Movimento dos Focolares
Na Suécia, encontro entre movimentos católicos

Na Suécia, encontro entre movimentos católicos

El 19 de mayo pasado, Vigilia de Pentecostés, tuvo lugar en la Diócesis de Estocolmo un encuentro entre Movimientos de la Iglesia Católica, entre los cuales el Movimiento de los Focolares, el Camino Neocatecumenal y el Movimiento Carismático. Fueron un centenar los participantes. Durante la jornada se ofreció una presentación de la exhortación apostólica del Papa Francisco “Gaudete et exsultate”, y se prosiguió con un intenso intercambio. Es sus palabras de saludo, durante la misa conclusiva, o cardeal de Estocolmo, Anders Arborelius subrayó cuán preciosa considera él la presencia de los Movimientos en la Iglesia local. Escriben de la comunidad de los Focolares: “Nos sentimos todos co-responsables del evento. Al final de la jornada se sentía una gran alegría y agradecimiento, un signo, nos parece, de la presencia tangible de Jesús que guía a su pequeña grey. Nos pareció percibir que estos momentos, año con año, son cada vez más esperados, y que está creciendo la comunión entre todos”.

Acolhimento na fronteira

Acolhimento na fronteira

“Porta”, não “fronteira”, pelo menos enquanto a França não suspender os tratados de livre circulação. Assim Ventimiglia transformou-se num funil, onde são acolhidos os migrantes que consideram o nosso país apenas uma etapa, antes de atingirem outras metas além fronteiras. «Por Ventimiglia passaram mais de vinte mil pessoas, só no ano passado». É o que nos diz Paula, da comunidade local dos Focolares. «Praticamente é uma outra Ventimiglia, pois a nossa população anda à volta de vinte e quatro mil habitantes». Paula que é professora no Seminário diocesano recorda: «Entre fevereiro e março de 2015, os seminaristas iniciaram um serviço de distribuição de alimentos aos sem-abrigo na estação ferroviária. Com o passar dos dias porém, estes sem-abrigo multiplicavam-se». De facto, a estes juntavam-se os migrantes que, desenbarcados nas costas italianas, queriam atraversar a fronteira francesa, para chegar a outros países europeus. «Desde então começou uma “emergência” que nunca mais acabou. De início, juntamenmte com outras entidades locais, empenhámo-nos na distribuição, em regime de voluntariado, de sanduiches pelas ruas». Um voluntariado realizado em colaboração com a Cáritas diocesana. «Pusemo-nos em contacto com a comunidade dos Focolares do outro lado da fronteira, a qual partilhou connosco os turnos, e apoiou-nos com fundos recolhidos numa venda de coisas oferecidas, realizada durante o Grande Prémio de Mónaco». «Em junho de 2015 – continua – a Cruz Vermelha abriu um ‘campo’ junto da estação. O acesso era limitado, mas todos os do nosso grupo que tinham o HACCP puderem entrar para colaborar das mais variadas maneiras». Perto deste campo “oficial”, surgiu um outro campo “informal”, precisamente na fronteira com a França. «Muitos migrantes chegam sem documentos, e como no campo da Cruz Vermelha era obrigatória a identificação, muitos preferiam acampar naquele outro campo, para tentar passar imediatamente a fronteira». Depois, nos inícios de outubro, este campo foi desmantelado e limpo, “com bastante brutalidade” «Quando em maio de 2016 foi fechado o Campo da Cruz Vermelha, de repente encontrámo-nos com mais de um milhar de pessoas na cidade. Uma situação insustentável, agravada pela diretiva camarária que proibia a distribuição de alimentos e bens de primeira necessidade aos migantes, sob pena de sanções e multas. Finalmente a Caritas interevio como mediadora. Assim nasceu uma iniciativa de acolhimento junto da igreja de Santo António: igreja de dia, dormitório de noite. As famílias com crianças e as pessoas mais frágeis eram acolhidas na igreja: retiravam-se os bancos, traziam-se cobertores, e de manhã limpava-se tudo». Em meados de julho de 2016, a Cruz Vermelha abriu um novo campo, fora da cidade, reservado aos homens: as mulheres e os de menoridade continuavam a ser acolhidos na igreja. «Em 2017 começou o afluxo de uma série imensa de menores que, na sua grande maioria, permaneciam nas margens do rio Roya. Por isso, o Presidente da Câmara solicitou à Cruz Vermelha que abrisse uma secção dedicada a eles. Entretanto, havia rusgas contínuas, cujo resultado era centenas de milhares de migrantes serem obrigados a entrar em autocarros e levados para Taranto. Mas alguns dias depois, estavam aqui de novo». O facto é que – explica Paula – estas pessoas querem ir ter com familiares que já estão noutros países, e para isso estão prontos a tudo: «É a partir daqui que podem tentar atravessar a fronteira. Há pessoas que tentaram dez vezes até conseguirem». A fronteira é controlada noite e dia. «Infelizmente o que estamos a fazer é mero assitencialismo. Mas eles não precisam de roupa, nem de sapatos. Precisam, isso sim, de viver aquela liberdade de autodeterminação a que todos os seres humanos têm direito». Eventualmente, a solução poderia passar pela criação de um campo de passagem – sugere Paula – «um lugar onde o migrante, durante a viagem, pudesse parar, alimentar-se, lavar-se e trocar de roupa; onde recebesse cuidados médicos e a assistência legal necessária». Paula diz que estas coisas são “rien du tout”, coisas de nada, pormenores que fazem com que estes viajantes se sintam de novo pessoas: «Cozinhamos receitas africanas ou árabes, à base de cous-cous e arroz, aprendemos a misturar as especiarias e a apresentar os pratos como nas suas tradições. Um dia, notámos que uma mulher síria se lavava sempre que vinha à Caritas, e trazia sempre a mesma roupa: uma túnica por cima das calças. Continuava a procurar na rima de roupa, mas ia embora de mãos vazias. Até que percebemos e então perguntámos a amigas marroquinas se podiam arranjar uma veste daquele estilo. Finalmente, ela pôde trocar de roupa e foi-se embora contente». Fonte:United World Project

