Movimento dos Focolares

VI Prêmio Hemmerle a Ruth Pfau

Mai 28, 2014

Na catedral de Aachen, a entrega do prêmio Klaus Hemmerle à religiosa e doutora alemã empenhada há anos na luta contra doenças infecto-contagiosas no Paquistão.

20140527-02Ruth Pfau é uma médica que exerceu o seu empenho e serviço no Paquistão, com um trabalho pela paz, para além da assistência sanitária. Uma cristã que, na opinião do bispo evangélico Christian Krause, “superou os abismos entre homens e mulheres numa sociedade dominada por homens, entre ricos e pobres, entre tradição e modernidade, entre culturas diferentes”. Uma religiosa que demonstrou o Amor de Cristo a pessoas das mais diferentes convicções, como sublinhou D. Joseph Coutts, presidente da Conferência episcopal do Paquistão, ao agradecê-la em nome da Igreja paquistanesa. Com o apoio da Associação alemã de cooperação contra a lepra e a tuberculose (DAHW), Ruth Pfau construiu um hospital na metrópole paquistanesa de Karachi. Pelo seu programa de controle da lepra e da tuberculose foi nomeada secretária de estado do governo do Paquistão. Há mais de 20 anos colabora com a missão de “Christoffel” para ajudar os deficientes visuais, adquirindo grande estima numa sociedade quase inteiramente muçulmana. Também admiram esta mulher nascida em 1929, o bispo de Aachen Heinrich Mussinghoff e a presidente dos Focolares Maria Voce, que a considera uma “testemunha do amor de Deus e construtora de uma sociedade mais justa e fraterna”. O que tem em comum com o teólogo Klaus Hemmerle, ex-bispo de Aachen, seu contemporâneo falecido em 1994, cujo Prêmio conferido a cada dois anos pelo Movimento dos Focolares recorda a figura e o patrimônio espiritual? A resposta foi dada pelo jornalista televisivo e professor de teologia Michael Albus, que fez a laudatio na catedral de Aachen onde se realizou a premiação, no dia 8 de maio. 20140527-01“Terem a coragem de ousar um salto, decididos a ajudar onde há necessidade. Sem justificativas teóricas, políticas ou até mesmo teológicas. E sem perguntar – como é costume no mundo capitalista – qual será a recompensa?”. É um traço comum aos dois, assim como também o desejo de construir ‘uma igreja que salva Deus num mundo que está por morrer por congelamento’, como recordava São Martinho”. Ruth toma a palavra: “Podemos ajudar-nos reciprocamente a ser homens, permanecendo cheios de humanidade”. Um sinal desta humanidade para ela significa “perder tempo”, foi o que aprendeu na Ásia. Nos hospitais e nas casas para idosos na Alemanha isto encontra-se raramente. Para ela é um sinal de perda da humanidade. Alegra-se pelo prêmio honrar esta “perda de tempo”, mesmo se a motivação evidencia a sua capacidade de construir pontes, ser artífice de unidade pela doação radical aos pobres, a partir da sua fé vivida com força e convicção num ambiente carregado de conflitos”.

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subscrever o boletim informativo

Pensamento do dia

Artigos relacionados

“Uma Humanidade, um Planeta: Liderança sinodal”

“Uma Humanidade, um Planeta: Liderança sinodal”

De 26 de janeiro a 1 de fevereiro de 2026, Roma recebe 100 jovens líderes políticos para a conclusão do I ano do programa “Uma Humanidade, um Planeta: Liderança sinodal”. O desafio de um estilo diferente de governança, a partir do paradigma da fraternidade.

Chiara Lubich: l’umanità come famiglia

Chiara Lubich: l’umanità come famiglia

O dia 22 de janeiro é o aniversário do nascimento de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares. Compartilhamos um breve trecho de um discurso proferido por ela em 9 de novembro de 2001 em Innsbruck (Áustria), por ocasião do Congresso “Mil cidades pela Europa”, sobre o tema da fraternidade universal entendida também como categoria política.

O Evangelho que coloca “o outro” no centro

O Evangelho que coloca “o outro” no centro

Na Semana da oração pela unidade dos cristãos, trazemos uma experiência que conta a alegria de viver o amor e a unidade na diversidade. Um caminho de escuta e acolhimento para nos reconhecermos como irmãos e irmãs.