Movimento dos Focolares

Evangelho vivido: não excluir ninguém

Abr 28, 2016

A Palavra de vida do mês convida-nos a não discriminar as pessoas, mas considerar todos como irmãos

Dormia junto com os ratos «Interessava-me apenas pelo dinheiro, por roupas de marca, mulheres e divertimento. Depois de ter experimentado o que é a prisão por posse e tráfico de heroína, recomecei a mesma vida de antes, no meio da violência, das drogas e do álcool. Há cerca de três anos, fui roubado por alguém que considerava meu amigo. Com raiva de mim mesmo, de Deus e do mundo inteiro, caí no desânimo total. Dormía numa casa abandonada, no meio da imunidície e junto com os ratos. Um dia, sem perguntar quem eu era, um desconhecido convidou-me para almoçar na sua casa e tratou-me como se fosse um irmão. Senti-me impulsionado a ir com ele a uma igreja e então, pela primeira vez depois de muito tempo, experimentei uma sensação de paz. Depois disso comecei também a ir à igreja sozinho: em silêncio por horas, aprendi a rezar. Procurei mudar de vida: mesmo se tive muitas recaídas, Jesus deu-me a força para recomeçar sempre. Hoje, estou numa comunidade de recuperação, procuro retribuir à ajuda que recebi estando ao serviço de quem precisa.» (Samuele – Itália) 20160428-01A boutique de costura «Quando passava na frente da boutique de costura lançava um olhar triste para os vestidos na vetrine. Um dia, convidei-a para entrar. Vestia-se de maneira pobre, mas com bom gosto. Voltou outras vezes e assim conheci a sua história: tinha deixado o trabalho para acudir aos pais idosos e, ao ficar sozinha, não tinha mais podido exercer a sua profissão de costureira. Falei com o gerente da loja e aquela senhora foi contratada. Dizer que trabalha bem é pouco. Soube de várias clientes que, desde quando ela trabalha ali, vem à loja com mais gosto e sentem-se mais acolhidas.» (J.B. – Argentina) Inculturar-se «Na escola elementar onde leciono, estudam muitas crianças estrangeiras. Socializar com elas não é facil, principalmente com um grupo de ciganos: atrapalham as aulas, são agressivos, muitas vezes seus pais são presos. Um dia, para ajudar uma colega da quinta classe, desesperada porque não conseguia controlar a situação, trouxe alguns deles para a minha sala de aula. Pensando em Jesus, exemplo de paciência e mansidão, preparei para eles os melhores lugares e apresentei-os aos outros alunos como tutores dos menores. Depois, para torná-los protagonistas, pedi que ensinassem algumas palavras da língua Rom, dedicando a isto parte da aula. Agora comportam-se melhor e a inculturação esta progredindo.» (E. – Itália)

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