22 Jul 2017 | Focolare Worldwide, Senza categoria
Agostinho nos doa uma das intuições mais preciosas do mistério da oração: «Os ouvidos de Deus estão atentos a teu coração» (comentário ao Salmo 148). Deixar que os ouvidos de Deus se pousem no nosso coração, abrir o nosso coração aos ouvidos de Deus: disto se trata, esta é a arte da oração; uma arte, de resto, para todos; na verdade, não é nossa, mas do Espírito que Deus nos dá e que reza em nós, pois nós não sabemos como e pelo que devemos rezar (cf. Rm 8, 26s). […] Rezar é elevar o coração a Deus. Mas somos capazes disso? Não é limitado demais o raio da nossa percepção, para que o nosso coração possa por si só se elevar a Deus? Não é fraco demais o ímpeto do nosso coração? Não estão apegados ao nosso coração, pesos que, sobrecarregando sobre ele, o paralisam e o puxam para baixo? O que nos dá a coragem de afirmar: Temos o coração voltado ao Senhor? Os seus ouvidos. Ele os inclinou até nós. O Pai ouve o Filho. E este desceu entre nós, na nossa carne, no nosso coração. No coração do Filho, o Pai ouve cada palpitar do nosso coração, no coração do Filho encontra o nosso coração. N’Ele, no qual somos criados, amados, amparados, acolhidos, Ele nos ouve. Elevar o nosso coração significa deixá-lo lá onde está, e descobrir que lá onde está, junto a nós, está o coração de Deus no coração do seu Filho. Abandona-te n’Ele e te sustentará. N’Ele, os ouvidos de Deus estão atentos ao teu coração; n’Ele, o teu coração está nos ouvidos de Deus. […] A inversão é igualmente válida: Deus tem o seu coração nos teus ouvidos. Ele te revelou, transmitiu, doou não algo de Si, mas Si mesmo. Se crês n’Ele, se aderes a Ele, se o ouves, então não ouves uma notícia, uma diretriz, uma ordem: tu ouves o seu coração. Permanece junto a Ele até quando descobrires este seu coração. Ele precisa da tua paciente escuta para te abrir o seu coração; de fato, só a paciência compreende o amor e aprende o amor. A quem o ama, a este Ele se revelará e fará nele a sua morada (cf. Jo 14, 21-23). […] Deus tem o seu coração nos teus ouvidos, para que através dos teus ouvidos o seu coração penetre no teu coração, se faça teu coração. Os ouvidos de Deus atentos ao teu coração – o coração de Deus nos teus ouvidos: alternância da oração. Só o orante conhece Deus. Só o orante conhece o homem. De Klaus Hemmerle, “Con l’anima in ascolto, Guida alla preghiera”, Città Nuova Ed., Roma 1989, pagg. 9-11.
21 Jul 2017 | Focolare Worldwide
“T
oda vida tem esperança”: nestas palavras está contido o leitmotiv levado em frente pelas Fazendas da Esperança no mundo inteiro. “Vimos e vivemos o inferno; nestes dias fomos transformados em artistas”, esta é uma das expressões colhidas durante a troca de experiências na conclusão de cinco dias de trabalho com duas apresentações finais de Campus – the musical. 110 jovens da Fazenda da Esperança e da Apúlia (região do sul da Itália) se prepararam em workshops de dança, canto, teatro e percussões, para depois subir como atores junto com o Gen Rosso no palco do teatro Kennedy da cidade de Fasano, em algumas cenas de Campus, nos dias7 e 8 de julho. “Era preciso aprender bem e rapidamente apesar do calor e dos próprios limites”. Fundamental foi o compartilhamento do slogan “Acolher o diferente”. De fato, havia pessoas provenientes de 15 nações e diferentes por cultura, idade, experiência de vida… A
adrenalina subia a mil justamente quando se encontravam lançados no palco dando o melhor de si, enquanto medos e preocupações desmoronavam ao se encorajarem reciprocamente. Alguns disseram: “Sentíamos uma força superior que nos sustentava e nos dava confiança em nós mesmos”. “A coisa que aprendi foi a de nunca parar durante a exibição por causa de um erro: isto fez com que eu refletisse muito. Levo este exemplo para a minha vida indo sempre em frente, apesar dos fracassos”.
