9 Out 2018 | Focolare Worldwide
No mês de setembro passado, Mayur e os seus amigos visitaram uma favela em Bhandup e uma escola em Kanjur (Mumbai). Encontraram cerca de 110 crianças. Mayur com o seu grupo Mayur’s Dance Academy organizaram laboratórios de dança para as crianças junto a uma escola municipal no bairro da escola de Bhandup. Na conclusão, a esperada distribuição de alimentos nutritivos como leite, fruta, etc, para a alegria de todos! Nos meses passados, não obstante a chuva intensa, nós jovens pela unidade de Andheri (Mumbai), fomos de porta em porta para pedir jornais velhos, para vender como papel, em mais de 50 famílias do nosso bairro. Também distribuímos cartas dirigidas a todos os moradores do bairro, fazendo o mesmo pedido. Muitos doaram-nos generosamente os seus jornais. Outros que não tinham jornais quiseram ajudar-nos igualmente oferecendo cereais e cadernos para a escola. Outros, enfim, deram-nos dinheiro para comprar materiais escolásticos. Alguns dos pais e amigos juntaram-se a nós, apoiando a iniciativa também nos aspectos mais práticos. E assim recolhemos 383 quilos de carta! O senhor que quis comprá-la por um bom preço e, não apenas, quis dar-nos uma soma a mais de dinheiro “porque se trata de uma boa causa”, disse-nos.
Com o dinheiro que juntamos compramos uma grande quantia de cereais que doamos às Irmãs Ursulinas que acolhem as crianças doentes de AIDS e as suas famílias. Mesmo se foi cansativo, a felicidade nos nossos corações foi ainda maior por termos feito algo de concreto. Os nossos esforços, mesmo modestos, foram um pequeno passo para contribuir ao “Projeto Fome Zero” lançado pela FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations – http://www.fao.org/home/en/) e pelo qual nós, Jovens pela unidade do mundo inteiro, estamos comprometidos. Estamos muito felizes que tenha corrido bem – concluem Anu e Alvin, jovens pela unidade de Andheri –, mas agora queremos continuar a fazer algo mais para construir um mundo melhor, eliminando a fome, começando pelos nossos vizinhos.
Veja o vídeo de Mayur Jayram Mandavkar https://vimeo.com/275862453
8 Out 2018 | Focolare Worldwide

Foto: Pontificio Consiglio della Cultura
«Sente-se a urgência da evangelização, e entende-se como a música pode ter um grande impacto sobre ela», afirma Nancy Uelmen, compositora e cantora do Gen Verde, participante do Congresso como representante do grupo musical do Movimento dos Focolares. O encontro de três dias, promovido pelo Conselho Pontifício da Cultura, dirigido pelo cardeal Gianfranco Ravasi, tinha como título “Igreja e Compositores: Palavra e Sons”. Além dos vários relatores, estavam presentes cerca de 110 pessoas, representantes de diversas conferências episcopais e institutos acadêmicos de muitos países, entre os quais alguns compositores. A reflexão teve início com “Música e Palavra”, evidenciando as questões da memória, da inteligibilidade e do significado; em seguida “Música e Evangelho”, que permitiu a apresentação de algumas experiências de vida, pessoais e comunitárias, o impacto dos diferentes estilos musicais e de composição; enfim, “Música e Instrumentos”, de caráter mais técnico e centrado sobre sons variados, culminando com a voz humana. 
Foto: Pontificio Consiglio della Cultura
«Falou-se também da grande necessidade de evangelizar com a música, fora do âmbito litúrgico», recorda Uelmen. “É a hora da coragem expressiva”, dizia o compositor padre Marco Frisina, diretor do Coro da Diocese de Roma. «Foi confiado a mim – conta Nancy – um workshop, no segundo dia, ao qual dei o título “Espiritualidade e Composição na Nova Evangelização”. Desejei olhar a situação dos jovens hoje e o chamado que sentimos a “sair para as periferias”, por meio dos nossos projetos “Start Now”, para atingir, em especial, os mais desfavorecidos. Fiz também alguns acenos sobre o modo como a espiritualidade da unidade me ajuda (e nos ajuda) a passar do EU ao NÓS no processo de composição, ilustrando esse processo com algumas das nossas criações mais recentes». 
