12 Mai 2018 | Sem categoria
«Unidade: palavra divina. Se, a um dado momento, ela fosse pronunciada pelo Onipotente, e os homens a pusessem em prática nas suas mais variadas aplicações, veríamos o mundo de repente parar em sua andança geral, como em uma brincadeira de filme, e retomar a corrida da vida na direção oposta. Inúmeras pessoas retrocederiam no caminho largo da perdição e se converteriam a Deus, entrando pelo estreito… Veríamos famílias desmembradas por discórdias, arrefecidas pelas incompreensões, pelo ódio, cadaverizadas pelos divórcios, se recomporem. As crianças nascerem em um clima de amor humano e divino, e se forjarem homens novos para um amanhã mais cristão. As fábricas, ajuntamentos muitas vezes de “escravos” do trabalho, em um clima de tédio, se não de blasfêmia, tornarem-se um lugar de paz, onde cada um faz a sua parte para o bem de todos. As escolas ultrapassarem a breve ciência, colocando conhecimentos de toda espécie a serviço das contemplações eternas, aprendidas nos bancos escolares como em um desvendar-se cotidiano de mistérios, intuídos a partir de pequenas fórmulas, de simples leis, até mesmo dos números… Os Parlamentos se transformarem em um lugar de encontro de homens a quem interessa mais o bem de todos do que a parte que cada um defende, sem enganar irmãos ou pátrias. Em suma, veríamos o mundo tornar-se melhor e o Céu descer como por encanto sobre a terra e a harmonia da criação servir de moldura à concórdia dos corações. Veríamos… É um sonho! Parece um sonho! Contudo, Tu não pediste menos quando rezaste: “Seja feita a tua vontade na terra como no Céu”». Chiara Lubich Fonte: Unidade: palavra divina, Ideal e Luz, Editora Brasiliense/Cidade Nova, São Paulo, 2003, p.141. Originariamente publicado em Frammenti, Chiara Lubich, Città Nuova, Roma (1963) 1992, pp.53-54
10 Mai 2018 | Sem categoria

Foto © D. Salmaso – CSC Audiovisivi
“Construir uma cultura compatilhada do encontro”. Foi este o desafio que Papa Francisco lançou esta manhã do centro internacional de Loppiano (Florença, Itália) não só aos 7.000 presentes diante do Santuário Maria Theotókos, mas ao mundo inteiro. Referindo-se às “urgências muitas vezes dramáticas que nos interpelam de todas as partes e não podem nos deixar tranquilos” – o Santo Padre salientou que não é mais suficiente apenas “o encontro entre as pessoas, as culturas e os povos”. Precisamos de homens e mulheres “capazes de abrir caminhos novos a serem percorridos juntos” para dar vida a “uma civilização global da aliança”. Papa Francisco chegou puntualmente à cidadela dos Focolares às 10h recebido por Maria Voce, presidente do Movimento; Jesús Morán, copresidente, e pelo Bispo de Fiesole D. Mario Meini. Depois de uma breve pausa de oração dentro do santuário, encontrou os 850 habitantes de Loppiano, provenientes de 65 nações e as milhares de pessoas vindas de toda a Itália e além na maioria pertencentes ao Movimento dos Focolares. Foi a primeira vez que um pontífice visitou esta “pequena cidade”, que – como definiu Maria Voce no seu pronunciamento de saudação – quer ser um “laboratório de convivência humana, modelo de um mundo unido e testemunho de como poderia ser a sociedade se fosse baseada no amor mútuo do Evangelho”. 
Foto © D. Salmaso – CSC Audiovisivi
A seguir houve um diálogo aberto e franco, intercalado por algumas perguntas postas por um grupo de habitantes de Loppiano. As perguntas tocaram em várias perspectivas o tema dos desafios cristãos em relaçao à modernidade. O Santo Padre encorajou a não “se esconder numa vida tranquila, na respeitabilidade, ou até mesmo numa sutil hipocrisia, (…) mas de viver como discípulos sinceros e corajosos na caridade e na verdade” e de enfrentar as dificuldades “com tenácia, serenidade, positividade, fantasia… e também um pouco de humorismo”. Depois referindo-se à missão de um projeto original como Loppiano no moderno contexto social, o Papa convidou a elevar o olhar junto com ele “para olhar com fidelidade confiante e com criatividade generosa para o futuro que começa já hoje”. Após ter dado aos presentes a sua bênção, 37 habitantes de Loppiano, de várias proveniências, religiões, idades e origem social cumprimentaram pessoalmente Papa Francisco. Em resposta às palavras do Santo Padre, o copresidente dos Focolares, Jesús Morán, entregou-lhe um presente simbólico: um “pacto” assinado por todos os habitantes, com o compromisso de viver para que Loppiano seja cada vez mais um lugar de fraternidade e reciprocidade. Ao convite de assinar por sua vez o “Pacto de Loppiano”, o Santo Padre aderiu com alegria, diante do aplauso de todos os presentes.