Um espaço para todos os cristãos

Um espaço para todos os cristãos

Beatriz Sarkis

«Um espaço de encontro entre cristãos, onde os preconceitos desaparecem e é possível estabelecer relações de estima recíproca». Beatriz Sarkiz define assim a III Assembleia do Fórum Mundial Cristão (24 – 27 de abril de 2018) que reuniu mais de 250 fieis pertencentes a igrejas, organizações e movimentos cristãos, do mundo inteiro. A teóloga brasileira, diplomada na Inglaterra e com mestrado em uma universidade luterana, no Brasil, sobre a contribuição do Movimento dos Focolares ao ecumenismo, esteve presente no encontro representando Maria Voce, presidente dos Focolares. Numa entrevista, Sarkiz – que de 2009 a 2016 participou, a única mulher leiga, da Consulta entre o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos e a Aliança Evangélica Mundial – explicou-nos as finalidades do GCF. «A ideia de criar um Fórum nasceu em 1998, fruto de um profundo intercâmbio entre a Aliança Evangélica Mundial, o Conselho Ecumênico das Igrejas, a Fraternidade Mundial Pentecostal e o Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos. Juntas, estas quatro instituições continuam a apoiá-lo como um espaço aberto a todos.

Foto © Albin Hillert/WCC

Após um primeiro encontro a nível mundial, no Quênia (2007), seguiu-se outro, na Indonésia (2011). Provenientes de 55 países, em Bogotá éramos anglicanos, adventistas, batistas, católicos, quakers, discípulos de Cristo, membros do Exército da Salvação, evangélicos, independentes, luteranos, menonitas, metodistas, neocarismáticos, ortodoxos, orientais ortodoxos, pentecostais, reformados/presbiterianos, pertencentes ao movimento de santidade, às Igrejas Africanas Constituídas valdenses, veterocatólicos e um representante dos judeus messiânicos». O Fórum Cristão Mundial persegue o objetivo de colocar em diálogo entre si cristãos e igrejas de tradições muito diferentes. «O Fórum não substitui o precioso e insubstituível trabalho dos teólogos, nas várias comissões – explica Sarkiz -, mas é um dos caminhos que hoje se percorrem para reunir o povo de Deus e colocá-lo em marcha, de imediato, em direção à unidade. Se o amor fraterno está vivo, as questões teológicas depois serão enfrentadas mais facilmente. Durante a Assembleia houve momentos de troca e reflexão comum sobre o futuro e sobre os desafios que todos os cristãos devem enfrentar hoje. Não faltaram momentos de oração comum, no início e na conclusão de cada dia. Pessoalmente, eu participava todos os dias, com outros católicos, da Santa Missa, no vizinho Mosteiro da Visitação.  O tema escolhido, “Perseverai no amor fraterno” (Hb 13,1) levou-nos todos ao coração do cristianismo.

Foto © Albin Hillert/WCC

Divididos em pequenos grupos, compartilhamos reciprocamente o presente do nosso encontro pessoal com Jesus. Esta prática, que caracteriza o Fórum desde o seu início, encontra uma consonância especial com a espiritualidade dos Focolares, porque a comunhão das experiências acontece também dentro do Movimento. Uma partilha profunda, que abriu os nossos olhos e fez-nos ver o trabalho de Deus na vida de cada um, derrubando muitos preconceitos. Nós descobrimos que somos simplesmente cristãos. Além disso, tive a grande alegria de poder compartilhar esta experiência, ainda que brevemente, com a comunidade local dos Focolares, que me recebeu depois que alguns contratempos impediram que retornasse imediatamente à Itália. A mensagem final da Assembleia contem um convite a unir-nos no amor mútuo, em Cristo, para continuar a caminhar juntos, porque as divisões entre cristãos contradizem a vontade de Jesus, escandalizam o mundo e danificam a missão comum de anunciar o Evangelho a todos os povos. Devemos, todos juntos, continuar a construir, ou reforçar, esta rede. Este é também o objetivo do “Centro Uno” para a unidade dos cristãos (Roma), fundado por Chiara Lubich em 1961, para concorrer, com a espiritualidade da unidade, à plena e visível comunhão entre as Igrejas».