Movimento dos Focolares

Evangelho vivido: as crianças ensinam

Dez 16, 2016

Ao se aproximar o Natal, os Gen4, crianças de diversas partes do mundo do Movimento dos Focolares, nos ensinam a pôr em prática o Evangelho.

Sônia é da Eslováquia, tem cinco anos e frequenta a escola materna. Um dia diz à mãe que, na escola, encontrou uma amiga. “E como se chama?”. “Não sei, ela não fala; me aproximei dela porque vi que estava sempre sozinha e que ninguém queria brincar com ela”. A mãe vai pegar Sônia para almoçar. Mas a professora diz: “Deixe-a aqui! Ela nos ajuda com uma menina cigana que antes não falava de jeito nenhum, e agora, graças a ela, começou a falar e colaborar também com os outros”. Quando volta da escola, a mãe lhe pergunta: “A sua amiga já lhe disse alguma coisa?”. “Não, só sorri para mim quando lhe digo que gosto dela”. A mãe fica em silêncio. E a menina: “Sabe, o amor aquece todo mundo”. gen 4 11Da República dos Camarões escreve Kevin: «Um dia, na escola durante o recreio, pedi a um colega meu se tinha alguma coisa para comer. Eu estava com fome e não tinha nada. Ele negou. No dia seguinte levei um pouco de pão e quando ele veio pedir um pedaço eu também neguei. No outro dia, jogando o dado do amor caiu: “Amar os inimigos“. Eu me lembrei daquele meu colega. Na escola procurava falar com ele, mas não me respondia. Então me sentei na frente de casa e fiquei esperando. Quando ele passou o chamei, fui ao seu encontro e perguntei por que não queria mais falar comigo, ele respondeu: “Você não quis dividir comigo o pão que tinha levado”. Eu lhe disse logo: “Vamos nos reconciliar!” e lhe ofereci a goiaba que tinha comigo e assim recomeçamos a nos falar, ficando amigos de novo». Da Itália, Marco conta: «Um dia, no jardim de infância, as crianças riam de mim porque sou gordo. Eu não gostava de jeito nenhum de ser zombado e algumas vezes chorei. Então fui até a irmã e, em vez de acusá-los falei a ela deste meu sofrimento. Entendi que devia perdoá-los e fiz assim, porque um Gen4 é alguém que, como fez Jesus, perdoa e ama a todos». Carmen mora num bairro de barracos, na periferia da Cidade do México. Frequentemente, à noite, o tio volta para casa embriagado. Carmen tem medo e se esconde. «Mas na noite passada não me escondi – conta –, o esperei e ajudei a entrar. Não tinha medo, porque sei que Nossa Senhora cuida de mim». gen 4 2E Bartek, da Polônia: «No dia das crianças ganhei de presente da professora um chocolate e um pirulito. Na sala de aula comigo está Asia, uma menina feinha de quem ninguém gosta. Eu me lembrei que, de manhã, jogando o dado caiu: “Amar os inimigos” e dei o pirulito e meio chocolate para Asia. Ela ficou admirada, me agradeceu e depois foi embora. Agora somos grandes amigos». «No centro de Nápoles (Itália), os Meninos Jesus que fazemos e que oferecemos às pessoas se esgotam rapidamente e muitos se aglomeram ao redor da banquinha, até mesmo só para dizer que aderem à iniciativa. Uma professora, que não crê e que estava com muitos problemas, segurou o Menino Jesus nas mãos e, olhando para ele, disse: “Este será o meu Natal!”. Um menino correu até em casa, esvaziou o seu cofrinho, e chegou com todas as moedas para comprar o seu». Organizado pelos Centros Gen4

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subscrever o boletim informativo

Pensamento do dia

Artigos relacionados

Evangelho vivido: olhar para o irmão

Evangelho vivido: olhar para o irmão

A palavra do Evangelho proposta para este mês é: “A minha alma engrandece o Senhor”, o início do canto de Maria no seu encontro com Isabel.
“As palavras deste hino”, diz o comentário à Palavra de Vida, “nos convidam a compreender a intervenção salvífica de Deus em nossa história pessoal e comunitária, desde nossa experiência individual até a de toda a humanidade, do momento presente até os novos céus e a nova terra inaugurada pela revolução social do Evangelho”.
Estas experiências nos mostram que louvar a Deus significa colocar-se do lado dos pequenos, e acreditar que o mundo possa, e deva, mudar.

Franco Fortuna, um santo da porta vizinha

Franco Fortuna, um santo da porta vizinha

Franco Fortuna, docente de religião e diácono, se dedicou ao serviço da Igreja local e à formação de muitas famílias ligadas ao Movimento dos Focolares. Semeou muito amor em quem o conheceu. No dia 12 de agosto de 2025, deixou esta Terra.

Uma amizade realmente vale um rim

Uma amizade realmente vale um rim

Um pensamento que nasceu quase por acaso, um convite recebido no silêncio da oração e uma escolha capaz de mudar duas vidas. Esta é a história de uma amizade que se tornou um dom de vida.