Movimento dos Focolares
50 anos de Santo Egídio

50 anos de Santo Egídio

AndreaRiccardi_ChiaraLubichA Comunidade de Santo Egídio faz 50 anos. Uma história que começou no dia 7 de fevereiro de 1968, em Roma, por André Riccardi junto com um pequeno grupo de estudantes do ensino médio que queriam mudar o mundo. «Descobrimos nestes anos, junto com muitas pessoas no mundo, a alegria do Evangelho», declarou o presidente da Comunidade, Marco Impagliazzo. «Em Santo Egídio, no coração de Trastevere (Roma) – se lê no comunicado divulgado para a ocasião – partiu uma aventura que levou a Comunidade às periferias humanas e existenciais dos diversos continentes, do empenho entre os pobres de todas as condições até os programas para o tratamento da Aids e a certidão de nascimento, do diálogo inter-religioso ao trabalho pela paz». No próximo sábado, 10 de fevereiro, “o povo de Santo Egídio” se reunirá na basílica romana de São João de Latrão para uma celebração presidida pelo Cardeal Secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin. Em nome dos Focolares ali estará a presidente Maria Voce, junto com alguns dos seus colaboradores. Na sua calorosa mensagem, agradece «vivamente o Espírito Santo pelo carisma que derramou na Igreja e na humanidade e pelos frutos que brotaram nestes cinquenta anos de vida, graças também à fidelidade de vocês». Acrescenta que «a Comunidade, espalhada hoje em 70 países, contribuiu e contribui para edificar a paz no mundo, através de um diálogo corajoso em todos os níveis e com uma atenção toda particular para com os mais esquecidos da sociedade», e lembra a paz obtida em 1992 em Moçambique e os “corredores humanitários” em favor dos refugiados. Maria Voce destaca, entre muitos momentos vividos juntos, um “especial”: «o alegre compromisso assumido em uníssono e de modo todo especial por Chiara Lubich e André Riccardi, após o histórico encontro dos Movimentos com o Papa em Pentecostes de 1998, que produziu muitos frutos para a glória de Deus». E conclui com os votos, seus e dos Focolares, «de realizarem plenamente o desígnio de Deus para a Comunidade de vocês». Veja o novo site: www.santegidio.org

Dia de oração e jejum

Dia de oração e jejum

DayofprayerandfastingTambém o Movimento dos Focolares adere, no próximo 23 de fevereiro, ao Dia de oração e jejum pela paz e contra qualquer forma de violência. A iniciativa, lançada pelo Papa Francisco com um anúncio de supresa, diante de 20 mil fieis reunidos na Praça São Pedro, por ocasião do Angelus dominical, refere-se de modo particular às populações da República Democrática do Congo e do Sul do Sudão, atingidas por uma onde violência de grande escala e opressão, sem esquecer todas as situações de conflito que se prolongam em cada parte do mundo. A iniciativa não é nova: também no passado o Papa Francisco convidou «todos os fieis, inclusive os irmãos e as irmãs não-católicos e não-cristãos», para unirem-se num único momento do oração, com as modalidades consideradas oportunas, para implorarem juntos a dádiva da paz e para questionarem-se sobre qual contribuição cada um pode dar para deter a violência. «As vitórias obtidas com a violência – disse o Papa – são falsas vitórias».

Suíça: qual será a minha estrada?

Suíça: qual será a minha estrada?

20180207O que impele um grupo de jovens, dos 18 aos 34 anos, provenientes das três regiões linguísticas da Suíça, a passar alguns dias na montanha, juntos com oito focolarinos e focolarinas, um casal de focolarinos casados e um sacerdote? “Os bastidores do focolare”, um fim de semana na esplêndida moldura dos Alpes do Valais, não só para desfrutar da natureza, mas também para, num ambiente ideal, se pôr uma série de perguntas essenciais sobre a vida passada e aquela futura, quando a primeira é muito mais breve do que a segunda. E entre estas: Qual é a minha estrada? Uma pergunta geralmente de não fácil resposta, se formulada quando existe a extraordinária e frequentemente irrepetível possibilidade de escolher a 360 graus, entre todas as estradas possíveis. Para empreender conscientemente uma – pensaram os organizadores – serve de ajuda abaixar o volume do estrondo quotidiano e encontrar um espaço onde seja mais fácil ouvir uma sugestão, em geral sussurrada ao ouvido do coração. «Daqui a ideia de passar um final de semana juntos, onde possamos nos expressar com liberdade e sinceridade, e onde Jesus – se quiser – possa falar intimamente a cada um. Um mix de aprofundamento e vida em comum, feito de passeios, jogos, limpezas, cozinha, oração, para exprimir, da melhor forma, a beleza e também a “normalidade” de segui-Lo inclusive hoje». 20180207-03“Nos bastidores” da vida do focolare existe um chamado pessoal de Deus a realizar uma convivência de leigos, virgens e casados (segundo o próprio estado de vida), plenamente imersos no mundo, mas fortalecidos pela presença espiritual de Jesus entre eles, fruto do amor recíproco. Uma “presença” que querem levar por toda a parte, com o objetivo e o horizonte da unidade entre as pessoas e os povos, num mundo mais fraterno e unido, no respeito pelas diversidades. Alguns dos jovens presentes nunca tinham aprofundado esta possibilidade, outros já tinham decidido formar uma família, outros ainda nunca tinham se posto a pergunta. Mas, comum a todos, era o desejo de aprofundar um relacionamento pessoal com Deus e conhecer as características específicas desta particular forma de convivência segundo o modelo da família de Nazaré, nascida do carisma de Chiara Lubich. “Vocês estão no meio de todos, não têm um convento que os proteja, mas como fazem?” “É bonito, mas não é cansativo demais?” “O que significa, hoje, seguir Jesus?”. Muitas as perguntas espontâneas e muitas as respostas, a partir das experiências pessoais e dos escritos, meditados juntos, sobre a espiritualidade evangélica da unidade. 20180203-03Kati e Istvan, casados, compartilharam as próprias alegrias, dificuldades e as escolhas fundamentais da família deles. «Fiquei muito impressionado pela profundidade dos temas que tocamos embora não nos conhecendo» disse um jovem. «Vim com muitas perguntas e recebi muitas respostas», concluiu uma garota, voltando à cidade. Peter, sacerdote, comentou: «Um final de semana inesperado. Alguns dos jovens expressaram o desejo de continuarmos a nos confrontar também depois. Esta, a meu ver, foi a mensagem mais bonita dos dois dias passados juntos: vivemos por vocês e com vocês, na incerteza sobre a escolha da própria estrada, mas na certeza de não estar mais procurando sozinhos».

