Movimento dos Focolares
Na casa de Chiara “Luce” Badano

Na casa de Chiara “Luce” Badano

Nos dias 06 e 07 de março de 2022, a presidente e o copresidente do Movimento dos Focolares estiveram em Sassello (Itália), cidade natal da beata. Foi um encontro íntimo e pessoal com Chiara Luce e com a Fundação que cuida e promove a memória dela. Tem um antes e depois da passagem por Sassello, cidade natal de Chiara “Luce” Badano, na província de Savona (Itália). Certamente, pode-se conhecer a jovem beata por livros, documentários ou pela maciça presença nas mídias sociais, mas se tiver a sorte de poder ir a Sassello, tudo muda, porque no campo-santo, ou por meio de sua mãe Maria Teresa e seus amigos-testemunhas, o relacionamento com ela passa imediatamente a outro plano: aquele do encontro pessoal. E foi isso que aconteceu nos últimos dias 06 e 07 de março também com Margaret Karram e Jesús Morán, que foram para lá: uma das primeiras viagens fora da sede da presidente e do copresidente do Movimento dos Focolares, a um ano da assembleia que os elegeu. Uma visita particular, que nasceu do desejo de encontrar Chiara Luce, mas não só isso. “Nesses dias, compreendi como Chiara Luce é extraordinária; as raízes da sua santidade”, comentou a presidente que pôde abraçar Maria Teresa Badano, conhecer o bispo de Acqua, monsenhor Luigi Testore, e encontrar os membros da Fundação Chiara Badano. Foram dias importantes, vividos em um clima de crescente afeto, diálogo e partilha para a reconstrução de relações de confiança, colaboração e olhar comum sobre numerosos desafios e projetos futuros. Uma visita rápida, certamente marcada pelas preciosas “minilembranças” de Maria Teresa, que recordava o cotidiano de Chiara Luce, como a sua constante e total abertura em acolher qualquer um que fosse visitá-la até o último dia de sua vida. No campo-santo, em um face a face com Chiara, “lhe confiamos antes de tudo a paz na Ucrânia e nos muitos lugares onde os conflitos não estão sob os holofotes da mídia”, disse Jesús Morán, “e todos os jovens para quem ela é um modelo extraordinário e extremamente necessário, hoje mais do que nunca”.

