Movimento dos Focolares

Um tempo para a vida

Abr 5, 2011

De 14 a 18 de março, cerca de 80 jovens do mundo inteiro estiveram em Loppiano, lidando com as escolhas decisivas.

Não sei o que a palavra “possíveis” sugere a vocês. Eu penso só numa coisa: nestas 40 jovens que estão aqui na minha frente, que são possíveis focolarinas. Na vida muitas escolhas podem ser feitas, e muitas escolhas maravilhosas. Elas decidiram vir passar um tempo, que foi chamado “um tempo para a vida”, com um lema bem definido: “aqui estou”, ou seja, estou pronta a tudo. Devo dizer que foram, para mim também, dias vivificantes. Deus tem uma grande fantasia. As histórias delas são uma mais linda do que a outra, ainda “verdes”, a serem desenvolvidas, mas o início promete. Micarla, de Recife, veio para buscar a verdade e encontrá-la, porque esta foi sempre a sua ideia fixa. Hoje está feliz! Grisel, de Mendoza (Argentina) tem 27 anos, ama as revoluções e encontrou em Maria de Nazaré a maior revolucionária da história. “Quero ser como ela”, nos disse. “O que me fascina na vocação ao focolare? Vejo homens e mulheres realizados, distribuidores de Deus. Doar toda a minha vida a Deus foi uma consequência lógica: se Ele me ama com um amor infinito como posso não dar-lhe tudo?”. Vida, 24 anos, da Lituânia: “Tive muitas dúvidas, dúvidas atuais: é possível seguir a Deus a vida inteira ou é melhor que eu constitua uma família? O que me deu paz e certeza foi a liberdade que continuo a experimentar dizendo o meu sim a Ele. Liberdade de amar o mundo inteiro”. Emma é mexicana: “Não é fácil seguir Jesus – confidenciou – tudo parece remar contra uma vida entregue a Deus, desde a comunicação até a algumas práticas educativas, aos valores que são difundidos. Começamos a pensar que se não fazemos alguma experiência ‘de limite’ a vida é tediosa. Por isso senti que deveria dar mais a Deus, porque nada me bastava, nada me saciava”. Para ela a vida num focolare é como uma corrida na montanha russa: de tirar o fôlego, fascinante, às vezes tortuosa, mas com o olhar fixo na meta, face a face com Deus. “Isto é o que mais quero”. Priscilla, de Genebra (Suíça), tem 23 anos, estuda história e literatura francesa. Veio para entender se Deus realmente a chama, porque gostaria de dar tudo a Ele, com radicalismo, para viver uma aventura “que para mim não tem comparações, viver para construir um mundo unido”. E concluiu: “Encontrei a confirmação que este é o meu caminho. Quero viver como esposa de Deus desde já”. Nuam veio de um vilarejo no Sudeste Asiático. Ficou fascinada pela vida simples e profundíssima que viu vivida no focolare. Em 2005, durante um show do Gen Rosso, “justamente aquelas canções, cantadas numa língua que não conhecia, me transmitiram Deus, o Seu amor, e entendi que devia fazer algo para corresponder. Agora desejo dar tudo a Ele, para levar Jesus a todos, fazer a minha parte para que a humanidade seja cada vez mais uma única família. E o Ideal da unidade me ajuda a alargar o coração sobre o mundo inteiro”. Retorna à minha mente uma parte do comentário de Chiara Lubich na Palavra de Vida do mês de março, que nos ajudava a fazer a Vontade de Deus. Chiara escreveu: “Digamos isso antes de cada ação nossa: “Aconteça”, “seja feita”. Estaremos compondo, momento após momento, pedrinha após pedrinha, o mosaico maravilhoso, único e irrepetível, da nossa vida, que o Senhor desde sempre imaginou para cada um de nós”. Neste momento, na sala ao lado, estão cerca de 40 rapazes que também desejam dar tudo a Deus e tem coisas maravilhosas para contar. Esperem pelo artigo deles. Agora devemos ir ao encontro dos grupos que vão visitar a Mariápolis de Loppiano. Tudo de bom para estas maravilhosas criaturas! Sharry S.

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