Foto: Pontificio Consiglio della Cultura
«À tarde – é sempre Nancy Uelmen que fala – havia um espaço dedicado aos Movimentos eclesiais, com uma mesa-redonda aberta a todos os participantes do Congresso. Éramos três os oradores: Luciana Leone, da Renovação Carismática, o compositor Pippo Molino, de Comunhão e Libertação, e eu, representando os Focolares. Pudemos falar das nossas abordagens e perspectivas sobre a vida musical na Igreja, a litúrgica, mas também em outros campos. Fiz uma breve intervenção sobre o papel da música no Movimento, e em seguida contei mais especificamente a experiência que conduzimos no Gen Verde, fazendo música para e com os jovens». «Além das importantes exposições de personalidades internacionais da música na Igreja, houve muitas ocasiões de troca e diálogo com os vários participantes. Em especial com alguns representantes dos movimentos e associações, com os quais compartilhamos o desejo de colaborar ainda mais entre nós. Percebia-se, na verdade, a necessidade de “sair” juntos para ir ao encontro daqueles que não se aproximam da Igreja e, por meio da música, acreditamos que é possível fazer muito». O encontro foi concluído em Assis, com um concerto na Basílica Superior, no contexto do “Prêmio Francesco Siciliani”, concurso internacional para uma composição de música sacra, executado pelo St. Jacobs Chamber Choir, de Estocolmo, dirigido por Gary Graden.
7 Out 2018 | Focolare Worldwide
4 Out 2018 | Focolare Worldwide
«Mais de mil participantes, dos quais um quarto na faixa de idade dos jovens, adolescentes e crianças; três focalizações centrais sobre trabalho, educação, participação, a partir da herança de 1968; quase cinquenta oficinas para grandes e pequenos; dezenas de palestrantes» destaca satisfeita Aurora Nicosia, diretora da revista Città Nuova, na conclusão de LoppianoLab, o laboratório para a Itália que se realizou, nos dias 29 e 30 de setembro, na Cidadezinha internacional de Loppiano e cujo título recordava o aniversário da contestação: “Do sonho ao compromisso, educação, participação, trabalho a cinquenta anos de 1968”. Cada um dos três temas – educação, participação, trabalho – esteve no centro de uma plenária, à qual se seguiram uma série de oficinas abertas à contribuição de todos. A manhã de sábado, 29 de setembro, foi dedicada ao tema do trabalho focalizando “Porque o trabalho não acabará”, que pôs em diálogo Carlo Petrini, fundador e alma de Slow food, com a economista irmã Alessandra Smerilli e pe. Antônio Loffredo da Cooperativa social La Paranza, moderados pela advogada Flavia Cerino. Ao redor da herança confiada a nós pelo ano de 1968, em âmbito cultural, político, social e eclesial, girou o confronto entre Mario Capanna, político e ensaísta, o teólogo Brunetto Salvarani, a ex-parlamentar Rosy Bindi com a moderação de Marco Luppi (historiador, Inst. Univ. Sophia) e Federico Rovea, (doutorando em Ciências da educação, Univ. de Pádua) no foco intitulado: Do sonho ao compromisso: indo além da revolução e da contestação de 1968.
A manhã de domingo, 30 de setembro, ao invés, se concentrou no tema da educação, focalizando “Do sonho ao compromisso: falemos de educação 4.0 Entre memória e futuro… uma questão de sentido”. O confronto, moderado pelo escritor Paolo Di Paolo, envolveu o professor e escritor Eraldo Affinati, Emma Ciccarelli, vice-presidente do Fórum Associações Familiares, e Michele De Beni, pedagogo e docente do Instituto Universitário Sophia. Entre os temas tocados, a situação que vive hoje o mundo da escola e, mais amplamente, o mundo da educação. «LoppianoLab foi importante para “reajustar o foco” de algumas prioridades: o trabalho, a necessidade de participação nos muitos lugares compartilhados, entre sociedade e política, o papel central da educação…» comenta Marco Luppi, docente de História Política Contemporânea no Instituto Universitário Sophia. «Passando do sonho ao compromisso, eu parto novamente de um “destaque”, que encontrei um pouco em todas os focos e oficinas, o de um trabalho em comum que aguarda a todos nós, crentes e não crentes, na direção da construção do bem comum, num diálogo não só possível, mas urgente».
