29 Ago 2014 | Palavra de Vida, Sem categoria
“Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para a glória de Deus.”
Essas palavras de são Paulo nos lembram um dos aspectos mais tocantes do amor de Jesus: é o amor com o qual Ele, durante a sua vida terrena, sempre acolheu a todos, de modo especial os mais marginalizados, os mais necessitados, os mais distanciados; é o amor com o qual Jesus ofereceu a todos sua confiança, sua confidência, sua amizade, derrubando uma por uma as barreiras que o orgulho e o egoísmo humano tinham erguido na sociedade de seu tempo. Jesus foi a manifestação do amor plenamente acolhedor do Pai celeste para cada um de nós e do amor que, por consequência, nós deveríamos ter uns para com os outros. Esta é a primeira vontade do Pai a nosso respeito; por isso não temos como dar a Deus uma glória maior do que aquela que lhe damos quando procuramos nos acolher uns aos outros da maneira como Jesus acolheu a nós.
“Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para a glória de Deus.”
Como poderemos viver então, a Palavra de Vida desse mês? Ela chama a nossa atenção para um dos aspectos mais frequentes do nosso egoísmo e – digamos a verdade – um dos mais difíceis de superar: a tendência a nos isolarmos, a discriminar, a marginalizar, a excluir o outro na medida em que é diferente de nós e poderia perturbar a nossa tranquilidade. Procuraremos, então, viver essa Palavra de Vida antes de mais nada no âmbito das nossas famílias, associações, comunidades e grupos de trabalho, eliminando em nós os julgamentos, as discriminações, os preconceitos, os ressentimentos, as intolerâncias contra esse ou aquele próximo, coisas que surgem tão facilmente e tão frequentemente, sentimentos esses que comprometem e esfriam tanto os relacionamentos humanos e impedem o amor mútuo, fazendo-o emperrar, como se fossem ferrugem. Além disso, procuraremos viver essa Palavra na vida social em geral, fazendo o propósito de testemunhar o amor acolhedor de Jesus para com qualquer próximo que o Senhor colocar ao nosso lado, principalmente aqueles que o egoísmo social tende mais facilmente a excluir ou a marginalizar. Acolher o outro, o diferente de nós, é básico no amor cristão. É o ponto de partida, o primeiro degrau para a construção daquela civilização do amor, daquela cultura de comunhão à qual Jesus nos chama hoje de modo especial.
Chiara Lubich
Este comentário à Palavra de Vida foi publicado originalmente em dezembro de 1992.
29 Ago 2014 | Focolare Worldwide
«Ano passado entrei novamente em tratamento oncológico: a segunda vez foi ainda pior que a primeira. Era duro aceitar novamente a doença, depois de quase cinco anos. As oito sessões de quimioterapia duraram seis meses, depois houve um período de repouso necessário para poder continuar com as 25 sessões de radioterapia, num hospital distante 30 km da minha casa. Algumas vezes fui acompanhada por amigas, mas com frequência ia sozinha, levando algo para ler ou qualquer coisa que pudesse me distrair. Na segunda semana percebi uma mulher muçulmana que ficava sozinha na sala de espera e tinha uma expressão de enorme tristeza. Naquele dia fiquei muito tempo lá e pude ver quando trouxeram na maca uma menina de cinco anos e a deixaram perto dela. Eu havia escutado as enfermeiras falarem daquela menina que tinha sido operada de um tumor cerebral e agora fazia uma radioterapia especial, que a obrigava a ficar parada, e por isso devia ser sedada. No dia seguinte a cena se repetiu. Eu observava e dizia a mim mesma que devia fazer alguma coisa. Eu tinha vergonha de me aproximar da mãe, porque ela falava mal a minha língua e não queria deixá-la no embaraço, então pedi à enfermeira que perguntasse a ela se precisava de alguma coisa. Fiquei sabendo que a menina precisava de um casaquinho e que um carrinho de criança também seria muito útil. Eu tinha um carrinho quase novo, que havia guardado para minha irmã, e vários casaquinhos da minha filha que com certeza iriam ficar bem nela! Quando cheguei em casa preparei tudo e peguei ainda alguns brinquedos. Sabia que estava fazendo tudo isso a Jesus, porque ele mesmo tinha dito: “Todas as vezes que fizestes estas coisas a um dos meus irmãos menores a mim o fizestes” (Mt 25,40). Levei tudo para a enfermeira. No dia seguinte a menina chegou muito feliz com sua bolsinha e uma boneca: era uma alegria vê-la exibir os seus presentes “novos”! Sua mãe quis conhecer-me, mesmo se eu queria manter o anonimato: “Não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita” (Mt 6,3), mas, como ela insistia muito, fui cumprimentá-la. Foi emocionante. Ela me abraçou e agradeceu com os olhos cheios de lágrimas. Nos cinco dias que faltavam da minha radioterapia sentei-me ao seu lado e conversamos muito. Eu tinha começado a radioterapia com medo e angústia, porque depois de um mês e meio minha filha iria fazer a primeira comunhão e eu não estaria apresentável. A minha maior preocupação eram os meus cabelos. Hoje agradeço a Deus por ter aprendido a sair de mim mesma e ver o irmão que está ao meu lado, que também sofre, colocando em segundo lugar o meu eu e as minhas preocupações». S.G. (Murcia – Espanha)
