Movimento dos Focolares

Istambul, a Igreja de Roma e de Constantinopla festejam juntas

Dez 5, 2012

Tornou-se já costumeiro, no dia 29 de junho em Roma (São Pedro e São Paulo) e no dia 30 de novembro, em Istambul (Santo André), a visita de Delegações das duas Igrejas irmãs

O dia 30 de novembro passado foi um dia de festa na Basílica Patriarcal do Fanar, em Istambul, pela celebração da solenidade de Santo André apóstolo, Patrono do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla.

«A troca de Delegações entre a Igreja de Roma e a Igreja de Constantinopla, […] mostra de forma concreta o vínculo de proximidade fraterna que nos une. É uma comunhão profunda e real, ainda que imperfeita, que não se fundamenta em razões humanas de cortesia e conveniência, mas na fé comum em Jesus Cristo». Escreveu Bento XVI na mensagem a Sua Santidade Bartolomeu I, evidenciando a plena comunhão como um dom de Deus e assegurando ao Patriarca a sua unidade de orações e a de todos os fiéis católicos.

O Cardeal Kurt Koch, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, neste ano, liderou a Delegação da Santa Sé.

No seu discurso, o Patriarca, evidenciou a importância de prosseguir juntos, como irmãos, em direção a Cristo, delineando assim o estilo do caminho ecumênico hoje.

A sua mensagem não é simplista e nem se limita a ser otimista, mas, convida a mirar o caminho a ser percorrido na atualidade, considerando o passado com realismo e a encontrar, sinceramente, os meios para reaproximar-se. Para esta iniciativa, indica como via principal a ser percorrida, o diálogo que ele define o meio por excelência para sanar os medos, as suspeitas, os preconceitos e que tem como finalidade “a comunhão eucarística à qual todos nós aspiramos”. Um diálogo que facilite a compreensão recíproca e, desta forma, encaminhar-se “à verdade plena” (Jo 16, 13).

Não falta um apelo ser «samaritanos», próximos à humanidade que hoje sofre de várias formas por causa das muitas «crises». Estar próximos e, juntos, para levar, unidos, o anúncio da potência e da misericórdia do Senhor.

Depois de citar a emoção ainda viva pela sua participação às celebrações do 50° do Concílio Vaticano II, que abriu novos caminhos, e a próxima comemoração dos 1700 anos do Edito de Milão, anunciou com alegria que os trabalhos preparativos do Concílio Pan-Ortodoxo estão na fase final.

Na manhã do sábado, 1° de dezembro, o Cardeal Koch e o Metropolita Gennadios de Sassima, encontraram alguns representantes da comunidade católica local dedicando tempo ao caminho ecumênico entre as duas Igrejas irmãs, delineando desafios e perspectivas no percurso em direção à plena unidade depois de 50 anos do Concílio Vaticano II.

Seguiu-se um diálogo no qual o Metropolita Gennadios sublinhou o fato de que as prioridades sociais, consequências da crise, colocaram em segundo plano a importância do diálogo ecumênico. A sua experiência de vinte anos de participação na Comissão Teológica Mista o permite entrever um impulso renovado para, juntos encontrar soluções, oferecendo assim um testemunho comum de vida.

O Cardeal Koch citou a imagem de um quadro que está na sede do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos e que retrata o abraço de Pedro e André, ressaltando que o abraço deles é sinal da presença de Jesus. E concluiu convidando a rezar pela unidade, lembrando que esta não é um imperativo de Jesus, mas, ele a pediu ao Pai como dom.

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