Movimento dos Focolares

Jovens: que os fogos de guerra sejam uma vaga recordação

Dez 26, 2013

Foram 427 os participantes do Congresso gen 2, os jovens dos Focolares, provenientes de 37 nações. Uma hora de diálogo com Maria Voce sobre temas polêmicos, e o comovente final com o “time out” pela paz, feito com uma oração em árabe.

«Em nome de Deus Clemente e Misericordioso: que o sofrimento seja esquecido, que a felicidade e a paz reinem nos quatro ângulos do mundo, que os corações de todos os homens estejam ligados, que o amor arda em seus corações e que a unidade os reúna em um único rastro de luz. Deus, faz com que os fogos de guerra sejam uma vaga recordação. Deus, na tua infinita clemência e misericórdia, permete-nos ser mais pacientes e faz de nós instrumentos de amor e de paz. Louvor a Deus, não existe potência nem força fora Dele». Esta foi a oração de Naim, um jovem muçulmano da Argélia.

Exatamente um ano atrás, durante o encontro deles, tinha surgido a necessidade de reforçar a oração diante do desencadear-se do conflito na Síria, e foi lançado o Time out pela paz. Ainda hoje repetem a própria adesão a serem instrumentos de paz em seus ambientes, da República Centro Africana ao Líbano e Argélia, de El Salvador à Argentina, alguns dos países representados.

Nos quatro dias em Roma, de 19 a 22 de dezembro, houve um intercâmbio de experiências, como aquela do jovem budista que, após conhecer os gen, sentiu o impulso de ir em profundidade no conhecimento da sua religião. Decidiu passar um ano num mosteiro fazendo a experiência com os monges. Ou as experiências de quem interroga-se sobre as escolhas para o futuro, a coragem de construir uma família, a entrada no mundo do trabalho. Mas o testemunho mais forte veio do Oriente Médio – com representantes do Líbano e da Argélia – que salientava a esperança que não morre, até quando, no horizonte, o céu não se abre.

E Maria Voce convida todos, entre os quais muitos de vários países europeus, a ir para fora. Dirige-se com força aos jovens presentes: «Os gen estão nas universidades? Estão lá onde estão os outros jovens? Ou estão sempre só entre eles? Fazem algo pelos outros? O Papa repete sempre para sair, sair das sacristias, sair do recinto, não apoiar-se nas seguranças, não dizer “fizemos sempre assim e vamos continuar assim”».

Como fazer? Maria Voce pressiona: «Arriscar, ter a coragem de abrir-se à novidade, ter a coragem de alguma iniciativa ousada, até extrema, para tentar novos caminhos, para construir novas relações com a humanidade». E, abrindo-se, levar aquele que pode ser o presente característico, a alegria dos seguidores de Jesus, fruto da sua presença onde dois ou mais estão reunidos em seu nome. O lema do congresso era justamente “Disto vos reconhecerão…”, citação do Evangelho que continua “…se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13,25). «Queremos dar todas as nossas forças para a construir a fraternidade, todos juntos», foi a reação imediata dos jovens.

Um pequeno fato: «Um carro encostou no meu exatamente no lugar onde, algum tempo atrás, eu já tinha levado uma batida – conta Francesco -. Eu poderia ter sido esperto, não dizer nada e fazer com que me pagassem, mas, ao invés disso, saí do carro, tranquilizei o senhor desajeitado que tinha vindo em cima de mim, e disse a ele a verdade. Fui bobo em agir assim? Talvez, mas senti a alegria de ter agido retamente e com misericórdia».

«Impressionou-me muito a sinceridade com que Maria Voce nos falou, de coração aberto – explicou Tomaso, italiano -. Quando saímos “o sangue fervia nas veias”, como Chiara dizia aos gen nos anos 1970. Estamos mais decididos do que nunca a levar o fogo do Evangelho vivido a todos, “a maior revolução”, aquela que não passa».

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