Como nos anos passados, a fórmula laboratorial que caracteriza o evento pôs em diálogo cidadãos, empresários, agentes da comunicação, estudantes e docentes, políticos, membros do associacionismo, jovens, intelectuais, de todas as regiões italianas e não só. «Como conclusão», salienta Aurora Nicosia, «podemos dizer que o título desta edição, “Do sonho ao compromisso”, não permaneceu um slogan, mas se tornou algo vital, um impulso a não renunciar aos “sonhos”, como enfatiza frequentemente o Papa Francisco, mas a dar a estes concretude com um compromisso individual e em coro». Tamara Pastorelli

3 Out 2018 | Focolare Worldwide
Carolina Carbonell fez parte da organização do Congresso da Economia de Comunhão (EdC) em Rosário, populosa cidade na província de Santa Fé, 300 km de Buenos Aires. Ela o define “uma maratona”. Talvez porque tudo começou como uma corrida. «Foi no início deste ano, no mês de fevereiro. Poucos meses antes tinha chegado a proposta de organizar o Congresso na nossa cidade. Fazia muito calor. Caminhando pela área para pedestres da cidade, encontrei um velho amigo dos tempos da universidade, que atualmente é diretor de uma rede de hotéis. Imediatamente fui ao seu encontro e contei-lhe do nosso sonho: foi assim que encontramos o local para o Congresso». No dia 6 de setembro, 70 pessoas participaram da abertura do evento, com a conferência intitulada “O que é a Economia de Comunhão?”. Continua Carolina: «não eram poucas pessoas, considerando que naqueles dias as faculdades eram sob protesto por parte dos estudantes».
No segundo dia, a “maratona” continua. «Toda a esquadra – conta Carolina – levanta-se cedo para ir encontrar mais de 300 jovens do quarto e do quinto anos de 12 escolas de Rosário, reunidos no “Colegio Natividad del Señor” para participar de um workshop. Os jovens colocam à prova toda a propria criatividade para “criar” empresas e “tomar decisões” sobre várias situações de concorrência, crise, distribuição de lucros e seleção do pessoal. A parte mais interessante foi o exame ao qual submetem os empresários da EdC presentes, que responderam com a própria experiência de vida. À tarde, vamos até o After Unplugged “Empresas de un solo tiempo” em La Maquinita Rosário». Trata-se de um espaço de co-working onde Gonzalo Perrín, Leandro Simeoni e Lucas Longhi contam a sua experiência de empresários de um projeto pelo bem comum. «Sábado, dia 8, demos as boas-vindas aos 120 participantes, provenientes de mais de 30 cidades de oito províncias e 4 nações diferentes. Era um grupo excelente, muito heterogêneo por idade e profissão. Depois de uma apresentação inovativa, desde a atualidade até as origens, da EdC seguiram-se os testemunhos dos dependentes de algumas empresas que fazem parte do projeto. Eram experiências variadas, desde a de uma empresa familiar que produz bancos sustentáveis, a de um contact center com 1.200 dependentes, até a “Nomines”, uma empresa inclusiva que assume somente pessoas com necessidades especiais». Depois do almoço, a original proposta de um jogo, a dança das cadeiras, mas numa versão diferente e muito mais divertida: ao invés de eliminar quem não consegue encontrar um lugar, são eliminadas as cadeiras. «É preciso criatividade e equilíbrio para sentar-se sobre os outros sem se machucar. O momento mais difícil é quando fica uma única cadeira, e todos devem sentar-se sem que ninguém caia. Da mesma critividade também precisam aqueles que trabalham para a eliminação da pobreza». Com grande profundidade são apresentadas algumas das realidades mais tristes presentes na sociedade, para recordar os motivos pelos quais a EdC nasceu. Enfim, concluiu Carolina, «quando todos pensam que estão chegando à meta», porque sempre trata-se de uma maratona, «e não pode acontecer mais nada, chega o imprevisível. No domingo, algumas crianças de 8 anos contam as suas experiências: uma pequena empresa para ganhar dinheiro e compartilhar com outras crianças de nações que estão em guerra, ou sobre as visitas a um centro para idosos onde aprendem a estimá-los». Para concluir, uma entrevista a Martina, 9 anos: «As perguntas, mas principalmente as respostas, mostram a profecia inerente à EdC: as pessoas que vivem a cultura da partilha desde crianças são aquelas que um dia poderão mudar a economia». Fonte: www.focolare.org/conosur
