Movimento dos Focolares

Maio de 2011

“Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento!”

Jesus nos ensina também outro modo de amar o Senhor Deus. Para Jesus, amar significou cumprir a vontade do Pai, colocando à disposição o entendimento, o coração, as energias, a própria vida: Ele entregou-se completamente ao projeto que o Pai lhe tinha reservado. O Evangelho nos apresenta Jesus sempre e totalmente voltado para o Pai (Jo 1, 18), sempre no Pai, sempre preocupado em dizer somente aquilo que tinha ouvido do Pai, a cumprir unicamente o que o Pai lhe mandara fazer. Também a nós Ele pede a mesma coisa; amar significa fazer a vontade do Amado, sem meios-termos, com todo o nosso ser: “… com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento”. Porque o amor não é apenas um sentimento. “Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que vos digo?” (Lc 6, 46), pergunta Jesus a quem o ama somente com as palavras.

“Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento!”

Como, então, podemos viver esse mandamento de Jesus? Sem dúvida, mantendo com Deus uma relação filial e de amizade, mas, acima de tudo, fazendo o que Ele quer. Nossa atitude diante de Deus, como a atitude de Jesus, será: estarmos sempre voltados para o Pai, à sua escuta, na obediência, para realizar a obra Dele, somente ela e nada mais.

Nisso nos é solicitado o maior radicalismo, porque não se pode dar a Deus menos do que tudo:  todo o coração, toda a alma, todo o entendimento.  E isso significa fazer bem, integralmente, aquela determinada ação que Ele nos pede.

Para vivermos sua vontade e nos amoldarmos a ela, muitas vezes será necessário queimar nossa vontade, sacrificando tudo o que temos no coração ou na mente, mas que não diz respeito ao momento presente. Pode ser uma ideiaidéia, um sentimento, um pensamento, um desejo, uma lembrança, um objeto, uma pessoa…

Assim nos projetamos unicamente naquilo que devemos fazer no momento presente. Falar, telefonar, escutar, ajudar, estudar, rezar, comer, dormir, viver a vontade Dele sem ficar divagando; realizar ações completas, límpidas, perfeitas, com todo o coração, a alma, o entendimento; ter como único estímulo de cada ação o amor, a ponto de dizer, em cada momento do dia: “Sim, meu Deus, neste nesse instante, nessa ação, eu te amei com todo o coração, com todo o meu ser”. Só assim poderemos dizer que amamos a Deus, que retribuímos o seu “ser Amor para conosco”.

“Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento!”

Para viver esta Palavra de Vida, será útil nos analisarmos, de tempos em tempos, para ver se Deus realmente ocupa o primeiro lugar em nossa alma.

Para concluir, o que devemos fazer neste mês? Escolher novamente Deus como único ideal, como o tudo de nossa vida, recolocando-o no primeiro lugar, vivendo com perfeição sua vontade, no momento presente. Devemos poder dizer-lhe sinceramente: “Meu Deus e meu tudo”; “Eu te amo”; “Sou inteiramente teu, inteiramente tua”; “És Deus, és meu Deus, o nosso Deus de amor infinito!”

Chiara Lubich

Meeting Jovens por um Mundo Unido: uma nova largada!

Meeting Jovens por um Mundo Unido: uma nova largada!

«Só os que são loucos o suficiente para pensar que podem mudar o mundo realmente o mudam!». A impressão final de um dos 500 Jovens por um Mundo Unido presentes no meeting 2011 é clara: os JMU não acreditam em utopias mas sim em um Ideal pelo qual vale a pena dar a própria vida! Uma alegria geral e explosiva.

«É preciso ter um coração grande para acreditar num ideal assim, e vocês me fizeram acreditar». «Basta olharmos uns para os outros, só vemos gente realmente feliz!». «Não vejo a hora de expandir esta luz ao mundo inteiro, volto para casa somente para fazer isso». Estes são só alguns dos depoimentos conclusivos.

A última manhã do programa, antes que festa continuasse em Roma, com a vigília no Circo Máximo e a cerimônia de domingo, em São Pedro para a beatificação de João Paulo II, foi a ocasião para provar daquilo que é natural dos JMU, isto é, voltar o olhar ao mundo inteiro.

Piero Coda, reitor do Instituto Universitário Sophia (Loppiano, Florença) com dois de seus estudantes, conduziu uma reflexão sobre a importância do diálogo em cada situação, especialmente hoje, quando as civilizações – após terem se desenvolvido durante séculos individualmente – são chamadas, dentro da história, a um constante confronto, ao intercâmbio e à interdependência. Emblemáticas algumas de suas palavras: «A história é feita de algumas figuras proféticas, que sabem iluminar o agir humano sempre rumo a horizontes novos, mas é igualmente fundamental que existam muitos construtores de pontes, como vocês podem ser, também cotidianamente, que ensinem com a própria vida a arte do diálogo».

Esteve presente também uma delegação de jovens do movimento budista japonês Rissho Kosei-kai que apresentaram a sua associação – que mantém há anos uma amizade estreita com o Movimento dos Focolares – com o projeto “Arms Down” e as atividades realizadas em prol do desarmamento nuclear e, recentemente, das vítimas do terrível terremoto que atingiu o Japão dia 11 de março passado.

Deram um testemunho límpido de como “construir pontes” entre movimentos, culturas e experiências diferentes produza frutos inesperados.

No final do meeting os jovens da Risso Kosei-kai afirmaram: « Deste encontro com os JMU levamos conosco sobretudo uma coisa: a certeza que cada um de nós é diferente do outro, mas ao mesmo tempo que é maravilhoso brincar com essas diferenças até chegar à unidade entre todos!».

Até o dia 8 de maio acompanhe a Semana Mundo Unido em: www.mondounito.net