10 Mar 2011 | Sem categoria
Levar-Te o mundo em meus braços De Armando Torno, editora Città Nuova (Roma)
A partir dos testemunhos de suas primeiras companheiras e companheiros, que com ela partilharam uma longa aventura espiritual e humana, e de um amplo material inédito, Torno traça uma biografia de Chiara Lubich (1920-2008), elaborando uma narrativa cronológica, que não deseja ser hagiográfica, nem confundir a figura da fundadora com a sua obra. Pela primeira vez, em um livro que todos poderão ler, delineia-se uma existência extraordinária e, ao mesmo tempo, simplicíssima, na qual o Evangelho foi, indiscutivelmente, a maior referência. Chiara Lubich. A vontade de Deus. De Lucia Abignente, editora Città Nuova (Roma) Organizado por Lucia Abignente, este livro reúne pensamentos, páginas de diário, cartas e mensagens – em grande parte inéditos e hoje conservados no Centro Chiara Lubich – da fundadora do Movimento dos Focolares, ao redor de um dos temas fundamentais da vida cristã. Chiara mesma falou e escreveu muitas vezes sobre a vontade de Deus, propondo-a como caminho de santidade para todos, a ser vivido em cada momento da vida. Mas esta é, antes de tudo, uma resposta de amor do homem a Deus: “A Deus, que nos ama imensamente, respondemos procurando amá-lo imensamente. Nós não teríamos tido sentido no mundo, se não fossemos uma pequena chama deste infinito braseiro: amor que responde ao Amor”. Assim Chiara se expressou nos últimos anos, recordando a experiência vivida com suas primeiras companheiras, no início do Movimento. Em Trento com Chiara Lubich. As palavras dos lugares De Franco Bataglia, editora Il Margine (Trento)
Um livro que nasceu de um passeio por Trento, pelas ruas e praças, casas e igrejas que marcaram a experiência inicial de Chiara Lubich. Oitenta páginas que narram o entrelaçamento da história dos vários lugares de Trento com a história pessoal de Chiara e suas primeiras companheiras. Lê-se no prefácio: “Da ‘casinha’, o primeiro focolare, na Praça dos Capuchinhos n. 2 ao bosque Gota de Ouro, do bairro dos pobres, o Androne, à catedral, o jornalista Franco de Battaglia reconstrói o mapa da Trento de Chiara Lubich: um guia incomum, para a descoberta dos lugares, e também do itinerário existencial de uma das líderes religiosas mais importantes do século vinte. A partir de Trento Chiara Lubich foi uma construtora incansável da unidade entre os cristãos e do diálogo inter-religioso, em todos os continentes. A sua história e as suas escolhas envolvem hoje milhões de pessoas.
9 Mar 2011 | Focolare Worldwide
8 Mar 2011 | Sem categoria
«Esta manhã recordaram-nos que somos pó e ao pó voltaremos. Esta verdade elementar causa medo e parece lúgubre, […] mas ao contrário, a Igreja recorda este dado de fato justamente para acrescer a vida. Porque se um homem avalia aquilo que é materialmente, não dá mais um valor idolátrico às coisas materiais: a riqueza, o espaço vital, os territórios, as matérias primas, os mercados… os valoriza por aquilo que valem, como meios para viver e não para matar. E se considera a própria iminente pulverização, guarda-se bem de inchar-se na soberba fratricida, de querer colocar-se acima dos outros para ter os outros aos próprios pés, e estar na posição de colocar os pés em seus pescoços […]. Se todos os homens de Estado meditassem esta verdade das cinzas veriam o quanto se matam por nada e quanto é estúpido o ódio e louca a guerra, e quanto é vital a paz e quão pouco grandes são e foram os chefes que acreditaram ser reis, enquanto eram os pobres palhaços da Besta.
[…] Estes homens, de quem anseias possuir os louvores e a proteção, os delinquentes que te fazem tremer diante de sua dominação e em cujo amor te consumas, eles também cairão, mergulhados no redemoinho subterrâneo do silêncio; um silencio rompido somente pelo zumbido imperceptível da desagregação celular, e lá ricos e pobres serão emparelhados, comandantes e comandados.