1 Out 2018 | Focolare Worldwide
«Anos atrás, a relação médico-paciente foi definida como “uma história de silêncio”, na convicção de que um bom paciente tenha que seguir as instruções do médico sem fazer objeções, sem fazer perguntas». Flavia Caretta, médica geriatra junto à Policlínica “A. Gemelli” de Roma e ponto de referência de Health Dialogue Culture, está entre os organizadores do último congresso realizado pela rede internacional em Caruaru, no Estado de Pernambuco, com o título “Diálogo Interdisciplinar na Construção da Saúde Integral” (23-25 de agosto). HDC mantém coligados entre si profissionais da área biomédica que, se inspirando na espiritualidade da unidade de Chiara Lubich, deram início a uma reflexão e uma partilha de práticas sobre o tema do cuidado do doente, considerado na globalidade das suas dimensões. Quase 400, os profissionais presentes no congresso, provenientes de todas as partes do Brasil. «A insatisfação do paciente pela comunicação “ruim” – observa Caretta – está acima de qualquer outra insatisfação em relação às competências técnicas. A cultura tecnológica especializou o conhecimento, mas frequentemente “fragmentou” a identidade do paciente e as relações interpessoais entre quem cuida e quem é cuidado. O risco pode ser o de perder, ou de nunca chegar a olhar para o doente na sua integralidade […] Todo pedido de cuidado traz em si também uma necessidade de criar relações. Ignorar esta dimensão seria reduzir a medicina à aplicação de uma técnica, a uma prestação de serviços, enquanto em primeiro lugar está o encontro com uma pessoa».
«A qualidade da entrevista clínica depende não apenas da aplicação do conhecimento científico ou das “habilidades” comunicativas do profissional, mas também da sua capacidade de “entrar” na vivência do paciente. O processo assistencial não pode ser considerado como um protocolo que resulte em procedimentos, porque aqui está implicada uma dimensão humana imprevisível, não padronizada, a ser inserida dentro da relação pessoal, reciprocamente. Nenhuma ação de cuidado teria o mesmo efeito sem entrar em relação com o outro. […] Entre as novas tendências da medicina, além da comunicação, da personalização dos cuidados, se está dando destaque para os estilos de vida, para o papel que a comunidade e a sociedade têm na saúde e, em especial, para a dimensão espiritual». «Gostaria de oferecer algumas modalidades experimentadas e compartilhadas por muitos profissionais, de variada formação e nível acadêmico, proveniências geográficas e culturais, que inspiram a sua vida e, portanto, também a sua profissão nos valores inerentes à espiritualidade do Movimento dos Focolares. […] Na relação com o paciente, algumas estratégias se demonstraram eficazes, como a escuta, que exige deixar de lado preocupações, julgamentos, interpretações precipitadas, para dar espaço a tudo o que o outro quer comunicar, com palavras, olhares, silêncios. Também o silêncio é comunicação, às vezes até mais eloquente do que se pode colher num diálogo. Além disso, o empenho de conseguir se imergir no momento presente libera da pressa e de condicionamentos que poderiam ofuscar a decisão a ser tomada».
A coerência entre os valores espirituais e a sua atuação na profissão, enfatizou Caretta, «não diz respeito apenas à relação com os pacientes. Cada vez mais, é imprescindível interagir estreitamente com várias competências. As revistas científicas, sobretudo nos últimos anos, na perspectiva de melhorar a organização dos serviços e a qualidade da assistência, enfatizam cada vez mais a equipe de atendimento, o trabalho em equipe, a multidisciplinaridade. […] Lembro-me de uma expressão de Vaclav Havel, poeta e primeiro presidente da República Checa: “A esperança não é acreditar que as coisas mudem. Ter esperança é acreditar que você pode fazer uma diferença”. A reciprocidade pode transformar cada componente do mundo da saúde, agente ou paciente, cada componente do mundo acadêmico, estudante ou docente, num protagonista da mudança». Para contatos, notícias e aprofundamentos: www.healthdialogueculture.org