Movimento dos Focolares

Conselho Ecumênico das Igrejas: 10ª Assembleia em Busan (Coreia)

Dez 3, 2013

Mais de 5 mil participantes na Assembleia Geral do CEI, intitulada “Deus da vida, guia-nos para a justiça e a paz”. Na Coreia do Sul de 30 de outubro a 8 de novembro.

Um impulso considerável para o movimento ecumênico. Foi a impressão do secretário-geral do CEI, pastor Rev. Olav Fykse Tveit, na conclusão dos trabalhos da 10ª Assembleia Geral do Conselho Ecumênico das Igrejas, que se realiza de 7 anos em 7 anos.

Foram 2.760 os participantes inscritos (delegados de Igrejas, conselheiros, organizações partners, visitantes, jornalistas e hóspedes), mas cerca de 5.000, muitos da Coreia, participaram nesta experiência ecumênica única. Estiveram presentes, entre outros, Karekin II, Patriarca e Catholicos supremo de todos os armênios e o arcebispo de Canterbury, Welby. O Patriarca ecumênico Bartolomeu I mandou uma mensagem audiovisual.

A Igreja católica, mesmo não sendo membro do Conselho ecumênico das Igrejas, colaborou ativamente através de uma delegação do Pontifício Conselho para a unidade dos cristãos, que esteve em Busan. O cardeal Kurt Koch leu a mensagem do Papa Francisco.

Representaram o Movimento dos Focolares – convidado como consultor juntamente com outros movimentos, grupos e realidades ecumênicas – Joan Back, do Centro Uno, secretaria internacional para o diálogo ecumênico dos Focolares, e Peter Dettwiler, pastor reformado suíço, encarregado pelo ecumenismo da Igreja reformada no cantão de Zurique.

A colaboração dos Focolares com o CEI começou em 1967. Chiara Lubich foi convidada três vezes a ir à sede de Genebra para partilhar a espiritualidade da unidade, que ainda hoje é reconhecida pela sua importante contribuição, como afirmou o Rev. Tveit, ao agradecer à presidente dos Focolares, Maria Voce, pela mensagem enviada.

Joan Back e Peter Dettwiler (no centro) com um grupo de participantes

“Uma formidável atmosfera de fraternidade entre as Igrejas – salientou Joan Back. Mesmo se não partilhamos posições idênticas em matéria de eclesiologia ou moral, podemos encontrar-nos, rezar e também trabalhar juntos”. Foi apresentado um documento de grande importância: “A Igreja: rumo a uma visão comum” elaborado pelo Departamento Fé e Constituição, um texto de confluência redigido por teólogos de Igrejas com eclesiologias muito diferentes.

Os desafios para o ecumenismo evidenciados são: migração, novas gerações, mundo multirreligioso e crescimento da realidade pentecostal. Nas declarações oficiais da Assembleia alguns destes temas são abordados. A mensagem conclusiva indicou a prioridade para os próximos 7 anos: “caminhar juntos numa peregrinação pela justiça e pela paz”. A mensagem reflete o espírito do evento e os compromissos assumidos que “compreendem sempre as três tarefas: serviço, testemunho missionário e reflexão teológica”, explicou Walter Altmann, pastor luterano no Brasil e moderador cessante do Comitê Central.

Na conclusão, os 150 componentes do Comitê Central há pouco estabelecido, elegeram por unanimidade a anglicana Agnes Abuom, de Nairobi (Quénia), como moderadora.

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