Gen Verde: Start Now …e depois?

Gen Verde: Start Now …e depois?

GenVerde_HistoryTudo começou com uma bateria verde, no Centro internacional de Loppiano, em dezembro de 1966. Um presente insólito nas mãos de um grupo de moças. Aquele instrumento se tornou o símbolo de uma revolução permanente para contribuir na realização de um mundo mais unido e fraterno. Nasce assim o Gen Verde: garra, capacidade, palavras, gestos e profissionalismo em sinergia para dizer com a música que a humanidade ainda e sempre tem uma oportunidade, que se pode escolher a paz contra a guerra, a coesão ao invés dos muros, o diálogo em vez do silêncio. Em quase 50 anos de atividade, a banda chegou a praças, teatros e estádios do mundo inteiro com mais de 1.500 espetáculos e eventos, centenas de tournées, 69 álbuns em 9 línguas. Até hoje são 147 as cantoras, musicistas, atrizes, dançarinas e técnicas que fizeram parte do Gen Verde, cuja contribuição profissional deu vida a produções artísticas diversificadas cujos gêneros circulam dos concertos ao vivo ao musical, não esquecendo a atividade didática e formativa dirigida aos jovens, através de workshops e cursos específicos. 01_StartNowSOMuito trabalho para preparar o projeto, dias intensíssimos ao vivê-lo, mas depois, o que fica? Perguntamos isto aos protagonistas de algumas das etapas tocadas pela iniciativa em muitos países do mundo. Daquilo que nos contaram, emergem algumas notas em comum. A primeira: o atual concerto que levamos por aí, “Start Now”, dá um impulso a se relacionar com os outros num modo diferente de viver, baseado na confiança, na abertura, na atenção ao bem comum. Este estilo continua também depois, no dia a dia. A segunda: a coragem de ser os primeiros a começar a mudar o mundo ao seu redor, porque “Juntos somos mais fortes. Podemos sonhar grande se fizermos as coisas juntos”. Alguém chamou isto de “espírito de fraternidade”. A terceira nota, poderíamos chamá-la partilha: o impulso, o desejo de comunicar a outros a experiência vivida, de contagiar e envolver todos na façanha de melhorar o mundo, lá onde se está. 02_StartNowSO“Conseguimos nos relacionar melhor com as pessoas e, às vezes, inclusive influenciar outras pessoas a fazer como nós”, nos conta um adolescente. E um professor, falando dos seus alunos com os quais participou do projeto: “Souberam demonstrar que têm uma humanidade profunda que eu talvez subestimei durante anos. Não os vejo mais como jovens às vezes imaturos, mas como pessoas capazes de se lançar no jogo”. O desejo de difundir este modo construtivo de enfrentar a realidade faz florescer diversas iniciativas. Em Palermo, no sul da Itália, por exemplo, já estão trabalhando numa segunda edição de Start Now 2018. Em La Spezia, no norte, os jovens que participaram do projeto inventaram uma tarde de “lava-carros” em prol da Nigéria e um “baile a fantasia anos Sessenta” a fim de arrecadar fundos para um dispensário em Man, na Costa do Marfim. Para fazer “ouvir” a fraternidade, antes da festa, uma conexão via Skype com os amigos do país africano. 03_StartNowSOEm Huétor Tájar (Espanha), o espírito de Start Now animou a tradicional “corrida solidária”: “Entendemos – escreve uma adolescente – que a vida é mais bonita se acompanhada pelo sorriso e pela alegria”. Ainda na Espanha, em Azpeitia, o diretor de uma Escola universitária pediu para apresentar o projeto na sua Universidade. Pequenos passos com grandes horizontes, se sentindo parte de um coro onde não pode faltar a voz de ninguém. E ainda muitos efeitos, aqui e ali pelo mundo, suscitados pela partilha do projeto Start Now. Não um fogo de palha que depois se apaga deixando só lembranças e saudades, mas uma centelha que se acende, que contagia e se alastra. Chiara Favotti