Movimento dos Focolares
Balanço econômico de iniciativas dos gen 4

Balanço econômico de iniciativas dos gen 4

MontaggioArticoloHSG3EnCom uma carta de agradecimento endereçada aos gen4 do mundo inteiro, foi publicado o balanço de “Desalojaram Jesus”, a iniciativa que vê empenhados, todos os anos, as crianças do Movimento dos Focolares durante o período natalício. Graças às ofertas angariadas pela apresentação dos “menininhos” de gesso representando Jesus, durante o período de Natal do ano passado, os gen4, ajudados pelos adultos e em alguns casos inclusive pelas instituições das cidades, angariaram 3.627,60 euros (cerca de R$ 13.900,00), que foram destinados a oito projetos no Brasil, México, Colômbia, Venezuela, Peru, Argentina, Burundi, Uganda e Síria. A esta quantia foi acrescentada uma doação destinada a tratamentos médicos, alimentação e material escolar para quatro projetos na República Centro Africana, República dos Camarões, Egito e Iraque. Além das cifras, vale a pena destacar a “cultura da partilha” da qual os gen4 se nutrem.

Felizes não apenas um dia

Felizes não apenas um dia

20180320-01

Foto: Pixabay

A alegria dos primeiros cristãos – como de resto a alegria dos cristãos de todos os tempos e séculos, quando o cristianismo é compreendido na sua essência e vivido com radicalidade – era uma alegria verdadeiramente nova, jamais experimentada. Não tinha nada a ver com a hilaridade, com a alegria normal, com o bom humor. Ou, como diria Paulo VI, não tinha nada a ver com “a alegria exaltante da vida e da existência”, com “a alegria portadora de paz da natureza, com a alegria do silêncio”, nem era aquela alegria ou “satisfação que se tem depois de um trabalho realizado”, nem somente “a alegria transparente da pureza”, nem a “alegria do amor, mesmo puro, casto”. Não era essa. Essas são, sem dúvida, alegrias belas… Mas a alegria dos primeiros cristãos era diferente. Era uma alegria semelhante àquele enlevo que invadiu os discípulos quando receberam o Espírito Santo. Era a alegria de Jesus. Porque Jesus tem a sua paz e também a sua alegria. E a alegria dos primeiros cristãos, que jorrava espontânea do profundo do próprio ser, saciava-os completamente. Eles tinham encontrado realmente aquilo que o homem de ontem, de hoje e de sempre procura: Deus, a comunhão com Deus e esta os saciava completamente e os levava à plena realização. Eram homens. De fato, o amor, a caridade com a qual Cristo através do Batismo e dos outros sacramentos enriquece o cristão, pode ser comparada a uma pequena planta. Quanto mais aprofunda as raízes no terreno da caridade fraterna (à medida que se ama o próximo), mais veloz cresce o caule. Isto é, cresce no coração o amor para com Deus, a comunhão com Ele, não só através da fé, mas é uma comunhão que se experimenta. E isso é felicidade. Era esta a felicidade dos primeiros cristãos, adultos e jovens, que se exprimia em liturgias maravilhosas, festivas, com muitos hinos de louvor e de ação de graças. Essa alegria crescia no coração também por outro fator: com o amor, possuíam a luz. Isto é, eles “viam”, tinham uma certa compreensão das coisas de Deus, por si só impenetráveis. Embora aceitassem os mistérios pela fé, estes já não eram assim tão obscuros como se poderia pensar. Eles tinham uma certa penetração desses mistérios e era tão especial, tão luminosa, que tinham a impressão de compreendê-los, de possuí-los. E isso aumentava a alegria deles: à alegria do amor, acrescentava-se a alegria da verdade. Assim, armados somente de amor e de luz e revestidos de alegria, conquistaram em pouco tempo o mundo conhecido naquela época. Dizia Tertuliano: “Somos de ontem e já invadimos o mundo…” (Apologético 37,7). Eles se alegravam até mesmo em meio às perseguições e cantavam durante o martírio. Compreenderam um paradoxo do cristianismo: que a alegria, a alegria sobrenatural de Jesus pode ser encontrada exatamente onde ela parece não existir, ou seja, na dor, mas na dor amada.   Fonte: Centro Chiara Lubich 

