6 Fev 2024 | Sem categoria
Após três anos, a Associação Città per la Fraternità (Cidades pela Fraternidade), divulgou um novo anúncio para o Prêmio Chiara Lubich pela Fraternidade, que visa promover ações de paz e fraternidade em todo o mundo. O Prêmio Chiara Lubich pela Fraternidade chega à sua XI edição neste ano. Nascido por inspiração da Associação Città per la Fraternità (Cidades pela Fraternidade), é dedicado à fundadora do Movimento dos Focolares. A Associação Città per la Fraternità, com sede em Castel Gandolfo (Roma), se une a todos os agentes promotores de paz e fraternidade para difundir no mundo, hoje mais do que nunca, a convivência harmoniosa entre o homem e o meio ambiente em todos os cantos da terra. Visa ser uma experiência de diálogo, confronto e rede entre cidades e outras entidades locais que pretende promover, no âmbito do mais vasto e complexo trabalho do tipo político-administrativo, um laboratório permanente de experiências positivas de serem difundidas, evidenciando a paz, os direitos humanos, a justiça social para focar o máximo possível a fraternidade como paradigma político. O concurso é voltado principalmente para entidades locais (províncias, regiões, etc.) de qualquer parte do mundo. Também serão admitidas candidaturas provenientes de entidades locais, organizações ou pessoas que indiquem outras administrações territoriais em todos os continentes. O prêmio, uma escultura original que retrata a fraternidade, será entregue, avaliando a atuação de um projeto ou uma iniciativa que, ao longo do seu ciclo de vida, represente a variação de um ou mais aspectos do princípio da fraternidade aplicado nas políticas públicas, realizado em sinergia entre Administrações, Comunidades locais e sociedades civis organizadas. Os trabalhos em questão deverão, portanto, evidenciar aquelas atividades capazes de estimular os cidadãos a se empenhar pelo bem comum, participar da vida da comunidade civil e favorecer o crescimento de uma cultura de cidadania ativa e inclusiva. Os participantes poderão apresentar seus projetos (escritos, em hipertexto e/ou multimídia ou audiovisual) até o dia 29 de fevereiro de 2024. Além de premiar o vencedor, o júri poderá atribuir um ou mais reconhecimentos especiais e/ou menções honrosas a outros projetos que sejam particularmente distintos como experiência de fraternidade universal na comunidade local. Para saber como proceder e ter mais informações, é possível baixar o documento no link seguinte ou consultar a página da Associação Città per la Fraternità (cittaperlafraternita.org)
Maria Grazia Berretta
2 Fev 2024 | Sem categoria
No dia 26 de janeiro, o prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, cardeal Michael Czerny, foi até a Alemanha, em Aquisgrana, para receber o prêmio Klaus Hemmerle 2024. Na sexta-feira, 26 de janeiro de 2024, aconteceu na Catedral de Aquisgrana (Alemanha), a 11ª edição do prêmio Klaus Hemmerle, a premiação que o Movimento dos Focolares confere a cada dois anos desde 2004 a pessoas que, como o ex-bispo de Aquisgrana, trabalharam para construir pontes na Igreja e na sociedade. Este ano, a 30 anos da morte de Klaus Hemmerle (1929-1994), quem recebeu esse importante reconhecimento foi o cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
O prêmio foi entregue pelo reitor da Universidade de Filosofia de Mônaco, o professor doutor Johannes Wallacher, que destacou em seu discurso os serviços prestados por Czerny para o desenvolvimento teológico e o seu comprometimento na atuação sociopolítica da Doutrina Social da Igreja, no contexto de várias tarefas e das fases de sua vida. Também falou da “visão de fraternidade global como um sinal dos tempos e chave central para encontrar respostas às necessidades atuais”, uma visão pela qual Czerny se empenhou e é um modelo que motiva.
Em sua decisão, “o júri sublinhou o empenho incansável do cardeal Czerny em favor da dignidade humana e dos direitos humanos, seu convite a “aceitar as diferenças e aprender com as outras culturas” para construir “um mundo mais justo”, dedicação pela qual também o núncio apostólico da Alemanha, Sua Excelência Monsenhor Nikola Eterović, mostrou gratidão. “A fraternidade de todos os homens é o tema que guia o papa Francisco”, afirmou o bispo de Aquisgrana Helmut Dieser ao definir o cardeal Czerny como “um sustento e um pioneiro nesse empenho”. A presidente do Movimento dos Focolares, Margaret Karram, também parabenizou o cardeal Czerny por meio de uma mensagem que foi lida durante a cerimônia, destacando o empenho significativo dele na construção de uma cultura de unidade e de diálogo, reconhecendo-o como aliado no esforço de mediar conflitos e de promover a solidariedade recíproca.
