Movimento dos Focolares

A goiabeira

Ago 16, 2013

Três breves testemunhos sobre a frase do Evangelho que nos é proposta para ser vivida durante o mês de agosto. Amar, ser atenciosos, também com aqueles que não fazem parte do nosso círculo.

A goiabeira Bem em frente a minha casa, há anos, cresce uma goiabeira, mas, eu nunca havia saboreado uma goiaba madura porque, ainda quando os frutos estavam pequenos, alguém os derrubava! Isso me incomodava muito! Outra coisa que me irritava muito era o fato de que, desde muitos anos, eu me empenho em dar comida para os meninos de rua que batem à minha porta. Eu ofereço as refeições em pratos descartáveis que, com os restos, todos os dias, eles jogavam na calçada, em cima do meu carro ou deixavam espalhados pela redondeza. Um dia, depois de ter dado o jantar a eles, lembrei-me das palavras da Escritura: “Pois toda a lei encontra o seu cumprimento nesta única palavra: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Ga 5, 14) e pensei: “Mas como é que, durante muitos anos, eu ofereci comida a esses meninos e não sei nem sequer o nome deles?” Imediatamente eu fui procurá-los e comecei a conversar com eles: perguntei o nome de cada um, demonstrando interesse pelas preocupações deles e, desta forma, me confidenciaram os graves problemas que as famílias deles devem enfrentar todos os dias. Eu me senti melhor depois de tê-los escutado e, creio que também eles perceberam a minha atitude de interessar-me por eles. Desde aquela ocasião aqueles meninos não jogam mais o resto da comida em qualquer lugar, mas, colocam na lixeira. E, retomando o assunto da goiabeira da qual eu gosto muito, ninguém mais derruba os frutos, tanto que, agora, são tantas as goiabas maduras que posso até mesmo distribuí-las aos vizinhos e aos amigos. O milagre do amor recíproco envolve todos nós e é uma benção para todo ser vivente! (S. D. – Honduras). Era clandestino Eu havia contratado Dominique, proveniente do Marrocos que, por quatro anos estava clandestinamente na Itália. O trabalho lhe permitiria obter o documento de permanência legal no país e, desta forma, regularizar a própria situação. Enquanto aguardávamos um local definitivo para a moradia nós decidimos, de comum acordo com os nossos filhos, que ele fosse morar temporariamente conosco. A presença dele na nossa casa nos abriu novos horizontes: ele nos contava sobre o seu povo, as suas tradições, a sua casa, as planícies intermináveis, os seus cavalos… Conversávamos também sobre Alá e sobre todo o bem e justiça comum a todos os homens. É uma grande verdade que o conhecimento profundo e a sincera acolhida derrubam barreiras de medo e suspeitas que duraram séculos. (C. A. – Itália). O aniversário Para a festa de aniversário da nossa filha tínhamos convidado algumas amiguinhas dela. Por causa da situação econômica não podíamos oferecer lembrancinhas a todas e assim, preparamos um único cesto cheio de bombons e brinquedos. Eu havia feito duas tortas e os meus filhos encheram os balões e prepararam guirlandas coloridas. Quando terminou a festa uma das tortas, a mais bonita, ainda estava inteira. Quando Mabelén foi dormir eu notei que ela estava meio triste: no dia anterior tinha sido o aniversário de uma menina da sua mesma idade, mas, ela não podia fazer uma festa. Quando eu propus oferecê-la a torta que ainda tínhamos, Mabelén iluminou-se e disse: “A torta e também os balões e as guirlandas!” e ficou muito feliz porque assim a amiguinha, Consuelo, poderia também festejar o aniversário dela! (D. Y. – Argentina).

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