Movimento dos Focolares

Espiritualidade de comunhão e Ano da Fé

Set 10, 2013

Em um encontro com trezentos representantes da Igreja local da Jordânia – ortodoxos, católicos, luteranos e reformados – Maria Voce, que se encontra em Amã até o dia 10 de setembro, apresentou a experiência do Movimento dos Focolares.

Permitam-me expressar-lhes a minha alegria de estar com vocês e de agradecer-lhes pelo testemunho da presença cristã que vocês oferecem estando aqui nesta região. Sinto-me honrada de ser uma parte deste testemunho junto com vocês.” Esta foi a introdução, imediata e espontânea, de Maria Voce ao seu discurso por ocasião do encontro com representantes da Igreja local, no dia 5 de setembro, no Rosary College de Amã. Estava presente Dom Giorgio Lingua, Núncio Apostólico na Jordânia e no Iraque e, também, Dom Selim Sayegh, bispo emérito latino, Dom Yasser Ayash, bispo greco-católico, e Dom Salomone Warduni, bispo auxiliar caldeu de Bagdá, além de alguns arquimandritas, religiosos e religiosas – entre os quais o Superior dos Irmãos Cristãos, as Superioras das Irmãs do Rosário e das Irmãs Dominicanas – e, especialmente, leigos da Igreja católica (latina, melquita e caldeia) e das Igrejas ortodoxa, luterana e anglicana. E ainda, trezentas pessoas que ofereceram aos presentes um panorama da realidade eclesial daquele país. A programação, inserida na caminhada eclesial por ocasião do Ano da Fé, foi organizada para oferecer a contribuição que a espiritualidade de comunhão pode proporcionar à fé. Dois jovens apresentaram o Projeto Mundo Unido, com as últimas experiências vividas em Amã, que miravam o envolvimento dos habitantes daquela cidade em atividades, especialmente, de caráter ecológico e ambiental. Um casal testemunhou o próprio empenho cristão na vida matrimonial, caracterizado, nos primeiros anos, pelo sofrimento de não conceber um filho e, também, pelo compromisso no setor eclesial, particularmente o da família. E concluíram: “Depois de seis anos, durante os quais muitos outros casais rezaram juntos conosco, nasceu a nossa filha! Participando dos Focolares nós aprendemos que todos são chamados à santidade e procuramos empenhar-nos neste caminho!A série de testemunhos foi concluída por Zena, uma jovem de 18 anos que contou a experiência de viver, já há um ano, tendo um tumor: “As pessoas ficavam com pena de mim; mas, eu me sentia agraciada por Deus que me escolheu para carregar a cruz de Jesus!” Zena reconhece que teve muito medo, mas, no hospital, procurou proporcionar alegria às crianças que estavam ao seu lado. E continua: “Eu percebi o sofrimento de muita gente e entendi o quanto era robusta a fé de algumas delas. Um dia eu me senti muito só. Telefonei ao Focolare e mi senti ajudada porque me fizeram lembrar que também Jesus, na cruz, sentiu-se abandonado.” Atualmente Zena está bem de saúde, cheia de vida, e recebeu do público presente um longo e caloroso aplauso, especialmente quando disse que, não obstante o longo e árduo tratamento foi aprovada no vestibular com excelente resultado: 95/100. Foi com este fundamento que Maria Voce apresentou em seguida a sua contribuição. Ela sublinhou alguns pontos da espiritualidade para evidenciar o fato de que a espiritualidade de comunhão permite viver profundamente o Ano da Fé e falou acerca da “grande ressonância que o convite do Papa Bento VI encontrou em nós: oferecer publicamente o testemunho da fé, da Palavra vivida ‘como experiência de um amor recebido’ e comunicada como experiência de graça e de alegria!A Presidente dos Focolares – na sua visita à Jordânia de 28 de agosto a 10 de setembro – evidenciou que alguns aspectos desta espiritualidade são realmente proféticos ao nascer no horizonte eclesial. E continuou: “Nos primeiros anos de vida do Movimento dos Focolares era uma novidade a comunhão das experiências sobre a vivência da Palavra. Estas resultavam incontestáveis porque eram “vida” e fecundas, capazes de gerar o encontro profundo com Jesus, de tornar comunidade as pessoas dispersas. Depois, ela evidenciou a afirmação do Papa Francisco na sua recente encíclica Lumen Fidei: É impossível crer sozinhos. A fé não é só uma opção individual que se realiza na interioridade do fiel, não é uma relação isolada entre o «eu» do fiel e o «Tu» divino, entre o sujeito autônomo e Deus; mas, por sua natureza, abre-se ao «nós», verifica-se sempre dentro da comunhão da Igreja” (39). “Graças a esta espiritualidade de comunhão – concluiu Maria Voce – nós vimos florescer a comunhão na Igreja entre os vários Movimentos que a enriquecem; entre os vários carismas antigos e modernos. Além disso, vimos também o quanto esta espiritualidade contribui à unidade dos cristãos e, ainda, a iniciar o diálogo com pessoas de outras religiões, que representam uma das fronteiras que requer empenho e são urgentes no terceiro milênio.” Foi muito estimulante uma pergunta feita por um sacerdote, provocada por uma mensagem postada no Facebook: “O meu coração é cristão, mas, a minha mente não acredita na religião. Não considerar-me ateu porque eu não aceito a sua avaliação. Quem é você para avaliar-me?”. E a pergunta foi: “E o que dizer aos nossos jovens?” Giancarlo Faletti, Copresidente dos Focolares, propôs a opção de vida. Ele afirmou: “É significativo o que diz a jovem que postou esta frase: é uma experiência cristã dividida entre coração e mente. A experiência cristã, vivida juntos nos conduz a uma presença: Cristo na comunidade. É a estas alturas que podemos dizer: o meu segredo é uma pessoa, é Jesus que se encarnou por mim e pelos outros. Somos chamados a dar este testemunho também através dos modernos meios de comunicação.” Roberto Catalano Viagem à Jordânia

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subscrever o boletim informativo

Pensamento do dia

Artigos relacionados

Sementes de paz e de esperança para o Cuidado da Criação

Sementes de paz e de esperança para o Cuidado da Criação

No dia 2 de julho de 2025 foi publicada a mensagem do Santo Padre Leão XIV para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, que será celebrado dia 1º de setembro. Propomos uma reflexão de Maria De Gregorio, especialista em desenvolvimento sustentável, da Fundação Ecosistemas, especializada em estratégias e ações para reduzir os riscos e os impactos ambientais.