Movimento dos Focolares

Deus está perto de quem sofre

Dez 16, 2017

De uma teleconferência da fundadora dos Focolares do Natal de 1986 um estímulo para não esquecer quem se encontra sozinho, doente, provado no espírito e para oferecer com eles ao Menino que nasce em Belém, o sofrimento como dom precioso.

Hoje o calor do Natal nos leva a sentirmo-nos todos, ainda mais, uma só família, mais unidos, mais irmãos. Leva-nos, portanto, a compartilhar tudo, alegrias e dores. Principalmente as dores, com aqueles que, nas mais variadas circunstâncias, estão passando este Natal face a face com o sofrimento: uma doença, uma desgraça, uma provação cruel, uma circunstância dolorosa. […] Se olharmos para o sofrimento com olhos meramente humanos, seremos tentados a procurar a sua causa em nós, ou fora de nós, na maldade do homem, por exemplo, ou na natureza, e assim por diante. “Aquele desastre foi culpa de tal pessoa; aquela doença é culpa minha; aquela provação dolorosa é por causa daquela outra pessoa”… E tudo isso pode até ser verdade, mas se pensarmos apenas desta maneira, esqueceremos o mais importante: esqueceremos que, por trás do maravilhoso enredo da nossa vida Deus está presente, com o seu amor, que tudo quer ou permite por motivo superior, que é o nosso bem. […] O que dizer hoje a todos aqueles membros do Movimento que se debatem no sofrimento? O que desejar a eles? Como comportar-nos com relação a eles? Aproximemo-nos deles, antes de tudo, com sumo respeito, pois, mesmo que ainda não o saibam, neste momento eles estão sendo visitados por Deus. Depois, compartilhemos com eles, tanto quanto possível, suas cruzes, o que significa: “Tenhamos Jesus no meio” com eles de modo concreto. Asseguremos a eles também que estarão presentes continuamente em nossa lembrança, em nossa oração, a fim de que saibam receber diretamente das mãos de Deus tudo aquilo que os angustia e os faz sofrer. Ajudemos ainda para que eles se lembrem sempre do valor do sofrimento e recordemos a eles aquele maravilhoso princípio cristão, através do qual uma dor, quando amada como um dos semblantes de Jesus Crucificado e Abandonado, pode transformar-se em alegria. […] Cientes de que aqueles que se propõem a caminhar na estrada de Deus não podem esquivar-se da dor, desejamos a todos que saibam acolher com amor, com grande amor, toda pequena ou grande dor que encontrarem pelo caminho da vida, para doá-la ao Menino Jesus […], assim como fizeram os Reis Magos oferecendo-lhe seus dons. Será o melhor incenso, o ouro mais precioso, a melhor mirra que poderemos colocar junto ao presépio. Chiara Lubich, 25 de dezembro de 1986

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