos numa possível solução. Tudo começou quando dois de nós, ao encontrarem dificuldades em dar sempre o melhor de si mesmos, compreenderam que a melhor maneira de resolver isto era ter um suporte coletivo: é mais fácil querer bem e respeitar os outros, se soubermos que alguém, noutros locais, está procurando fazer o mesmo. Assim se iniciava a primeira forma dum “pacto”, segundo o qual cada um se empenhava, no seu ambiente, a ser constante neste desafio de dar o melhor de si nas relações com os outros. Este propósito porém não se limitou a eles, pois, ao contarem-nos isto pouco tempo depois, falámos sobre o assunto e vimos que estávamos no mesmo barco. teens 3A este ponto, assumimos também nós a nossa quota-parte nesta promessa, dando-lhe o nosso próprio contributo. Neste sentido, arranjámos um símbolo que nos ajudasse a recordar diariamente o “pacto”, e que simultaneamente nos servisse de apoio: uma pulseira de fio branco. Interiorizámos este “pacto”, fazendo-o parte da nossa vida. E uma vez que ele nos deu uma grande ajuda, decidimos difundi-lo na nossa cidade, contando a experiência a todos aqueles que conhecíamos. A partir daqui criou-se uma reação em cadeia e a notícia deste “pacto” começou a difundir-se por toda a Itália. No mês passado, recebemos muitas fotos e relatos de experiências de pessoas que aderiram a ele. E agora queremos convidar a todos quantos estiverem interessados a colocar no pulso a pulseira branca, aderindo assim conosco a este desafio. Se precisardes de outras informações ou quiserdes partilhar conosco as vossas vivências e tudo o que de maravilhoso for acontecendo por viverdes assim, dando o melhor de vós em cada momento, escrevei-nos para: ilpattobraccialetto@gmail.com. Aos testemunhos mais interessantes procuraremos dar-lhes espaço na nossa revista “Teens”. De: Teens online

Evangelho vivido: Deus cuida de nós

Evangelho vivido: Deus cuida de nós

VenezuelaConstrutores de paz «Na situação de extrema crise que o nosso país atravessa, queremos nos ajudar a viver como cristãos coerentes. Em Valência, a cidade mais atingida pelos saques, vivemos dias de confusão e de histeria em massa. Diversos bairros industriais foram saqueados de maneira selvagem sem a intervenção dos policiais. Antes, nós vimos os próprios policiais incitando as pessoas ao saque de lojas, levando caminhões e ferramentas necessárias para isso. Cidade bloqueada, tensão generalizada, brigas, ódio e fome. Nesta situação, em família e com outros amigos procuramos sustentar uns aos outros e suscitar esperança, sem julgar aqueles que levaram das lojas todo tipo de coisa, até mesmo fogões e várias peças de automóveis. Somos testemunhas também da contínua intervenção da providência divina que nos traz remédios e mantimento para algumas famílias. É impressionante o amor de Deus, Ele cuida dos seus filhos.» (O. T. – Venezuela) Cozinheiro «Eu sou cozinheiro e gosto de pensar que a vida é um treinamento para chegar ao banquete no céu. Jesus não começou a vida pública em uma festa de casamento em Caná? Não participou de muitos banquetes até à última ceia, prometendo-nos um banquete final no qual, certamente, também os cozinheiros, como eu, não terão um lugar à mesa? Quando estou na cozinha, o meu objetivo não é tanto o prato em si, mas as pessoas que vão saborear o resultado do meu trabalho. Procuro trabalhar sem visar somente à carreira ou para ser um marido exemplar e um bom pai. Eu procuro fazer tudo por Deus.» (V. – Itália) O “truque” «No apartamento onde moro com outros estudantes a convivência nem sempre é fácil porque eles têm hábitos diferentes dos meus. Um dia, desanimado, eu pensava em procurar outro lugar para morar. Mas, a minha namorada me sugeriu tomar a iniciativa e fazer alguma coisa pelos meus colegas. Ela mesma me ajudou a preparar um bolo. Um ato muito simples! E, mesmo assim, serviu para desbloquear os relacionamentos, tanto que, entre todos começou uma espécie de competição para ir um ao encontro do outro. Agora eu conheço o “truque”: quando surge alguma dificuldade eu posso tomar a iniciativa sendo o primeiro a amar.» (B. C – República Tcheca) Pobreza verdadeira «Tenho um amigo que é inválido e recebe a pensão no valor de um salário mínimo e é marginalizado pelos irmãos e irmãs dele. Um dia ele me disse: “Comprei um par de sapatos para G. e todos os dias eu o ofereço o café da manhã na padaria. Agora eu tenho a intenção de pagar a dentadura dele.” Todos os dias ele faz alguma coisa desse gênero e, ainda assim, dizem que ele é um antissociável, e mais, que não tem capacidade de compreender e ter vontade própria. Ao contrário, mesmo naquelas condições, a bondade daquele homem é tão grande que o torna disponível às necessidades dos outros. Isso me comove sempre. Um dia ele me disse: “Quando uma pessoa sofre eu sinto que ela é muito semelhante a mim e poder ajudá-la me faz sentir vivo e realizado.”» (T. – Itália)

