3 Mar 2011 | Sem categoria
Provenientes de 13 nações, 180 jovens juristas debateram sobre o candente e atualíssimo tema do respeito pela dignidade do homem e da mulher. Foi o segundo congresso internacional para o grupo, que já se havia reunido em 2009, em Roma, dialogando sobre o direito à busca da justiça.
Na abertura, a mensagem da advogada Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares (ex-coordenadora de Comunhão e Direito), que encontrava-se na Terra Santa: “É preciso ter coragem diante destes desafios, um compromisso forte, coerência, um olhar que saiba captar, no tempo de hoje, os sinais que dão esperança e indicam o caminho a ser percorrido juntos, para construir um mundo onde a dignidade humana seja verdadeiramente compreendida e respeitada”. A mensagem foi lida pela Dra. Vera Araújo – socióloga e jurista – após ter delineado o valor da norma na vida civil.
Havia uma questão de fundo neste Congresso: existe uma dignidade que possa valer como “denominador comum”, na sua dimensão universal e particular, para cada homem? E qual a sua tutela? Citada pela prof.ª Adriana Cosseddu (Universidade de Sassari) durante a sua palestra, uma frase de Paolo Maddalena, vice-presidente da Corte constitucional italiana, pronunciada em 2006, pareceu sugerir uma resposta: «A dignidade caracteriza a essência e a identidade do homem enquanto tal. Sem ela não pode existir igualdade nem liberdade»
Continuando, a palestrante convidou os jovens a olharem a situação atual do norte da África. A difusão de demonstrações e sinais de revolta de grande parte da população, exposta a graves dificuldades econômicas, inclusive pelo aumento descontrolado dos preços de produtos de primeira necessidade “é a prova de que a proteção que se espera e as garantias reivindicadas são ao mesmo tempo exigências de reconhecimento de liberdade e dignidade”.
Sobre estes fundamentos partilhados correram os dias intensos e participativos do Congresso, que teve os jovens como principais protagonistas.
Cinco grupos de estudo abordaram temas específicos:
- dignidade e Constituições europeias
- dignidade humana e novas escravidões
- dignidade no sistema penal e carcerário
- dignidade humana e direito ambiental
Juntaram-se às reflexões, depoimentos de pessoas que atuam em diversas áreas, como um advogado criminalista, um funcionário do ministério público, um consultor jurídico, um voluntário dedicado aos encarcerados, entre outros.
Na última manhã o professor Vincenzo Buonomo (Universidade Laterano), introduziu o discurso de Chiara Lubich às Nações Unidas, em 1997, evidenciando como justamente a dignidade humana encontra um seu espaço específico no ordenamento da “comunidade dos Estados”. E definiu proféticas e extremamente atuais as palavras de Chiara: “… se um maior número de homens aceitassem o sofrimento por amor, o sofrimento que o amor exige, este poderia tornar-se a mais potente arma para doar à humanidade a sua mais alta dignidade”.
2 Mar 2011 | Sem categoria
1 Mar 2011 | Focolare Worldwide
Na sua saudação inicial, D. Mario Meini, atual bispo de Fiesole, falou de alegria e emoção por este acontecimento, que significa, mais do que tudo, “acolher um testemunho, uma serva de Deus, uma testemunha das palavras do Senhor. A sua vida foi estímulo e encorajamento para o Movimento e para toda a Igreja. Queremos empunhar a bandeira que ela nos passa, não como um tesouro escondido, mas como capacidade de serviço. Às vezes os santos passam ao nosso lado e não percebemos”. Foi um convite aos presentes, para que seja redescoberta a face cotidiana da santidade, que torna-se serviço ao próximo, inclusive na comunidade civil e eclesial.
“O sobrenatural natural, ao alcance de todos”, assim recordou o seu encontro com Renata, o cardeal Paul Poupard, Presidente emérito do Pontifício Conselho para a Cultura, durante a S. Missa solene, celebrada no Santuário de Maria Theotokos e cantada pelo Gen Rosso. Uma característica de Renata era a de tornar a santidade não uma meta para poucos, mas uma vocação possível a cada cristão, tremendamente necessária nos dias de hoje.
Representando a presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce, que naquele dia encontrava-se na Terra Santa, esteve presente Eli Folonari, que recordou, com reconhecimento e emoção, que as suas primeiras experiências de vida no focolare, as viveu justamente com Renata, em Roma, no ano de 1950, e ainda que foi Chiara Lubich, pessoalmente, que confiou a Renata a responsabilidade da Mariápolis de Loppiano.