Cardeal Parolin sobre Chiara Lubich

Cardeal Parolin sobre Chiara Lubich

VaticanNewsVideoUma grande força espiritual capaz de arrastar multidões de diversas idades, classes sociais, culturas: esta animava Chiara e os frutos se veem ainda hoje, inclusive na Igreja. O cardeal Pietro Parolin, recordando a obediência e a docilidade que a fundadora dos Focolares sempre teve – até mesmo nos momentos mais difíceis – em relação à Igreja, evidencia hoje o quanto os Pontífices, de Paulo VI em diante, tenham sempre correspondido oferecendo o seu apoio e o seu encorajamento para com o Movimento. De “empenho constante pela comunhão na Igreja, pelo diálogo ecumênico e a fraternidade entre todos os povos”, falava Bento XVI no telegrama enviado por ocasião do funeral de Chiara cuja “existência”, prosseguia, “foi totalmente dedicada à escuta das necessidades do homem contemporâneo em plena fidelidade à Igreja e ao Papa”. Dúplice a contribuição que Chiara, segundo o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Parolin, ofereceu à Igreja: ter aprofundado e tornado vivo o “perfil mariano tão constitutivo da Igreja quanto o apostólico” e o forte e inovador chamado à unidade – “Que todos sejam um para que o mundo creia” – construído e tornado possível pelo “segredo” do amor mútuo, a “regra de ouro” que Jesus mesmo nos ensinou no “não fazer aos outros o que não gostarias que fosse feito a ti”.   Fonte: Vatican News http://www.vaticannews.va/it/chiesa/news/2018-03/anniversario-chiara-lubich-parolin-maria-voce.html#play

O segredo para começar de novo

Ao cristão não é concedido o desespero, não é consentido abater-se. As suas casas podem desmoronar e se podem dispersar as suas riquezas: ele se levanta e recomeça a lutar. Lutar contra qualquer adversidade. Os espíritos preguiçosos, entrincheirados nas habitualidades fáceis e cômodas, assustam-se com a ideia da luta. Mas o cristianismo existirá até que resista a fé na ressurreição. A ressurreição de Cristo, que nos insere nele e nos faz partícipes da sua vida, obriga-nos a não nos desesperarmos, jamais. Dá-nos o segredo para reerguer-nos de toda queda. A quaresma é – e deve ser – também um exame de consciência, por meio do qual podemos contemplar aquele algo escuro que formiga dentro da nossa alma e da nossa sociedade, onde se agarra a miséria de um cristianismo que em muitos de nós tornou-se administração ordinária, sem pulsação e sem ímpetos, como vela sem vento. Prepara-nos à ressurreição de Cristo, motivo de renascimento da nossa fé, esperança e caridade: vitória das nossas obras sobre as tendências negativas. A Páscoa ensina-nos a derrotar as paixões funerárias, para renascer. Renascer em unidade de afetos, cada um com seu próximo, e cada povo em concórdia de obras, para estabelecer-nos no Reino de Deus. Isso se traduz em uma constituição social, mediante um ordenamento que, com uma autoridade, leis e sanções, age pelo bem dos homens e chega ao céu, mas através da terra. E modela-se sobre a ordem divina. A sua lei é o Evangelho e comporta a unidade, a solidariedade, a igualdade, a paternidade, o serviço social, a justiça, a racionalidade, a verdade; com a luta à opressão, às inimizades, ao erro, à loucura… Buscar o Reino de Deus é, portanto, buscar as condições mais felizes para a expressão da vida individual e social. E entende-se: onde reina Deus o homem está como um filho de Deus, um ser de valor infinito, e trata os outros homens e é tratado por eles como irmão, e faz aos outros aquilo que gostaria fosse feito a si. E os bens da terra são colocados em comum fraternalmente, e o amor circula com o perdão, e não se erguem barreiras, que não tem sentido na universalidade do amor. Colocar como primeira finalidade o Reino de Deus significa elevar a meta da vida humana. Quem busca primordialmente o reino do homem busca um bem sujeito a rivalidades e contestações. Ao contrário, o objetivo divino arrebata os homens acima do plano de suas rixas e os unifica no amor. Depois, naquela unificação, naquela visão superior das coisas da terra, até os afazeres do comer, vestir e gozar retomam as suas proporções, coloram-se com um sentido novo e simplificam-se com o amor, e a vida é plena. Neste sentido, para nós também, Cristo venceu o mundo.   Igino Giordani, Le feste, S.E.I. (Società Editrice Internazionale), Turim, 1954, pp. 110-125.