Filipinas: uma pequena cidade chamada “Paz”

Filipinas: uma pequena cidade chamada “Paz”

SOR Taal vulcan e lago1Ao chegar de Manila, distante 60 km, à região que circunda o Lago de Taal (na Ilha de Luzon, ao norte do arquipélago das Filipinas), a primeira sensação é de uma profunda paz. O visitante fica extasiado ao ver um espetáculo único no seu gênero: o lago, que com suas águas encheu uma antiga cratera, tem no seu interior uma ilha. Essa ilha, por sua vez, recebe outro lago, muito menor, dentro de uma cratera mais recente. E no centro deste espelho d´água está uma pequena rocha. Um efeito “matriarcal” de lagos, um guardado dentro do outro. Do alto do vulcão a vista se estende por colinas verdejantes de bosques e prados, plantações de abacaxi, café, banana e uma infinita variedade de flores tropicais. Tagaytay 2Nos arredores do Lago Taal, desde 1982, experimenta-se a mesma sensação entre as casas e ruas da Mariápolis de Tagaytay, a “Mariápolis Paz”, a primeira do Movimento dos Focolares na Ásia. «Eu tenho um sonho», havia exclamado Chiara Lubich naquele ano, observando as colinas de Tagaytay: que justamente lá surgisse uma das pequenas cidades dos Focolares, locais aonde o Evangelho pode ser vivido de maneira constante, para mostrar uma maquete de como seria o mundo se todos o vivessem. O Movimento, porém, já estava presente em Tagaytay há muitos anos. Ainda em 1966 havia acontecido um encontro entre as pessoas que aderiam a ele. Naquela ocasião, tocados pela beleza do lugar, os participantes rezaram para que lá fosse construído um centro de formação, uma “casa para todos”. No ano seguinte, graças a uma primeira doação, aquele desejo começou a tornar-se realidade, concretizando-se em 1975. As coisas foram aconteceram, até o sonho de 1982, que coincidiu com um convite dirigido ao Movimento pela Conferência episcopal filipina para que construísse, justamente nos arredores de Tagaytay, uma “escola” para sacerdotes asiáticos. Desde então os desenvolvimentos foram inesperados. Entre as dezenas de construções, um destaque especial deve ser dado à constituição de uma escola para o diálogo com as grandes religiões da Ásia, dirigida especialmente a muçulmanos e budistas, mas também a hindus e xintoístas. Todos os anos, jovens budistas de uma organização leiga japonesa se dirigem para lá, para experimentar a alegria da convivência. Recentemente, no mês de maio passado, 200 membros de grandes religiões, de 13 países asiáticos, participaram da Escola das Religiões Orientais (SOR, na sigla em inglês). SOR3Desde a sua fundação, a Mariápolis Paz assumiu também um forte perfil de promoção humana e social, tornando-se uma das sedes aonde opera a Fundação Bukas Palad, Ong sem fins lucrativos, fundada em Manila, em 1983, para responder às necessidades sociais e sanitárias das faixas mais carentes da população, especialmente na zona rural. Famílias inteiras, em precárias condições de habitação (frequentemente em barracos de um só cômodo, de terra batida, sem água corrente), com um difícil acesso aos serviços sociais de saúde e escassas oportunidades de trabalho. Com o lema “livremente recebemos, livremente damos”, Bukas Palad (em língua tagalo, “de mãos abertas”), já tem uma trajetória de mais de 30 anos, melhorando a qualidade de vida de milhares de pessoas, não apenas no aspecto médico, mas também humano e espiritual, com uma abordagem integral, voltada à promoção humana e à saúde das pessoas. Atualmente, na Mariápolis, tem um destaque especial as empresas que aderem ao projeto Economia de Comunhão, as atividades de voluntários que atuam em unidades de saúde pública, o testemunho de operadores dos meios de comunicação e várias ações na área da educação. Em Tagaytay, as experiências de diálogo e da partilha crescem e se multiplicam, como a água do lago que se repete em outros tantos espelhos d´água. Mas os reflexos de paz não se podem contar.