[…] Isto quer dizer que é inútil e louco honrar a própria viagem com tanta bagagem: riquezas, pingentes, títulos, complicações de casta, administrativas, espadas e negócios. É melhor ser livres e caminhar rapidamente e despreocupados. São Francisco quis ser livre até das roupas. Se teve uma é porque alguém lhe doou.
Portanto, o dia das cinzas é o dia da liberação, do realismo, que está lá para nos chamar à realidade, que é esta bondade e simplicidade, e amor. Semelhante ao ar suave e efervescente dos montes, contra a irrespirável composição de cheiros fétidos e gás carbônico das nossas casas, com estufas, cortinas e fofocas.
[…] Esta lembrança cinzenta não é lúgubre, é alegre. É inútil tentar esconder a cabeça embaixo do braço para não ver: a morte é certa. E gritar, negar e fazer barulho não adianta. Ao contrário, justamente porque a morte mostra a vaidade de tudo, a pessoa não se preocupa mais com nada: abandona-se à Providência. E absorve deste estado de alma a serenidade do filho abraçado pelo Pai.
[…] Dizem que um rito assim, com uma tal recordação, humilha.
Humilhar quer dizer recolocar sobre o húmus: sobre a terra. Há quem se eleva, se incha, como um aeróstato cheio de fumaça, e estando por cima acredita que pode olhar o povo de cima para baixo, e mantê-lo sob os próprio pés. E a Igreja recorda que somos todos servos uns dos outros, e para que possamos servir-nos uns aos outros nos mantém livres. A soberba é satânica e leva à escravidão. Recordar as nossas culpas nos impede de nos considerarmos superiores aos outros. A humildade é a virtude da democracia: é a democracia. Assim como o orgulho é o disparo – ou o aparato – da plutocracia.
[…] E então, para que serve matar-se pelo amanhã? A cada dia a sua cruz. Quem se desvincula das preocupações do futuro e do obstáculo das ambições é alguém livre, que caminha rapidamente, não esperando da vida mais do que dá.
[…] A duração é breve, portanto é loucura perder tempo na luta que antecipa o túmulo. Túmulo que é uma etapa verminosa, na qual porém, não se termina. Aliás se começa. E o pensamento que além dele tem início uma vida ou uma morte imortal retira qualquer medo da morte. Este abre o acesso à casa: a casa onde não se pagam mais impostos, não se vive preocupados com taxas, e ligando o rádio não se deve mais ouvir um demagogo senhor dos povos. Mas o acesso é dado apenas a quem amou e perdoou, é negado a quem odiou e fez sofrer. Porque aquela é a casa do amor e o amor, no seu ápice, é a justiça perfeita».
Igino Giordani, Le feste, SEI, Turim, 1954.
7 Mar 2011 | Sem categoria
«O cenário nacional e internacional nos desencoraja. Os bens civis da igualdade e da fraternidade existem, mas onde está a sua atuação? O fato de estarmos aqui já é um modo de realizá-los e demonstrar que não são ideais utópicos». Com estas palavras, Marcela Ferrari, presidente da AMU (Associação Ação por um Mundo Unido) deu início ao congresso “Em busca do bem comum… para conservar o patrimônio da humanidade”, realizado dias 5 e 6 de março, em Roma. A AMU, promotora do evento, celebrava nesta ocasião os seus vinte e cinco anos de atividade. Nascida em 1986, esta Ong inspira-se na espiritualidade do Movimento dos Focolares e propõe-se a difundir a cultura do diálogo e da unidade entre os povos, por meio da realização de projetos de cooperação ao desenvolvimento nos cinco continentes, e numerosas atividades de formação e educação. Para festejar esta data importante a AMU desejou tornar conhecidas algumas das atividades do Brasil, Burundi, Líbano e países da Europa, com as quais tem colaborado nos últimos anos. Reuniram-se representantes de várias comunidades e associações que, graças à AMU, não usufruíram apenas de simples ajudas ao desenvolvimento, mas foram beneficiadas pela aquisição de uma consciência coletiva dos próprios direitos e potencialidades. Cerca de duzentos colaboradores da Associação e cidadãos comuns participaram do evento, respondendo com suas considerações e questões às colocações de professores e especialistas. Floresceu uma renovada e generalizada vontade de continuar a percorrer o caminho da tutela dos bens comuns, como ambiente, água, flora e fauna, mas também dos direitos humanos, da fraternidade e da paz. O professor Luigino Bruni – responsável central do projeto Economia de Comunhão – recordou que o conceito de bem comum, que entrou em crise na modernidade, necessita agora ser novamente anunciado por algumas fundamentais “minorias proféticas”, que promovam a mudança e redescubram o ideal da fraternidade. Com um discurso caloroso, Stefano Zamagni, professor de economia política em Bolonha (Itália), propôs a solução comunitária da gestão dos bens comuns, chamando à responsabilidade a sociedade e a empresa civil, quais instrumentos mais aptos a tal função. E ainda várias outras palestras, entre as quais a da estudiosa Preeyanoot Surinkaew, sobre a economia no budismo; de Rosario Lembo (secretário nacional do Comitê para o Contrato Mundial da Água – Itália); de Telma Rocha (Fundação Avina, para a tutela da água no Brasil) sobre a conservação da água; dos professores Vincenzo Buonuomo e Alberto Lo Presti, e de Guido Barbera, presidente do CIPSI, coordenação de cerca 40 associações de cooperação internacional.