No seu discurso, o cardeal Czerny se concentrou no magistério social do papa Francisco por uma transformação socioecológica, citou diversos textos da Doutrina, que considera, hoje, à vanguarda e disse estar de acordo com o papa, que em sua encíclica “Fratelli tutti”, pediu que substitua-se a “cultura do usar e jogar fora” pela cultura do encontro. “Devemos voltar nossa atenção do lucro para a prosperidade, do crescimento econômico para a sustentabilidade, e da materialidade para a dignidade humana”, afirmou, destacando a importância de “repensar o conceito de progresso e de restaurar um senso de comunidade”, um caminho que leva do “eu” ao “nós”. Na conclusão, agradeceu aos presentes por seu “papel crucial em dar forma a novas lógicas que podem proteger o nosso frágil ambiente e dar poder às nossas comunidades fragmentadas”. Receber esse prêmio foi, para ele, um encorajamento para “continuar a concentrar todas as forças existentes do bem no sentido de um desenvolvimento holístico, a serviço e benefício de toda a família humana”.
Andrea Fleming Foto di Martin Felder
31 Jan 2024 | Sem categoria
Deus nos criou para que sejamos participantes da sua vida, para amá-lo e sentir seu amor. Em particular, ao colocar os irmãos ao nosso lado, convida-nos a sair de nós mesmos, a reconhecer as necessidades dos outros e a usar esse mesmo Amor para apoiar e encorajar a todos. Do Benim Nos oito meses que passamos no Benim, com a ajuda de amigos da Europa, conseguimos suprir as necessidades mais prementes dos nossos vizinhos: fornecemos alimentos, pagamos a matrícula escolar de algumas crianças, incluindo material escolar, adquirimos medicamentos… Trabalhamos para melhorar a sorte de quem estava sem trabalho e viveu em situações extremas, convencido de que só o amor pode promover qualquer progresso humano. Num fim de semana de novembro passado, conhecemos a comunidade, cerca de uma centena de pessoas que vieram de longe, com sacrifício. São ocasiões importantes, em que é possível criarmos juntos o esboço de uma nova sociedade nova. Anteriormente, alguns fizeram cópias da Palavra de Vida para distribuí-las aos outros junto com os convites, outros se disponibilizaram para refeições comunitárias. A maioria das famílias chegou com muita vontade de aprofundar a vida do Evangelho, uma vida que tem Jesus presente entre nós como seu Mestre. (Um casal de Paris – Benim) No trem Em pé no trem lotado, de repente, percebo que um homem idoso à minha frente está se sentindo mal, apoiado por uma mulher que deve ser sua esposa. Aproximo-me para medir seu pulso: é arrítmico. Peço aos viajantes que estão por perto que se afastem para lhe dar ar, desabotoo a gola da camisa e o faço deitar. Há agitação entre os passageiros, interessados no estado de saúde do idoso. Chega também o condutor do trem e convido-o a chamar uma ambulância e, apresentando-me como médico, tranquilizo tanto o senhor quanto sua esposa: “Foi só um desmaio, uma crise”. Na primeira parada, com a ambulância já fora da estação, o senhor já recuperou a cor. Tranquilizo a enfermeira e o médico que entretanto chegaram, acompanho-os depois, com o idoso deitado na maca, até à ambulância, entre os agradecimentos “corais” dos viajantes e do condutor do trem. Retomei minha jornada, vendo com alegria quanta participação humana minha simples intervenção desencadeou em tantos estranhos, que se tornaram – mesmo que por pouco tempo – “vizinhos” daquele homem. (C.F. – Itália) A conferência Eu estava passando por um momento ruim tanto no trabalho quanto em casa. Sentia-me desmotivado e impotente. Para agradar minha esposa, acompanhei-a a uma conferência que não era do meu interesse. Mas ao ouvir o orador que falou sobre um teólogo russo, fiquei impressionado com a sua afirmação de que tudo o que é movido pelo amor por alguém é criativo. Então refleti sobre a minha vida, sobre o trabalho no banco que se tornou repetitivo, sobre as relações com colegas cansados de carreirismo e desconfiança. O que significou para mim ser criativo em tal ambiente? No dia seguinte, na forma como tratava os clientes, procurei acrescentar uma palavra extra, uma cortesia, um sorriso; e quanto aos colegas, interessei-me por eles, pedi notícias dos filhos, de um familiar que eu sabia que estava doente… e onde tudo me parecia cinzento, o sol voltou lentamente. Naturalmente também quis saber mais sobre aquele teólogo, Solov’ëv, que, como um irmão mais velho, me “despertou”, ajudando-me a chegar aos outros com a criatividade do amor. (ZW – Polônia)
Por Maria Grazia Berretta (extraído de Il Vangelo del Giorno, Città Nuova, ano X– n.1° janeiro-fevereiro de 2024)
31 Jan 2024 | Sem categoria
No dia 18 de janeiro de 2024, alguns jovens de vários países, do Centro Internacional do Movimento dos Focolares, acompanhados de seus responsáveis, visitaram o escritório dos jovens do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, para apresentar o próximo Genfest. O dia 18 de janeiro contou com um encontro de grande enriquecimento do qual participaram alguns jovens de várias nacionalidades do Centro Internacional do Movimento dos Focolares no escritório dos jovens do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Quem os acolheu foi o padre João Chagas, responsável pelo escritório, Gleison De Paula Souza, secretário do Dicastério, e todo o time. O objetivo desse encontro era apresentar o próximo Genfest, o evento mundial promovido pelos jovens do Movimento dos Focolares, que acontecerá em julho de 2024, no Brasil, e envolverá, na primeira fase, também outros países da América Latina.