Mais de duas mil pessoas, provenientes de toda a Itália, participaram deste dia extraordinário, não obstante a neve e o mau tempo, além de todas aquelas que acompanharam o evento na internet, sobretudo o momento solene no qual ocorreu de fato o fechamento do processo, com a colocação do selo nas três caixas que guardam toda a documentação recolhida durante os sete anos de trabalho do tribunal diocesano, e que agora serão entregues à Congregação para as Causas dos Santos, em Roma.
Uma cerimônia cheia de significado. Uma grande ocasião para chamar a atenção de todos para a importância de deixar-se renovar pelas palavras vitais do Evangelho, o que Renata Borlone testemunhou até o fim, até exclamar que “a morte é vida!”.
Naquela mesma manhã, sempre no Santuário, houve outro evento de festa. O bispo emérito de Fiesole, D. Luciano Govanetti, batizou uma outra Renata, que traz o sobrenome Nembrini, a última criança nascida na Mariápolis, quase símbolo de um mandato que continua. Fazer do “próprio coração” o verdadeiro santuário, que conserva a mensagem da Serva de Deus, foram os votos do celebrante a todos os presentes.
O dia se concluiu com um presente especial: o musical “Maria, flor da humanidade”, do grupo internacional Gen Verde, que levou todos a contemplarem Maria como ícone de mulher, cujo fascínio atravessa os séculos, numa sobreposição de imagens entre a Sua e a nossa vida, que mostra a Mãe de Jesus como mulher do cotidiano e companheira de viagem.
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28 Fev 2011 | Palavra de Vida, Sem categoria
Mas, para que o desígnio de Deus possa se cumprir plenamente, Deus pede a minha e a sua adesão, como a pediu a Maria. Só assim é possível que a palavra que Ele pronunciou para mim e para você se realize. Portanto, também nós somos chamados a dizer, como Maria: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra.” É verdade que a vontade Dele nem sempre nos é clara. Como Maria, também nós teremos de pedir a luz para entender o que Deus quer. É preciso escutar bem a sua voz em nosso íntimo, com toda a sinceridade, aconselhando-nos, se necessário for, com alguém que nos ajude. Porém, uma vez compreendida a sua vontade, queremos dar-lhe imediatamente o nosso sim. De fato, tendo entendido que a sua vontade é o que de maior e de mais bonito pode existir na vida, não vamos nos resignar a “ter de fazer” a vontade de Deus, mas vamos nos alegrar por “podermos fazer” a vontade de Deus e seguirmos seu projeto, de modo que o que Ele imaginou para nós se realize. É a melhor coisa que podemos fazer, a mais inteligente. As palavras de Maria – “Eis aqui a serva do Senhor” – são, portanto, nossa resposta de amor ao amor de Deus. Elas nos mantêm sempre orientados a Ele, numa atitude de escuta e de obediência, com o único desejo de cumprir a sua vontade, a fim de sermos como Ele quer. No entanto, às vezes, o que Ele nos pede parece absurdo. Podemos achar que seria melhor agir de outra forma; gostaríamos de dirigir nós mesmos a nossa vida. Gostaríamos até de aconselhar a Deus, de dizer-lhe o que deve ou não ser feito. Mas se acreditamos que Deus é amor e confiamos Nele, sabemos que tudo o que Ele predispõe, na nossa vida e na de todos os que estão ao nosso lado, é para o nosso bem, para o bem deles. Então nos entregamos a Ele, abandonamo-nos com plena confiança à sua vontade, desejando-a com todo o nosso ser, a ponto de nos tornarmos um com ela, sabendo que acolher a sua vontade significa acolher a Ele, abraçá-lo, alimentarmo-nos Dele. Acreditemos que nada acontece por acaso. Nenhum acontecimento alegre, indiferente ou doloroso, nenhum encontro, nenhuma situação de família, de trabalho, de escola, nenhuma condição de saúde física ou moral é sem sentido. Mas tudo – acontecimentos, situações, pessoas – é portador de uma mensagem de Deus; tudo contribui para a realização do desígnio Dele, que vamos descobrindo aos poucos, dia após dia, fazendo a vontade de Deus, como Maria. “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra.” De que modo podemos, então, viver esta Palavra? Nosso sim à Palavra de Deus significa, concretamente, fazer bem, na íntegra e a cada momento, a ação que a vontade de Deus requer de nós. Significa fazer essa atividade de corpo e alma, eliminando qualquer outra coisa, renunciando a pensamentos, desejos, lembranças ou ações que se refiram a outra coisa. Diante de cada vontade de Deus, seja ela dolorosa, alegre ou indiferente, podemos repetir: “Aconteça-me segundo a tua palavra” ou, como Jesus ensinou no pai-nosso: “Seja feita a tua vontade”. Digamos isso antes de cada ação nossa: “Aconteça”, “seja feita”. Estaremos compondo, momento após momento, pedrinha após pedrinha, o mosaico maravilhoso, único e irrepetível, da nossa vida, que o Senhor desde sempre imaginou para cada um de nós. Chiara Lubich Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em junho de 2000.
