Movimento dos Focolares

O nascimento, para o céu, de Dori Zamboni

Dez 26, 2015

Na manhã do dia 26 de dezembro, Doriana Zamboni (Dori), do primeiro grupo, junto com Chiara Lubich, chegou à casa do Pai. O funeral se realizou nesta manhã, 28 de dezembro, no Centro Mariápolis de Castelgandolfo.

Dori Zamboni

Dori Zamboni

“Escrevo (ditando) a minha saudação a vocês. A mão não responde mais, mas a cabeça pensa e reza por vocês todos, à medida que os recordo com suas alegrias, sofrimentos e problemas”. É o início de uma carta de Dori, de poucos dias atrás, para o Natal de 2015, aos seus “queridos amigos”, aqueles que conheceu no arco de uma vida, no mundo inteiro, e a quem desejou chegar. Doriana Zamboni, conhecida simplesmente como Dori, nasceu em Trento, em 1926, e conheceu Chiara Lubich ainda muito jovem, era uma estudante – “rebelde” – do ensino médio, e recebia de Chiara aulas de filosofia. Era o ano de 1943, data do início da aventura espiritual que levaria ao nascimento do Movimento dos Focolares. “Nossa Senhora e Jesus os ajudarão, também por intermédio da minha oração – continua a sua carta -, Jesus disse: ‘pedi e vos será dado’… E ainda que eu conheça pouco as necessidades de vocês, os coloco no coração de Jesus a fim de que mantenham fiel o amor a Jesus na cruz abandonado”. Essa “fidelidade” marcou a vida de Dori, foi ela, na verdade, a primeira a quem Chiara – no dia 24 de janeiro de 1944 – confidenciou a intuição sobre o sofrimento culminante de Jesus, o abandono na cruz, que logo se tornaria o segredo e o pilar fundamental da vida de Chiara, e de todos os que teriam compartilhado o seu caminho. “Permanecei no meu amor” (Jo 15,9) é a palavra do Evangelho que Chiara lhe havia indicado como rota para a sua vida, e que a espelhava da melhor maneira. Nesse amor, enraizado em Deus, Dori girou pelo mundo para testemunhar e difundir o ideal da unidade: em 1956 estava na França, em 1965, na Inglaterra, em 1971, na Bélgica, abrindo, juntamente com novos focolares, estradas novas no caminho ecumênico e no diálogo com a cultura. Acompanhou o percurso humano e espiritual de milhares de pessoas. Desde 1976 a fundadora dos Focolares confiou a ela o acompanhamento do setor dos Voluntários de Deus – leigos empenhados no social – e o desenvolvimento do Movimento Humanidade Nova. Esteve na equipe que fez nascer, em 1956, a editora e revista Cidade Nova, sendo uma das pioneiras a assinar aquelas páginas. Dori sempre encorajou e apoiou o trabalho da redação, até os últimos dias. “Onde quer que estejam, lembrem-se de mim, porque a minha saúde decai, e gostaria que ela estivesse na oração de muitos, para ajudar-me na subida… Sinto-vos todos muito perto e desejosos de ajudar-me a suportar e oferecer aquilo que Deus me manda”, escreve ainda Dori. E assim, circundada pelo afeto e as orações de quem a assistiu até o fim, na manhã do dia 26 de dezembro faleceu serenamente. Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares, deu a notícia a todos, exprimindo o reconhecimento pela sua vida e o convite a unir-se a essa oração coletiva. O funeral aconteceu no Centro Mariápolis de Castelgandolfo (Roma, Itália), na manhã do dia 28 de dezembro. https://vimeo.com/98643642

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subscrever o boletim informativo

Pensamento do dia

Artigos relacionados

Sementes de paz e de esperança para o Cuidado da Criação

Sementes de paz e de esperança para o Cuidado da Criação

No dia 2 de julho de 2025 foi publicada a mensagem do Santo Padre Leão XIV para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, que será celebrado dia 1º de setembro. Propomos uma reflexão de Maria De Gregorio, especialista em desenvolvimento sustentável, da Fundação Ecosistemas, especializada em estratégias e ações para reduzir os riscos e os impactos ambientais.