8 Mai 2018 | Focolare Worldwide
«O que você fazia quando tinha a minha idade? Que brincadeiras me aconselha?». É a pergunta que Luis Francisco, 10 anos, mexicano, dirige ao Papa Francisco, enquanto espera a sua vinda. Como ele, todos os habitantes da cidadezinha internacional fizeram a contagem regressiva dos dias. Uma espera que começou no início de fevereiro, quando chegou da secretaria do Papa Francisco o anúncio de uma sua visita, no dia 10 de maio, às cidadezinhas de Nomadelfia e de Loppiano. Na primeira das 24 cidadezinhas dos Focolares, surgidas com o passar do tempo em várias regiões do mundo, Papa Francisco virá ver pessoalmente como se vive “na escola do único Mestre”, como ele mesmo a definiu. “Surpresa e alegria profunda”, tinha exclamado Maria Voce, presidente dos Focolares, diante da notícia totalmente inesperada desta visita. Loppiano, nestes dias, fervilha de pessoas. Faces sorridentes, felizes, e muitíssimos jovens. Concluiu-se há poucos dias o evento do Genfest, que de toda a Itália, e não só, convocou centenas deles no final de abril, e milhares na manhã de 1º de maio, radiosos apesar da ameaça de chuva. O clima de festa continuou, numa espera cheia de fermento e esperança, como é natural na iminência de um evento que será lembrado por muito tempo.
Fomos, telecâmera na mão, realizar breves entrevistas com os habitantes de Loppiano, atentos no trabalho ou nas atividades normais, e para sondar a atmosfera. Benedetta se encontra na cidadezinha para um período de formação na escola das focolarinas. Para ela, a visita do Papa é também um presente de Deus, porque cai no mesmo dia do seu aniversário: «Mesmo se ficará pouco tempo, espero que possa encontrar uma família, aquela que procuramos construir cada dia». Desde 1966, em Loppiano, está a sede do grupo musical Gen Rosso, nascido por desejo de Chiara Lubich para difundir com a música, a mensagem de um mundo mais justo, pacífico e solidário. Os componentes vivem em primeira pessoa este espírito, com um estilo de vida caracterizado pela comunhão e pela fraternidade. Faz alguns anos que dele faz parte também Michele Sole, que no átrio diante do santuário dedicado à Mãe de Deus (Theotókos), onde está tudo pronto para este encontro histórico, cantará “Madre dolcissima” [“Mãe dulcíssima”]. Envia ao Papa uma mensagem de agradecimento «por ter tido a coragem de se chamar Francisco. Acho que não tenha sido fácil escolher um nome que significa opção preferencial pelos pobres, pelos últimos». Da sala de ensaios, entretanto, saem as notas de “Accendi la pace” [“Acende a paz”], que os componentes do Gen Rosso estão ensaiando junto com a outra banda internacional de Loppiano, o Gen Verde, um grupo multidisciplinar, formado por algumas artistas e musicistas, que se distingue pelo seu perfil acentuadamente internacional.
Roberto Cipollone, Ciro no meio artístico, em Loppiano desde 1977, tem o dom de saber usar a imaginação e a habilidade para transformar objetos não mais usados ou materiais de descarte em obras que tocam o coração e o enchem de agradável surpresa. É o “artista que lhes dá nova vida”. Com a sua arte fez nascer uma “Bottega” [“Ateliê”], expressão de originalidade e amor pela natureza através da escultura, da pintura, do artesanato. «Espero que o Papa possa encontrar aqui os seus desejos mais profundos realizados». Aranza, que vem do México, está participando com a sua família da “Escola Loreto”, onde famílias de países e línguas diferentes aprofundam a espiritualidade da unidade. A internacionalidade e a imersão “full time” nos cursos, que começam todos os anos em setembro e terminam em junho, fazem dela uma experiência única de intercâmbio e enriquecimento entre culturas. Do Papa, gostaria de uma resposta a uma pergunta, breve, mas desafiadora: «O que podemos fazer, nós jovens, para vencer as imposições e os estereótipos do mundo?». Natália, ao invés, é uma estudante brasileira que frequenta em Loppiano o Instituto Universitário Sophia. Espera, do Papa, conhecer o papel dos jovens casados na Igreja. Muitas perguntas, questionamentos e expectativas. Mas a mesma alegre expectativa. Chiara Favotti
Live streaming 10.5.2018, 10.00 – 12.00 (CEST): Vatican Media Live http://live.focolare.org tradução: Inglês – Espanhol – Francês – Português Para mais informações vai ao site de Loppiano e Movimento dos Focolares O evento também será transmitido em lingua italiana pela rede televisiva:
- Vatican Media live: das 8.00 ás 12.00 (ora italiana)
- RAI: Especial TG1 das 10 ás 11.45 (ora italiana) em digital terrestre, satelite e web
- TV 2000: “Speciale Diario di Francesco” ás 7.30 (ora italiana). Ás 10 (ora italiana) transmite o evento de Loppiano (digital terrestre e web).
