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Evangelho vivo: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque obterão misericórdia” (Mt 5,7)

Nov 22, 2022

O misericordioso é aquele que é capaz de perdoar aos outros e muitas vezes a si mesmo também. Entretanto, a misericórdia não é apenas uma disposição interior, mas é o caminho que nos une a Deus. Seu imenso amor por nós não é um sentimento, mas uma ação; o ato pelo qual cada um de nós 'renasce'.

O misericordioso é aquele que é capaz de perdoar aos outros e muitas vezes a si mesmo também. Entretanto, a misericórdia não é apenas uma disposição interior, mas é o caminho que nos une a Deus. Seu imenso amor por nós não é um sentimento, mas uma ação; o ato pelo qual cada um de nós ‘renasce’. Viver em paz Não era a primeira vez que eu tinha notado sinais de que alguém havia mexido em minhas terras. Eu nunca tinha tido inimigos e meu pai tinha me ensinado a construir boas relações, mas desta vez eu queria ver as coisas com clareza. Pedi ajuda a Nossa Senhora e uma noite entrei no pomar com outro agricultor. Como eu havia suposto, a uma certa hora vi meu vizinho chegar com dois filhos, armado com caixas de frutas. O plano era fotografá-los em flagrante: perplexos com os flashes, os três saíram imediatamente, deixando a fruta colhida no chão. No dia seguinte, à noite, a esposa do vizinho pediu a minha esposa o favor de destruir as fotos e não apresentar queixa contra seu marido. Como combinado, minha esposa respondeu: ‘Não sei de que fotos você está falando, meu marido está fora há dois dias’. A partir daquele dia, as coisas mudaram: uma gentileza incomum e prontidão para ajudar na colheita… Durante uma pausa no dia, o vizinho admitiu que tinha vindo para pegar algumas maçãs “para provar” e tinha visto flashes. Eu respondi: “Há algum tempo vêm acontecendo coisas estranhas na aldeia. Mas o importante para nós é viver em paz”. (V.S.E. – Itália) Uma verdadeira mudança Com a aposentadoria, refiz minha vida: um fracasso total! Não sou casada por causa da oposição de meus pais à minha escolha de um bom rapaz, mas que não era da nossa mesma “posição”. Com meus irmãos e irmãs, as relações quase foram canceladas por causa da herança injustamente dividida, de acordo com eles. Posso me considerar rica, mas criei um grande vazio dentro de mim e ao meu redor! Um dia, eu estava hospitalizada, quando uma sobrinha, que tinha vindo me visitar, proferiu uma frase que não me deixou em paz: “Tia, seu problema é que você está possuída pelo mal. Cada sinal de bondade desapareceu em você”. Quando recebi alta, procurei um padre para confiar o que me estava angustiando. Depois de me ouvir, pareceu-lhe que de alguma forma eu queria me vingar da vida, da família, de todos, e ele me incitou a pensar mais nos outros: celebrar os aniversários dos parentes com presentes, pedir notícias aos vizinhos, escrever aos ex-alunos… pequenos gestos, mas eram passos em direção à luz. Quando me sinto desesperada, ponho em prática essa sugestão. É difícil, mas eu sinto que algo está mudando. (G.I. – Espanha) Amigas na doença Durante o período em que minha mãe esteve no hospital, eu conheci sua colega de quarto, Klari. Mesmo estágio do câncer, mesmo ritmo de quimioterapia. Elas tinham se tornado amigas, mas algo as dividia: como uma jovem mulher, Klari tinha sido uma ativista comunista e não aceitava a fé católica professada por minha mãe. Eles não discutiam e sentia-se que nenhuma das duas abandonaram suas crenças. Entretanto, minha mãe estava sempre disponível para ajudar a Klari, que não tinha parentes, e nos envolveu na família para suas necessidades: pequenas necessidades, alguma papelada para fazer, telefonar para os amigos. Quando a condição de saúde em ambas piorou, notei uma aceitação diferente da doença: em minha mãe, que estava sempre atenta à amiga, uma grande paz brilhava; Klari, por outro lado, era impaciente e agressiva. Mas antes de entrar em coma, ela agradeceu a minha mãe pela maneira como havia estado ao seu lado. Assim, ela tornou-se realmente uma pessoa de nossa família. (P.F.H. – Alemanha)

Por Maria Grazia Berretta (extraído de O Evangelho do Dia, Città Nuova, ano VIII, nº.2, novembro-dezembro de 2022)

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