Movimento dos Focolares

Na Colômbia, um elogio à fraternidade

Abr 29, 2013

O Congresso da República da Colômbia conferiu uma condecoração ao Movimento dos Focolares, dia 25 de abril. A mensagem enviada por Maria Voce.

É denominada “Condecoração da Ordem do Congresso da Colômbia” e foi instituída em 1987 pelo parlamento colombiano. Trata-se da honraria que, em nome do povo, as duas câmaras podem conceder a cidadãos ou instituições quem tenham servido o país. E foi com esta motivação que foi solicitada pelo Senador da República José Darío Salazar Cruz e atribuída ao Movimento dos Focolares, que a recebeu pelas mãos do magistrado italiano Dr. Giovanni Caso, presidente adjunto honorário do Supremo Tribunal italiano.

“Recebemos este reconhecimento à obra de Chiara como um encorajamento ulterior a prosseguir, com decisão e entusiasmo cada vez maiores, no caminho traçado por ela, em toda parte e, de modo especial, na Colômbia”, escreveu a presidente dos Focolares, Maria Voce, no agradecimento enviado aos parlamentares e a todos os presentes, reunidos na sessão extraordinária do Congresso da República da Colômbia, realizada dia 25 de abril. Nessa ocasião foi conferido ao Movimento dos Focolares o título de “Comendador”, com o objetivo de “evidenciar a excelsa contribuição dada pelo Movimento ao longo dos 41 anos de presença na Colômbia, em benefício da convivência e da fraternidade”.

Estiveram presentes, o secretário da conferência episcopal, D. Daniel Falla Robles, o bispo anglicano Francisco Duque, e o responsável pelo Conselho Distrital dos Direitos Humanos de Bogotá, Dr. Ricardo Cañón. Nas motivações salienta-se que, nesses 40 anos, os Focolares geraram “modelos de convivência nos vários ambientes da sociedade, no mundo da pedagogia, do direito, da economia…”. Em seu discurso o senador citou, entre as concretizações, o “Centro Unidade” de Los Chircales, a escola Sol Nascente, a colaboração com a Pastoral Social de Soacha, entre outras coisas.

Maria Voce sublinhou ainda a fraternidade como “pressuposto essencial de qualquer convivência”, considerando que a sua aplicação “em vasta escala na ação política, jurídica e social, abre possibilidades surpreendentes. Favorece o diálogo em vários níveis e permite manter conectados e valorizar culturas e pensamentos diferentes, experiências humanas divergentes que, de outra forma, poderiam desembocar em conflitos insanáveis. Pela fraternidade também a liberdade e a igualdade, fundamentos básicos da democracia, conquistam significados novos. A fraternidade pode sustentar e iluminar organismos empenhados em superar as barreiras entre indivíduos e povos, para acelerar as etapas rumo à unidade da família humana e garantir a paz”.

O trabalho dos Focolares na Colômbia, portanto, prossegue, e nos últimos dias houve uma série de encontros com o Dr. Caso, membro da comissão central internacional de “Comunhão e Direito”, rede internacional de estudiosos e operadores do direito, que buscam conjugar o paradigma da fraternidade com o direito. Anteriormente ele esteve na América Central, num importante encontro com operadores do direito da Guatemala.

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