Quem são os voluntários de Deus?

Quem são os voluntários de Deus?

Gennaro e Lucia PiccoloQuando jovem, à noite eu gostava de ouvir a Rádio Vaticana, que transmitia noticiários em várias línguas estrangeiras. Naturalmente eu não sabia nenhuma daquelas línguas, mas aquela escuta me fascinava, dava-me a impressão de dilatar o coração sobre a humanidade, sobre os povos e o seu dia a dia. Até que, numa daquelas noites, me aconteceu escutar o Papa Pio XII invocar o nome de Deus por três vezes: “Deus, Deus, Deus!”. Aquele “grito” ficou gravado na minha consciência, ainda que, com o passar do tempo, terminou por esmorecer e perder-se na memória. Era o ano de 1956. Nove anos depois, em janeiro de 1963, eu estava prestando o serviço militar em Turim. Um companheiro de turma me convidou para um congresso sobre o qual, estranhamente, eu não pedi nenhuma informação. Ainda assim, ao pedir a licença aos meus superiores, me surpreendi afirmando que daquele congresso dependia toda a minha vida. Com a inesperada concessão dos superiores, viajei para Ala di Stura, um lugarejo de montanha, cercado por uma natureza maravilhosa. Recebido como se antes já me conhecessem, foi lá que conheci Chiara Lubich – fundadora do Movimento dos Focolares -, e Igino Giordani, cofundador. Algo forte para mim foi deparar-me, pela primeira vez, com pessoas de culturas e religiões diferentes. Naqueles dias conheci Assunta Roncalli que também era hóspede dos Focolares. Ela era irmã do Papa João XXIII, que viria a falecer naquele mesmo ano, no dia 3 de junho de 1963. Uma manhã Chiara falou de uma nova vocação que havia surgido dentro do Movimento. E foi quando ela narrou o ano e as circunstâncias em que tudo havia iniciado que aquela invocação de Pio XII ressurgiu com força da minha consciência: «Deus, Deus, Deus! Deus vos ajudará, Deus será a vossa força. Ecoe este nome inefável, fonte de todo direito, justiça e liberdade, nos parlamentos, nas praças, nas casas e nas oficinas…». Assim o Papa se exprimiu em uma mensagem na rádio, dia 10 de novembro de 1956, durante a repressão da revolução na Hungria. E Chiara comentou: «Houve, portanto, uma sociedade capaz de apagar o nome de Deus, a realidade de Deus, a Providência de Deus, o amor de Deus dos corações dos homens. Deve haver uma sociedade capaz de recolocá-lo em seu lugar. É possível que o demônio tenha os seus seguidores fieis, totalitários, pseudo-mártires da sua ideia, e Deus não tenha um exército compacto de cristãos que deem tudo para reconquistar para Ele a terra?» Chiara respondeu àquele apelo do Papa com a intuição de reunir homens e mulheres, de todas as idades, nacionalidades, condições, ligados por um único vínculo, o da fraternidade universal, para que formassem um exército de voluntários, os “Voluntários de Deus”, expressão do Movimento dos Focolares, hoje presentes em 182 nações do mundo. Uma vocação moderna, totalitária, à qual Chiara Lubich dá mais um toque fascinante quando a descreve como a atração dos tempos modernos: «Penetrar na mais alta contemplação e permanecer misturados com todos, ombro a ombro… para traçar sobre a multidão desenhos de luz e, ao mesmo tempo, dividir com o próximo a vergonha, a fome, os ultrajes, as alegrias fugazes». Igino Giordani a compara a uma «santidade com o macacão de operário, que leva Deus aos parlamentos, às assembleias legislativas, aos hospitais, escolas, escritórios, bares, em casa, nos campos de jogo, mas também no mundo da arte, da comunicação, da ciência, da economia…». Porque, ele acrescenta, «levar Deus a todos estes lugares significa transformá-los em abadias, transformá-los em lugares sagrados, aonde, todos os dias, é celebrada uma Missa especial!». Passaram-se 54 anos daquele dia em que escutei o chamado a me alistar com os “Voluntários de Deus”, nascidos de um carisma que, porque autêntico, revela-se também em suas implicações concretas, com reflexos na cultura, na esfera social, na economia, na política… a fim de que os vários âmbitos da vida não restem medíocres, carentes de coragem, incapazes de unir, insensíveis, mas abertos a acolher a presença profunda de Deus. Gennaro Piccolo – Centro Igino Giordani “Uma via per l’Unità” (Andria, Itália)

