Movimento dos Focolares

Adolescentes dos Focolares nos locais de desembarque na Sicília

Jul 23, 2014

Durante um acampamento, na periferia siciliana, são analisadas as problemáticas típicas da adolescência, mas assume-se também um compromisso com a região. Foi idealizado, junto com os migrantes, um plano de inserção após a travessia do Mediterrâneo.

2014_07_rpu_sicillia_sbarchiOs jovens do Movimento Juvenil pela Unidade do sul da Itália realizaram, de 1 a 6 de julho de 2014, o seu encontro anual, com o título “Big Bang”, na zona mais periférica da Sicília. Foi o quinto encontro, também este ano rico de conteúdos e de emoções e generoso de empenhos. A preparação foi feita pelos próprios jovens que não decidiram apenas as temáticas, mas o formato e a dinâmica a ser utilizada. Recordou-se a história desses cinco anos e, ao mesmo tempo, considerou-se o momento atual. Foram os jovens redatores do noticiário do MJPU da Calábria e Sicília, “GRAFOTEENS” que introduziram as temáticas mais candentes da adolescência, estre estas o relacionamento problemático com o próprio corpo, responsável pelo incremento de casos de anorexia e bulimia. Os adolescentes desejaram mudar a abordagem ao problema, e assim trataram do assunto com artigos no noticiário e depois com a encenação de um “psicodrama” com final aberto à elaboração dos vários grupos de trabalho. Outro tema polêmico foi a relação entre adolescentes e pais, proposto pelo psiquiatra e ensaísta Ezio Aceti que abordou a comunicação e os sentimentos mais fortes que hoje se traduzem em amizade, amor e, forçosamente, em educação. A notícia dos 45 migrantes mortos no porão de um navio invadiu o acampamento com todo o peso de uma tragédia. O navio com os corpos chegou ao porto de Pozzallo, a poucos quilômetros dali e os adolescentes decidiram cancelar a festa prevista para a conclusão e participar de uma vigília de oração para recordar os mortos e encorajar os vivos. A partir dessa opção iniciou um aprofundamento que os fez entrar diretamente no drama da imigração, conversando com agentes da Cáritas local sobre o percurso dos imigrantes e quais as causas profundas que constrangem milhares de pessoas a fugirem dos próprios países em guerra, em busca de paz e de trabalho. Aos jovens havia sido pedida uma ajuda durante a vigília. Eles decidiram falar “de suas raízes e de suas asas”, contar a própria experiência no Movimento dos Focolares e ler também um trecho de Igino Giordani, de 1926: “Vem irmão desconhecido, abracemo-nos”, texto que explica o compromisso com os outros, os últimos. As “asas” foram representadas por uma carta aos 45 migrantes mortos, escrita por uma adolescente de 14 anos, que pedia perdão pela insensibilidade de um mundo que se mostra indiferente. No final da vigília, os jovens do Movimento Juvenil foram acolhidos e receberam o agradecimento pelo que haviam dito, não só do representante do bispo, mas também dos próprios imigrantes que haviam escapado da morte alguns dias antes, com um grupo de menores. Imediatamente nasceu um diálogo – com um inglês e um italiano apenas balbuciados – onde os adolescentes marcaram alguns encontros com os imigrantes para ajudá-los a inserirem-se na região. O verdadeiro “Big Bang” terminou assim, aliás, começou com esse ato e com um reconhecimento: o “Prêmio Chiara Luce Badano”, entregue às comunidades sicilianas de Ispica e Rosolini pela acolhida dada aos imigrantes, sobretudo aos jovens que esperam o futuro. Fonte: Città Nuova online

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