8 Mai 2018 | Sem categoria
No dia 9 de maio se celebra, na Europa, a paz e a unidade. A data recorda a histórica “Declaração Schuman”, com a qual, no dia 9 de maio de 1950, o então ministro das relações exteriores francês propôs a criação de um primeiro núcleo econômico, objetivando a gradual construção de uma federação de Estados europeus, indispensável à manutenção de relações pacíficas. Como primeira etapa, Robert Schuman indicava a gestão comum, pela França e pela Alemanha Ocidental, do carvão e do aço, mas no quadro de uma organização à qual poderiam aderir, em seguida, inclusive outros países. Colocavam-se assim as premissas para uma integração bem mais vasta e abrangente, ao ponto que a Declaração é considerada, simbolicamente, a data de nascimento do longo processo de paz e estabilidade que deu origem à União Europeia. A festividade é a ocasião para aproximar as instituições dos cidadãos e os povos entre si, ampliando a consciência de que os valores da paz, da integração e da solidariedade devem ser colocados à base da convivência humana.
7 Mai 2018 | Focolare Worldwide
Em Loppiano está tudo pronto para acolher o Santo Padre. Estão chegando mais de seis mil pessoas da Itália, mas serão milhares as conectadas via streaming nos cinco continentes. Perguntamos a Maria Voce, presidente dos Focolares, como acontecerá este encontro tão esperado. «Queremos apresentar ao Papa – explicou – esta pequena cidade, a primeira que nasceu, precursora de outras 24 espalhadas no mundo, que quer oferecer um modelo de convivência fundamentado nos princípios evangélicos de solidariedade e fraternidade, certamente único, mas exportável e difusivo. Em Loppiano, o Papa não se encontrará apenas com os 750 habitantes – continuou Maria Voce –, mas também com uma representação da família mundial do Movimento dos Focolares. Dirigiremos a ele algumas perguntas sobre temáticas que muito nos interessam: o desafio da fidelidade à ideia carismática de Chiara Lubich em contato com as condições mudadas de hoje; a formação dos jovens para uma cultura da fraternidade; a contribuição do modelo de convivência de Loppiano para um anúncio atual da mensagem cristã e para a superação de barricadas, nacionalismos e preconceitos». O Movimento dos Focolares é uma constelação variegada que põe no centro do próprio agir o diálogo e um estilo de vida que contribui para a construção da unidade e da paz no mundo. Conta com mais de 2 milhões de aderentes pertencentes a muitas Igrejas Cristãs, mas também de diferentes credos religiosos e de inspiração laica. São cerca de mil, as obras sociais em andamento em diversos países, e umas 800 empresas que trabalham no mundo seguindo os princípios da Economia de Comunhão. Chegou ao décimo ano de vida o Instituto Universitário Sophia, que tem sede justamente em Loppiano.
Na sua chegada à cidadezinha, o Santo Padre irá diretamente ao Santuário Maria Theotókos, onde entrará para um breve momento de oração. Também se deterá diante do quadro de Nossa Senhora com o Menino, obra de um pintor de religião Hindu, símbolo do diálogo que é um dos pilares da convivência de Loppiano. Em seguida, no átrio, Maria Voce apresentará ao Papa a saudação dos Focolares. Depois, alguns cidadãos de Loppiano lhe dirigirão perguntas. O diálogo com o Santo Padre será intervalado por números musicais de artistas provenientes de diversos países e contextos religiosos. Enfim, uns trinta cidadãos cumprimentarão pessoalmente o Papa o qual, após a bênção, deixará o átrio do santuário para partir.
Live streaming 10.5.2018, 10.00 – 12.00 (CEST): Vatican Media Live http://live.focolare.org