27 Ago 2014 | Sem categoria
São esperados no Centro Mariápolis de Castelgandolfo, Roma, 494 delegados dos Focolares que representam o centro internacional e as diversas áreas geográficas do mundo, expressão da pluralidade que caracteriza o Movimento: leigos e consagrados, adultos e jovens, homens e mulheres. Além desses acompanharão os trabalhos da Assembleia 49 convidados, entre os quais alguns cristãos de várias Igrejas. São convidados também representantes das grandes religiões e de culturas não religiosas, pertencentes ao Movimento. O evento foi preparado com uma grande participação das comunidades dos Focolares, concretizada por reflexões e propostas para uma Assembleia que será chamada a exprimir-se com argumentos fundamentais para a vida do Movimento. Segundo o preâmbulo dos Estatutos gerais, “a norma das normas, a premissa de qualquer outra regra” é o amor recíproco, o fundamento da ação do Espírito Santo: é esta a “lógica” que guiou tal consulta em todo o mundo. Do trabalho preparatório, emergiram questionamentos, desafios e exigências de um povo que está em caminho. Em particular, emergiram a fidelidade à indentidade carismática; a atenção para os jovens, anciãos e famílias; a exigência de ir além do próprio movimento movendo-se em direção às dores da humanidade, com um olhar privilegiado às diversas necessidades. Um impulso à ação, portanto, com uma formação espiritual e cultural adequada e atualizada, na linha da espiritualidade de comunhão típica do carisma dos Focolares, a fim de que seja Jesus mesmo, presente entre os que estiverem unidos em Seu nome (Mt 18, 20), a caminhar pelas estradas para encontrar os homens e mulheres de hoje. Os contributos foram sintetizados em 12 grandes temas que os participantes da Assembleia, em grupos e plenárias, abordarão para direcionar o Movimento nos próximos anos. Depois de alguns dias de retiro espiritual e de trabalho, a Assembleia procederá à eleição da Presidente, do Co-presidente, dos conselheiros e das conselheiras gerais para os próximos seis anos. Os participantes serão recebidos pelo papa Francisco na sexta-feira, 26 de setembro, no Vaticano. A Assembleia geral é o principal órgão de governo do Movimento dos Focolares e acontece a cada seis anos.
26 Ago 2014 | Sem categoria
«A Economia de Comunhão é um modo de pensar, sentir e agir diferente!». Galo Pozo, consultor empresarial do Equador, não usa meios termos ao definir o projeto EdC, convidando os jovens participantes a «investir a própria vida da melhor maneira possível, por esse projeto». Parece que Galo Pozo esteja dizendo essas coisas antes de tudo a si mesmo, e ele é mesmo um deles, um dos participantes da escola de verão da Economia de Comunhão (EdC) que aconteceu de 11 a 15 de agosto na Mariápolis “El Diamante”, nos arredores de Puebla, região central do México. É assim porque, como disse Luigino Bruni, Coordenador da Comissão Internacional da EdC, «Aqui não existem professores e alunos, mas pessoas que aprendem umas das outras, na comunhão». Eram 60 pessoas, entre estudantes, empresários e especialistas na EdC, vindas dos Estados Unidos, Canadá, México, Honduras, Panamá, Costa Rica, Colômbia, Argentina, Brasil e Equador, e ainda da França, Suíça e Itália, com o objetivo de aprofundar os diversos aspectos da teoria e da prática desse projeto econômico. A programação da escola constava de aulas na plenária, dos já citados Bruni e Gozo, e também do economista suíço Luca Crivelli, de Anouk Grevin, francês, e do empresário brasileiro Armando Tortelli (membros da Comissão Internacional da EdC).
Não faltaram visitas a realidades concretas que já atuam no espírito da EdC, como a Escola Santa Maria, na cidade de Actipan, que dá um forte testemunho do que é possível realizar num contexto de grande pobreza e degradação de todos os tipos. Uma escola frequentada hoje por adolescentes de diferentes camadas sociais e condições econômicas. Nela toda a comunidade educativa é empenhada ativamente, a partir das famílias; todos ensinam e cada um aprende o que é mais importante na vida, experimentando a plenitude como pessoas, em todas as dimensões: física, intelectual, psicológica e espiritual. Uma aplicação concreta que mostra como os nossos comportamentos na vida empresarial, caracterizados pela criatividade, inovação e um grande amor pelos pobres, podem realmente transformar a realidade que nos circunda.