Espanha: esporte, inclusão social e reciprocidade

Espanha: esporte, inclusão social e reciprocidade

IMG_20170713_171000O Ginásio de Esportes Robert, de Barcelona, com os seus jardins, uma espécie de refúgio verde reparado das ruas caóticas da cidade, recebeu, a partir do dia 13 de julho passado, cerca de 70 pessoas provenientes de várias partes da Espanha, Itália e Croácia, reunidas para o Simpósio Internacional “Escolas Inclusivas: inovação social, infância e esporte”, organizado pelo Laboratório de Pesquisa Pró-social Aplicada (LIPA), da Universidade Autônoma de Barcelona, e pela rede internacional Sportmeet. Professores, fisioterapeutas, atletas, debateram sobre projetos de inclusão, modelos de intervenção e relação com a inabilidade, numa ótica de inclusão social, na convicção de que não existe nenhuma parte da vida não digna de ser vivida. A própria vida necessita de espaços de fragilidade para experimentar através dela a própria capacidade de recuperação. Nos dias sucessivos, o Centro Mariápolis “Loreto”, de Castel d’Aro (Girona), recebeu a Escola de Verão, um espaço de diálogo e aprendizagem sobre o esporte inclusivo. Cerca de 20 participantes, sob a orientação especializada de Eugenio Jimènez e do Prof. Javier Lamoneda, utilizando os jogos, experimentaram o que significa “colocar-se na pele da pessoa com deficiência”. A experiência esportiva, por si só uma ocasião diária de contato com o limite, oferece pistas de reflexão sobre o relacionamento da vida com os obstáculos, o sofrimento, o desconforto. Com suas reflexões, Paolo Crepaz, de Sportmeet, levou os participantes a interrogarem-se sobre o conceito de limite como barreira, obstáculo, sofrimento ou desconforto em termos gerais, numa ótica (invertida, para o senso comum) segundo a qual a própria presença de um limite pode tornar-se uma potencialidade, a ocasião para “tender constantemente e por hábito adquirido à fraternidade universal” (Chiara Lubich). IMG_20170714_115356Surpreende a capacidade que a atividade esportiva possui de enfrentar e superar obstáculos, e incluir e integrar, derrubar barreiras, em qualquer latitude e em todos os contextos sociais. Por exemplo, o que pode fazer uma bola para unir as pessoas, num campo ensolarado dentro de um abrigo de refugiados? Os participantes jogam num clima de confiança e ajuda recíproca. Javier Lamoneda Prieto, professor de Educação Física em Jerez de la Frontera (Cádiz, Espanha), conta a sua experiência: “Parece-me que foi formado, nestes dias, um time que quer fazer da atividade física um recurso para o encontro entre diferentes atores e profissionais do esporte, traçando dois principais campos de atuação: acadêmico e social. Pela primeira vez desenvolveu-se um programa formativo comum em uma universidade pública”. Roberto Nicolis, operador social-esportivo em Verona (Itália): “O limite que eu experimento muitas vezes é o da distância que separa as pessoas umas das outras, precisamente a deficiência. Reduzir essa distância por meio da partilha, conhecer-se e trocar experiências faz que nos sintamos mais próximos”. Roberto Macri, presidente da Fundação Obra Santa Rita, em Prato (Itália): “Vocês criaram uma ocasião de reflexão sobre nós mesmos e sobre os valores que dão sentido ao nosso empenho. Não somente o empenho profissional ou de voluntariado, mas mais além, àquilo que pode dar um sentido mais profundo ao nosso ser homens e mulheres”.