Domingo, 9 de julho, em Monópolis aconteceu a inauguração de uma nova Fazenda da Esperança. Estavam presentes autoridades civis e religiosas, o Gen Rosso e um grupo de 60 jovens “missionários” das Fazendas provenientes do mondo inteiro, junto com os fundadores. Significativa foi a experiência de alguns jovens que também conheceram a prisão e que agora estão empenhados na linha de frente ajudando outros jovens como eles. “Para nós do Gen Rosso – explica Franco –, colaborar com a Fazenda, como fazemos a anos, é sempre um forte enriquecimento e dá um impulso decisivo a colher, por toda a parte no mundo, fortes sinais de esperança”. A festa se concluiu cantando “Eu estava lá”, a canção composta pelo Gen Rosso como um tributo à Fazenda da Esperança. Gustavo Clariá
20 Jul 2017 | Focolare Worldwide, Senza categoria
1944. Chiara Lubich deixa os seus amadíssimos livros no sótão para se colocar na escola do único Mestre, Jesus, abandonando o sonho de estudar Filosofia na Universidade Católica, onde achava que poderia conhecer Deus. 53 anos depois, a Universidade Católica da Cidade do México lhe confere o Doutorado h.c. em Filosofia.
A 20 anos de distância, a comunidade dos Focolares no México organizou um tríplice evento, como memória e atualização da sua mensagem: Filosofia do ser, Igreja comunhão e enculturação. 29 de junho de 2017: “O rosto de Deus Comunhão” é o título do simpósio realizado na Universidade Pontifícia do México. O Dr. Piero Coda, reitor do Instituto Universitário Sophia (IUS) apresenta duas conferências: “Papa Francisco: 4 pontos para uma Igreja em saída” e “Chiara Lubich: uma mística do nós para viver o intercâmbio”. Duas reflexões que suscitam nos presentes, na maioria sacerdotes, religiosos e religiosas, a urgência de uma pastoral que torne visível o rosto de uma Igreja misericordiosa, sinodal, pobre e aberta.
«Surgiu – afirma Mons. Coda – a necessidade de manter um diálogo aberto com as forças vivas da Igreja mexicana para assumir com ardor o desafio da conversão pastoral lançada pelo Papa Francisco. Promovendo o empenho dos leigos em nível cultural e social, o acompanhamento dos jovens e o caminho sinodal da Igreja onde os Carismas possam dar a sua contribuição”. 30 de junho. Numa acolhedora sala da Universidade La Salle, na Cidade do México, o Dr. Enrique Alejandro González Alvarez, reitor da instituição, explica a importância da láurea h. c. conferida em 1997 a Chiara Lubich: “Com a sua aceitação, foi ela quem honrou a Universidade”. E salienta a profunda sintonia entre o Carisma da unidade e o lasalliano: “A Universidade se sente identificada com o Movimento dos Focolares, porque de maneira conjunta estamos trabalhando para trazer o Reino de Deus à terra, sem dúvida a principal missão de Chiara (…) faço votos de que continuemos a estreitar o vínculo que nos une. Esta não é só a casa de Chiara Lubich, mas de todos os que levam o suo espírito, porque hoje ela deve continuar a viver nos seus seguidores”. Para a ocasião, o Dr. Piero Coda apresenta uma conferência sobre a “Contribuição de Chiara Lubich para uma nova filosofia do ser”. “O discurso de Chiara de 20 anos atrás – diz Piero Coda – se demonstrou profético para o México, porque se colhe em nível social e cultural um novo questionamento de sentido e de luz e a necessidade de um novo paradigma cultural. Portanto o seu discurso resulta orientativo e se conecta com o compromisso do Instituto Universitário Sophia”. Entre o Instituto Universitário Sophia, a Universidade Pontifícia Mexicana e a Universidade La Salle do México se estabelecem novos contatos e novas perspectivas de colaboração.
O dia 7 de junho de 1997 foi celebrado pela comunidade dos Focolares com uma grande festa, presentes o Núncio Apostólico, D. Franco Coppola e o Reitor da Universidade Pontifícia do México, Dr. Mario Ángel Flores Ramos. Músicas, danças, filmes e os testemunhos de quem estava presente naquele dia memorável formaram a moldura adequada para redescobrir a dimensão da mensagem de Chiara Lubich. “Na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe – diz Maria Voce, na mensagem à Comunidade mexicana – diante da ‘Morenita’, Chiara pôs em evidência os maravilhosos símbolos com que Maria se revestiu, se apresentando como exemplo extraordinário de enculturação”. A missão confiada por Chiara, eco transparente da mensagem “Guadalupana”, ressoou com força, como salientou a presidente dos Focolares: “Confiemo-nos a Ela, ícone da ‘cultura do encontro’, para viver plenamente o ‘fazer-se um’ e levar a todos os ambientes, a espiritualidade de comunhão”.