4 Mar 2011 | Sem categoria
A água, o ar, a terra, o conhecimento, a tecnologia, as diversidades culturais, a paz, a biodiversidade, a vida… bens comuns a serem tutelados. Não só pelos governos e organismos internacionais, mas por qualquer pessoa, família e comunidade.
Todos somos chamados a criar uma cultura nova, baseada na interdependência, solidariedade, justiça e comunhão, por meio de estilos de vida orientados ao bem comum.
O conceito de bem comum é o mesmo na Ásia, África, Europa?
São estas as questões postas pelo encontro “Em busca do Bem Comum – Para conservar o patrimônio da humanidade”, organizado pela AMU, Associação Ação por um Mundo Unido, a 25 anos da sua fundação, com participantes da Tailândia, Líbano, Burkina Faso, Burundi, Brasil, Alemanha, Espanha e Itália, nos dias 5 e 6 de março, em Ciampino (Roma).
Palestrantes e testemunhas qualificadas abrirão o diálogo com os participantes sobre economia solidária, tutela das reservas naturais, cidadania global, cooperação ao desenvolvimento. Entre outros:
- Guido Barbera, presidente da CIPSI (Coordenação de Iniciativas Populares de Solidariedade Internacional) – Itália
- Luigino Bruni, professor associado de Economia Política na Universidade Bicocca, de Milão
- Vincenzo Buonomo, professor ordinário de Direito Internacional e Reitor da Faculdade de Jurisprudência da Pontifícia Universidade Lateranense, de Roma
- Rosario Lembo, Secretário Nacional do Comitê para o Contrato Mundial da Água – Itália
- Alberto Lo Presti, professor de História das Doutrinas Políticas na Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino – Angelicum, de Roma
- Telma Rocha, do setor de projetos para a América Latina da Fundação Avina – Brasil
- Godefroy Sankara, diretor da Buudu África e coordenador de África pro Mundo – Burkina Faso
- Stefano Zamagni, professor ordinário da Faculdade de Economia da Universidade de Bolonha
Consta no programa a exposição de algumas experiências de economia solidária, através de estandes e laboratórios. Um espaço privilegiado será dado aos jovens e ao projeto sobre cidadania ativa “Fortes sem violência”, realizado na Alemanha, e a depoimentos do Brasil, Líbano e Burundi.
O encontro é aberto a todos os cidadãos e dirige-se a agentes da solidariedade internacional, às associações e a todos os interessados no tema do desenvolvimento sustentável.
A AMU tem sua idoneidade reconhecida pelo Ministério de Relações Exteriores italiano, para a realização de projetos de cooperação nos países em via de desenvolvimento, e para atividades de formação e educação ao desenvolvimento.
Inspira-se na espiritualidade do Movimento dos Focolares e propõem-se a difundir uma cultura do diálogo e da unidade entre os povos. Juntamente com as populações envolvidas, atua na realização de atividades sustentáveis, que coloquem as premissas de um desenvolvimento efetivo, no respeito à realidade social, cultural e econômica local.
Para informações:
Associazione “Azione per un Mondo Unito – ONLUS – “ (AMU)
tel. : 06 94792170
Patrizia Mazzola cell. 335.616.54.04
e-mail: eas@amu-it.eu
website: www.amu-it.eu