Evangelho vivido: “O Senhor é bom para com todos”

Evangelho vivido: “O Senhor é bom para com todos”

Vangelo vissuto 2Um livro para a prova «Frequento a faculdade de arquitetura. Eu devia fazer uma prova muito importante e me faltava um livro fundamental, mas como vinha da Espanha custava quatro vezes mais do que o preço normal. Era o último dia para a inscrição naquela prova e eu estava desesperado. Saindo da Universidade corri para uma igreja próxima e rezei a Jesus, pedindo que ele achasse aquele livro para mim “até o meio-dia”. Pouco depois, na faculdade, ouvi alguém me chamar, era um colega que eu não via há algum tempo. Quando soube do meu problema ele insistiu para irmos até a casa de uma estudante, que eu mal conhecia. Ela tinha o livro e ficava satisfeita em emprestá-lo. Era meio-dia. Alguns dias depois, tendo encontrado no texto alguns erros tipográficos e a falta de páginas importantes, avisei a editora com um e-mail. Para agradecer-me, uma semana depois a editora me enviou, pelo correio rápido, uma cópia grátis. Como não perceber em tudo isso o amor de Deus». (S. G. – Argentina) No lugar de meu marido «Muitas vezes, depois do trabalho, meu marido se deita no sofá para assistir um filme. Para mim, que espero um pouco de ajuda depois de um dia cheio de afazeres e trabalhos com os filhos, isso é motivo de tensão e rancor. Um dia, movida pelo conselho de alguns amigos para tomar a iniciativa de amá-lo, sem esperar nada, tentei colocar-me no seu lugar: pensei no seu trabalho difícil e na necessidade de encontrar ternura e compreensão em casa. Dessa forma, deixando de lado as minhas ocupações, sentei-me ao seu lado para ver um filme e depois trocar nossas opiniões». (G. G. – Sibéria) Ajuda recíproca «O marido de minha vizinha tinha sido internado de emergência e em casa havia ficado só o seu irmão, de 70 anos, que não tem hábito de lidar com o fogão. Ainda que naqueles dias meu marido e minha mãe estivessem gripados, eu me ofereci para cuidar dele. Durante 15 dias, enquanto cuidava dos meus doentes eu cozinhava também para ele, e no domingo o convidei para vir almoçar conosco. Ele retribuía trazendo os gêneros alimentícios que tinha. Havia se tornado como um da nossa família». (C. – Itália) Pedir desculpas «Com o meu temperamento forte, autoritário e independente, eu tinha a tendência de julgar as pessoas. Este modo de agir tornava difícil o relacionamento com os outros e também com meu marido. Tempos atrás eu pude participar de um encontro no qual se aprofundava a Palavra do Evangelho. Foi lá que as minhas certezas receberam o primeiro abalo. Decidi fazer a minha primeira experiência no trabalho, onde sou chefe de pessoal de um grande armazém, com mais de 30 empregados. Eu tinha uma antipatia especial por um deles. Quando chegava o seu dia de receber o salário eu jogava o seu envelope em cima da mesa. E agora? Tentei vê-lo de uma forma diferente de antes, como se eu tivesse colocado outros óculos. Tomando força aproximei-me dele e, na frente de todos, pedi desculpas. Foi uma das maiores alegrias que experimentei na minha vida». (D. – Brasil)