Movimento dos Focolares

Leopolda Blasi: comunhão entre religiosas

Fev 19, 2017

Religiosa das Filhas da Imaculada Conceição de Buenos Aires, mulher de cultura e grande educadora. A partir da sua relação com Chiara Lubich torna-se semente de unidade entre consagradas de diferentes congregações.

SrLeopoldaBlasi-01Nascida em uma influente família de Roma, para a sua educação é confiada ao Instituto Espírito Santo, dirigido pelas Filhas de Imaculada Conceição. Lá conhece pessoalmente a fundadora, hoje beata, e logo acende-se em seu coração o desejo de doar-se completamente a Deus. A sua família não aceita tal opção e por duas vezes a trazem de volta, depois de ter fugido de casa para chegar ao noviciado. Mas graças à firmeza de sua decisão consegue convencer os pais a realizar o seu sonho. Terminada a formação, no norte da Itália, retorna a Roma para ensinar na escola aonde havia estado quando criança e adolescente. Jovial e divertida, irmã Leopolda sabe conquistar a simpatia das alunas, e com as suas expressões espirituosas consegue minimizar até as situações mais complicadas. Na década de 1970 conhece a espiritualidade dos Focolares e descobre nela um sinal dos tempos para a Igreja. Fascinada pela visão de Chiara Lubich, que considera cada carisma como uma dádiva de amor para os outros, sente-se impulsionada a fazer com que se forme uma corrente de comunhão entre consagradas de famílias religiosas diferentes. Pelos seus dotes morais e espirituais, a vasta cultura e uma grande capacidade de valorizar as pessoas, em 1983 tem confiada a missão de dirigir a Congregação, por 12 anos. Conhece pessoalmente a fundadora dos Focolares que, em 1989, pede-lhe que acompanhe as atividades do Movimento das Religiosas, em todo o mundo, e para promover a comunhão entre as Madres Gerais que apreciam a espiritualidade da unidade. Madre Leopolda recebe o convite de Chiara com alegria e responsabilidade, tecendo uma rede cada vez mais compacta de religiosas ligadas ao espírito de comunhão. Convoca e prepara encontros anuais para consagradas e superioras gerais. Ao concluir o cargo de direção na sua Congregação, volta a trabalhar como educadora. Os pais de seus alunos a consideram “a diretora mais doce e mais simpática de todas as escolas do mundo”. Quando adoece está preparada para renovar o seu sim àquele Deus que havia seguido desde a juventude. E deixa-se tomar por Suas mãos, oferecendo tudo pela Igreja, pela sua Congregação, por todas as consagradas que encontrara na vida. Nos momentos mais difíceis encontra conforto meditando os escritos espirituais de Chiara, cercada por suas coirmãs e pelas focolarinas que a acompanham até o fim. Os médicos e a equipe do hospital onde está internada ficam tocados pelo seu testemunho de serenidade e de total abandono a Deus. Irmã Leopolda falece no dia 1º de janeiro de 2017, aos 87 anos. O Movimento dos Focolares a recorda com imensa gratidão pela sua vida, completamente doada para difundir, entre as religiosas, o espírito de comunhão que nasce do Carisma da unidade.

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