Foram fundamentais também os momentos de comunhão e troca de experiências, que contribuíram para criar redes de colaboração entre todos, com o objetivo de reforçar e desenvolver as próprias iniciativas empresariais. Plataformas digitais para encontrar financiamentos, fábricas de confecção, galerias de arte, uma escola de formação profissional, lojas online, são algumas das iniciativas que surgiram a partir da centralidade dada à comunhão de bens, o empenho social e a essencialidade da pessoa. «Chegamos aqui com ideias, profissões e realidades nacionais muito diferentes – escreveram os jovens no manifesto conclusivo -. A Economia de Comunhão convida-nos a olhar a todas essas singularidades com olhos novos e sem fronteiras, a perceber as múltiplas dimensões da pobreza e a comprometer-nos livremente em mudar o mundo dia a dia. (…) Não deixando-nos limitar pelas fronteiras desejamos encontrar alternativas ao modelo atual de economia que não está em grau de responder ao nosso profundo desejo de uma sociedade mais fraterna e justa, onde o amor seja o maior instrumento de transformação. Somos “anjos com uma asa só” que para voar devem abraçar-se uns aos outros».
25 Ago 2014 | Sem categoria

Foto: S. Baldwin/UNHCR
«Há alguns membros da Igreja Evangélica – explica V. – que trabalham para distribuir gêneros de primeira necessidade às pessoas. Como vimos que precisavam de ajuda nos colocamos à disposição. O pastor evangélico ficou muito agradecido e nós felizes por sentir-nos mais unidos. Por muitos motivos não consigo sair sempre com outros jovens, para ajudar as pessoas em dificuldade. Um dia, enquanto andava pela escola onde estão muitas famílias refugiadas, vi dois recém-nascidos deitados num colchão no chão. Estava escuro e fazia calor. Peguei um deles em meus braços. Quando a mãe chegou começamos a conversar e perguntei se ela precisava de alguma coisa. Agradecendo, e quase com vergonha de falar, me disse que precisava de um pijama. Fazia dias que dormia sempre com a mesma roupa. Voltando para casa falei com minha família e conseguimos um pijama para ela. Noutra ocasião encontrei uma menina, de uma família conhecida, que estava chorando. Convidei-a a vir até o meu quarto e brincamos a manhã inteira. Levamos também lápis e cadernos para muitas crianças que se divertiram desenhando e pintado, depois outros jogos e rezamos junto com eles. Queríamos que sentissem que ainda existe “o Bem” no mundo e que não deviam ter medo. Sinto que essa é a nossa missão: estar de pé, tendo um forte relacionamento com Deus, para poder encorajar os outros, dar alegria, amor e paz». «Em Qaraqosh, cidadezinha no norte – diz L. –, vi um sacerdote e uma freira que estavam limpando as ruas da sujeira acumulada vários dias, porque o serviço público não garante mais a coleta. Convidei os meus amigos e fomos ajudá-los». «Em Erbil também – conta A. –, onde está o maior número de famílias refugiadas, nos reunimos com os jovens de Qaraqosh para ver como podemos nos organizar para ajudar quem precisa. Entramos em contato com alguns sacerdotes e começamos a distribuir comida e água para muitas pessoas»
Alguns gostariam de deixar o país para ficar com suas famílias que decidiram ir embora. «O sofrimento é grande – diz A. – mas no coração existe um grande desejo de continuar a amar, em qualquer lugar onde possamos viver». «Foi comovente – conta R. – ver algumas famílias do Movimento que, mesmo tendo perdido suas casas e tudo o que possuíam, queriam participar com todos os membros dos Focolares do mundo, da iniciativa dos Jovens por um Mundo Unido “Desbloquear o diálogo”. Eles também postaram uma foto no perfil, como um compromisso em viver pela paz, embora no meio de uma tragédia». «De Bagdá a Bassra não sofreram pela situação atual – conclui R. -, ainda que exista o temor de ser atingidos se não houver ações políticas em nível mundial. Nessa situação muito dolorosa nos confiamos todos a Deus, para que dê esperança e conforto às milhares de pessoas que perderam literalmente tudo, inclusive a esperança de um futuro seguro e sereno». Para aqueles que desejam ajudar os cristãos do Iraque: IBAN JO09 ARAB 1110 0000 0011 1210 9985 98 Account: 0111 210998 0 598 Swiftcode: ARABJOAX100 Motivo: ajudar os cristãos no Iraque ARAB Bank – Amman branch Amman – Jordan