“Durante esse encontro, tivemos a oportunidade de compartilhar as nossas experiências pessoais mais importantes em vista do Genfest 2024”, nos conta Mariane (Brasil). “Além disso”, continua, “tive a percepção de que nos encontrávamos em um ambiente acolhedor que refletia a diversidade e a intercultura que caracterizam também a nós, do Centro internacional do Movimento dos Focolares”. “Foi a primeira vez que participei de um encontro no Vaticano”, disse Sole, representando todos os jovens da Ásia. “Antes, eu achava que a Igreja era séria e autoritária. Em vez disso, me tocou esse desejo de escutar a voz dos jovens.” Depois das apresentações e os primeiros momentos de troca, os jovens tiveram a oportunidade de confrontar vários temas juntamente às pessoas presentes. “Os membros do escritório, junto com o pe. Chagas, nos falaram sobre o trabalho desenvolvido para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que ocorreu em 2023 em Lisboa (Portugal)”, conta Maria José (Venezuela), “e nos convidaram a contar como foi essa experiência para aqueles de nós que conseguiram participar. No fim, contamos sobre o nosso trabalho para o Genfest nas suas diversas fases. O que mais me tocou foi sentir a atmosfera de uma família. Mostraram ter uma grande confiança no projeto que estamos tocando. Temos a consciência de que há desafios, mas isso também é uma riqueza que nos convida a ir em frente”. “Juntos para cuidar” é o tema escolhido para o próximo Genfest, e justamente o conceito de “juntos”, de “sinodalidade”, tornou-se um ponto de grande reflexão durante esse encontro. “Durante esse diálogo”, conta David (Venezuela), “o secretário Gleison De Paula Souza mencionou o Evangelho de Marco (Mc 10:46-52), no qual se fala sobre o cego Bartimeu. Ele usou essa passagem bíblica para falar da sinodalidade, de andar em direção àqueles que são rejeitados para acolhê-los e fazer com que se sintam amados. Eu tinha a sensação de que Deus estava me dizendo: ‘Esse é o caminho que devemos seguir. Além disso, acho que, a cada dia, podemos encontrar pessoas inspiradas pelo Espírito Santo e, como Igreja, devemos estar abertos a escutar tudo aquilo que vem também de fora. Essa é a sinodalidade’.”. Já na experiência de Masha (Rússia), que pertence à Igreja Ortodoxa russa, a sinodalidade é caminhar juntos na diversidade, sem medo: “É ir ao encontro do próximo, encontrar uma linguagem comum, que vem diretamente do coração de cada pessoa; é ir ao encontro de um irmão ou irmã de crença diferente, ou sem uma crença, mas sem esforços. Somente com o desejo de testemunhar e caminhar. Não haverá futuro se não fizermos esse caminho juntos”. Na conclusão desse momento, o padre João Chagas, responsável pelo escritório, expressou a sua alegria por esse momento de trocas tão participativo e vivo, um momento que o enriqueceu pessoalmente. Compartilharemos no vídeo a seguir algumas impressões e os seus votos para o próximo Genfest.
Maria Grazia Berretta
https://youtu.be/ul4JF7f8Zg8
24 Jan 2024 | Sem categoria
Era o dia 24 de janeiro de 1944 quando Chiara Lubich descobre que este será um ponto importante da espiritualidade da unidade: Jesus que experimenta na cruz o abandono por parte do Pai, expressão máxima do amor. Após 80 anos daquele dia, compartilhamos algumas palavras de Chiara sobre o significado de “Jesus Abandonado”. https://youtu.be/cxYyjc1G51E