28 Fev 2011 | Focolare Worldwide
Uma semana intensa, com a consciência de ter vivido uma experiência espiritual forte, em plena comunhão com a comunidade local do Movimento. A presença do Conselho renovou nesta terra o compromisso de construir pontes de diálogo entre todos, no espírito da fraternidade universal, em cuja edificação o Movimento inteiro encontra-se engajado.
25 de fevereiro – Após a visita ao Monte das Bem-aventuranças e ao Tabor,
uma parada em Nazaré. Uma nutrida representação das comunidades dos Focolares, de Haifa, Jerusalém e Belém, recebeu o Conselho geral. Na Basílica, diante da Gruta da Anunciação, o cardeal Milolav Vlk, bispo emérito de Praga, D. Giacinto Marcuzzo, bispo auxiliar do patriarca latino para a Galileia, juntamente com 17 sacerdotes do Conselho e dois sacerdotes do Patriarcado, concelebraram a S. Missa, numa atmosfera, ao mesmo tempo, simples e solene. Durante a homilia, D. Marcuzzo recordou na visita de Bento XVI, em 2009, a faixa de boas vindas ao Papa trazia uma frase significativa: “Bem-vindo a Nazaré, onde tudo recomeçou”. “O sim de Maria – ele salientou –foi o primeiro passo deste novo início da história da humanidade”. Na conclusão, ao agradecer a todos, bispos e comunidade, Maria Voce renovou o compromisso de todo o Movimento dos Focolares de reviver Maria, para ser a Sua presença no mundo, como Chiara Lubich desejou definir nos estatutos.
26 e 27 de fevereiro – Dois dias em Jerusalém. Na manhã do sábado a visita ao Kottel, o muro ocidental, conhecido como Muro das Lamentações. Muito frequentado devido ao Shabbat, foi uma ocasião para uma explicação sobre vários aspectos do Hebraísmo e sobre o significado do Shabbat. Depois o grupo se dirigiu, a pé, ao terreno confinante com a escada romana que une o vale do Cedron à região na qual encontrava-se a entrada do templo. Trata-se do lugar onde, segundo a tradição, Jesus fez ao Pai a oração pela unidade entre todos os homens.
Ainda em 1956, Chiara Lubich, por ocasião da sua única visita à Terra Santa, tinha expresso o desejo que um dia pudesse existir um focolare nas proximidades daquela escada. Os dirigentes locais do Movimento explicaram os fatos que levaram à aquisição do terreno exatamente ao lado da escada, e os passos que estão sendo feitos a fim de obter a permissão para transformá-lo, inicialmente, em um parque, propício a momentos de reflexão e encontro. Após a leitura do capítulo do Evangelho de São João, com a oração sacerdotal de Jesus, e aquilo que Chiara Lubich escreveu em 1956, uma foto de grupo, tirada na pequena escadaria, marcou aquele momento de grande intensidade espiritual.
Domingo, 27, o dia conclusivo, com a S. Missa celebrada na pequena Gruta dos Apóstolos, pelo cardeal Vlk e D. Antonio Franco, Delegado Apostólico para a Terra Santa, que dirigiu aos presentes uma reflexão sobre o significado desta visita de Maria Voce e do Conselho geral, sob a luz da espiritualidade de comunhão de Chiara Lubich.
A visita aos lugares da paixão e morte de Cristo terminou com uma recepção no Centro de Notre Dame, que reuniu com a presidente, o copresidente e todo o Conselho, 150 membros de movimentos eclesiais, personalidades de várias Igrejas presentes em Jerusalém e judeus e muçulmanos próximos ao Movimento. Maria Voce apresentou os membros do Conselho, agradecendo por tudo o que havia sido feito para esta visita e pelas atividades que a acompanharam. Assegurou que levava em seu coração os momentos vividos e as pessoas, e a sua certeza de permanecer no coração de todos os que encontrou na Terra Santa.