19 Jul 2017 | Sem categoria
Enquanto se realizava a primeira Escola dos focolarinos casados, Chiara Lubich, parafraseando uma expressão que no dia anterior, na audiência geral, Paulo VI dirigira aos jovens dos Focolares, anunciou que naquela data (19 de julho de 1967) dentro do Movimento dos Focolares nasceria “um Movimento explosivo, apostólico e difusivo” para o mundo da família. À distância de 50 anos, bem que se pode dizer que aquelas palavras, com a vivência delas, foram concretizadas de verdade por Famílias Novas. De fato, nestes anos, casais de esposos, noivos, e todos os que têm a ver com o mundo da família, em contato com o carisma da unidade viram revigorar o seu amor recíproco por aquele amor que se abebera no Evangelho, o transformando em testemunho do amor de Deus pela humanidade.
Um amor que gerou, como consequência, a difusão do Movimento na maior parte dos países do mundo, até as ilhas Fiji (Oceano Pacífico). Famílias Novas está empenhada em dar uma resposta às necessidades da família de hoje, em linha com a exortação “Amoris Laetitia”. Não com palavras, mas com o fruto da vivência de uma multidão de famílias que no seu testemunho quotidiano de unidade e na atuação de uma centena de projetos de cooperação internacional e de apoio à distância, contribuem para a renovação da sociedade e para a realização do testamento de Jesus: “Que todos sejam uma coisa só”.
18 Jul 2017 | Sem categoria
O prefeito “O meu marido, contra a minha vontade, havia aceitado de candidatar-se a prefeito, certamente não por ambição, mas pelo puro desejo de servir a comunidade. A minha resistência a isso nascia do temor que, por existirem na nossa cidade muitas dificuldades, um empenho deste gênero poderia ter repercussões negativas na nossa família. A nada serviram as minhas ameaças e brigas. Um sábado de manhã eu li no jornal que ele havia oficializado a sua candidatura e comecei a sentir-me muito mal. No dia seguinte, durante a missa, o Evangelho falava da figueira estéril. Naquele momento me senti como aquela figueira, incapaz de dar frutos. E não só: com o meu comportamento eu estava impedindo também ao meu marido de produzir frutos para a comunidade. Compreendi que Jesus me pedia para doar a minha família a Ele, não obstante os meus medos. Quando eu voltei para casa comuniquei ao meu marido e às nossas filhas o que eu havia experimentado e, de comum acordo, decidimos apoiá-lo. Daquele momento em diante eu o acompanhei em todos os comícios e assembleias. Atualmente ele é prefeito e eu continuo a acompanhá-lo em todas as suas visitas oficiais.” (F. D. – Itália) Tensões na família “Meu marido e eu estávamos voltando para casa tão cansados e tensos que, perdendo o controle, tínhamos discutido de maneira violenta, a ponto que parecia que nosso matrimônio tivesse chegado ao fim. Depois eu tive que fazer de tudo para “recompor” a situação, mas ele continuava muito irritado por causa do meu modo de agir. Na véspera de ir visitar uma família muito pobre, para ajudá-la, eu pensei: ‘mas, isso não seria uma escapatória se, antes, eu não restabelecesse a concórdia e a paz com meu marido?’ Mesmo se me retornavam à mente, continuamente, todas as minhas boas razões, eu procurei vencer a mim mesma. E não só, naquele mesmo dia ele teria uma reunião importante, e assim, superando o temor da sua reação, telefonei a ele e pedi perdão. Tudo foi cancelado, eu senti outra vez a liberdade de sentir-me amada e isto deu sentido também ao meu ato de ocupar-me das necessidades dos outros.” (F. – Panamá) Cacos “Pela janela do meu escritório eu posso ver a rua. Um dia vejo passar Michele, um morador de rua que, quando está bêbado, briga com todos. Ele parou, recolheu os cacos de uma garrafa e os jogou na lixeira. E continuou o seu caminho. Eu também tinha visto aqueles cacos, mas, estando apressada, não os recolhi. Que lição! E justamente da parte de um classificado como marginalizado! E eu imaginei Michele no último julgamento, segundo o Evangelho, quando Jesus dirá: “Você recolheu cacos de vidro que poderiam ferir um meu irmão”. “Vinde (…), foi a mim que o fizestes!” (Mt 25-40). (P. O. – Itália) Meias sujas “No vestiário da piscina uma senhora idosa e descuidada estava sentada no banco e, ao seu lado, estava um par de meias muito sujas. Todas as outras senhoras a evitavam, eu também. Ela estava com dificuldade para vestir uma camiseta porque estava com as costas molhadas. Eu me aproximei para ajudá-la. Agradecida, ela perguntou se eu poderia ajudá-la a calçar as meias. Ai de mim! Justamente aquelas meias! E, imediatamente, eu pensei: “Jesus, é você que vem ao meu encontro nesta senhora!”. Eu me ajoelhei e calcei as meias e, depois, os sapatos. Ainda hoje me lembro da alegria que experimentei naquele momento.” (Rosemarie – Suíça)