Stefania Tanesini

Notícias do focolare da Ucrânia

Donatella Rafanelli conta a Maria Chiara Biagioni da agência SIR (Servizio Informazione Religiosa) sobre a vida da comunidade do Movimento dos Focolares na Ucrânia nesses últimos dias. Foi uma viagem de 29 horas por Kiev. “Agora o nosso sonho é voltar para lá.” Uma viagem de 29 horas para sair de Kiev e chegar a Mukachevo, uma cidade no oeste do país. Trânsito nas estradas, filas longas nos caixas eletrônicos e nos postos de gasolina, carros armados e pessoas pela estrada pedindo carona. Quem conta ao SIR o que aconteceu pelo “caminho” das pessoas que estão deixando suas casas é uma italiana de Pistoia, Donatella Rafanelli, focolarina, que, desde 2019, mora em Kiev na comunidade do Movimento dos Focolares fundado por Chiara Lubich. “Estávamos em Kiev quando, na quinta de manhã, muito cedo, nos ligaram para dizer que fizéssemos logo nossas malas porque estavam atirando a 70 quilômetros da capital”, conta Donatella. “Não sabíamos o que fazer porque para todos nós era a primeira vez que nos encontrávamos em uma situação como essa. Então, fomos procurar o refúgio mais perto da nossa casa e nos indicaram um estacionamento subterrâneo. Voltamos para casa e ligamos para a embaixada italiana em um número de emergência e nos disseram para ficar em casa e ir ao refúgio somente se acionassem o alarme.” Parecia tudo normal. As pessoas estavam falando sobre a possibilidade de um ataque a Kiev há dias, “mas quando aconteceu, a primeira coisa que fizemos foi nos olhar nos olhos. Dissemos: estamos aqui, estamos em guerra. E rezamos. Pedimos a Jesus que nos desse força e paz”. Dali em diante foi sempre uma corrida contra o tempo. “Colocamos juntas três coisas em um carrinho. Levamos pouquíssima bagagem, somente o necessário e os documentos pessoais. Procuramos logo uma passagem de trem para poder ir para oeste, mas estavam esgotadas. O aeroporto estava fechado. Então, decidimos ir de carro.” As estradas para sair de Kiev estavam bloqueadas. “Havia filas longuíssimas nos bancos para sacar dinheiro e nos supermercados. Levamos muito tempo principalmente para sair da cidade. Paramos duas vezes para abastecer. No primeiro posto, ficamos uma hora na fila. E justamente ali, enquanto esperávamos, ouvimos os disparos. Foi muito forte. Ficamos imóveis, em silêncio.” Ao retomar o caminho, pela estrada via-se os carros armados e as pessoas que pediam carona. No trajeto, os celulares não paravam de enviar e receber mensagens e ligações: de quem havia partido, de quem havia decidido ficar. As ligações também serviam para dar notícias e colocar as pessoas que estavam fugindo em contato com as comunidades do Movimento dos Focolares na Eslováquia e na Polônia, que se disponibilizaram para nos acolher. “Só enquanto viajávamos”, confidencia Donatella, “nos demos conta do que havia acontecido. Não estávamos no carro para ir a um compromisso ou viajar. Estávamos deixando uma cidade, a nossa casa. Nunca gostaríamos de ter ido embora. Mas entendemos que era impossível ficar lá”. Em Mukachevo, Donatella e seus companheiros de viagem foram acolhidos por um sacerdote em uma paróquia e pela comunidade do Movimento dos Focolares daquela cidade. “Estamos aqui na Ucrânia. E isso é importantíssimo para nós. Não fugimos. Queremos viver e ficar neste país. Ofereceram para nós mil lugares para onde ir. O fato de termos saído de Kiev é somente porque neste momento é perigoso ficar. Não fazia sentido permanecer sob os bombardeamentos. Porém, agora o nosso sonho é voltar para lá.” “A guerra? É uma loucura”, responde Donatella sem hesitar. “Porque ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa assim como a possibilidade de viver uma vida normal. Aqui, as pessoas fizeram muitos sacrifícios para comprar uma casa, guardar suas economias. E agora, com a guerra, os projetos de futuro desmoronam, os sonhos acabam. Estamos rezando para que essa loucura termine o mais rápido possível. Acompanhamos as notícias das conversas entre as delegações e os esforços que estão fazendo a nível de diplomacia internacional. Acho que a única coisa que pode nos ajudar é um milagre. E todas as notícias que chegam das pessoas que estão rezando por nós e fazendo manifestações pela paz nos fazem muito bem. Precisamos de um milagre.”

Maria Chiara Biagioni (SIR)

Ucrânia: nós continuamos a implorar o dom da paz

Um testemunho das comunidades do Movimento dos Focolares, presentes em várias cidades do país, e um convite para se unir a elas na oração planetária pela paz todas as quintas-feiras às 19h30 (horário italiano). “Neste momento dramático nós somos sustentados pela fé e o amor que estamos recebendo de todo o mundo através de mensagens, telefonemas e orações. Gostaríamos de agradecer a todos e a todas. Isto nos fortalece e aumenta a esperança de que Deus nos concederá o dom, o milagre da paz”. Com estas palavras Donatella Rafanelli, focolarina italiana, professora, que vive no focolare em Kiev, nos diz como as comunidades dos Focolares na Ucrânia estão vivendo estas horas dramáticas. “Nas últimas semanas, com a tensão crescente,” ela continua, “sentimos que estávamos vivendo um momento muito especial da nossa vida, apesar do cotidiano transcorrer como sempre. Conversando com as pessoas ao nosso redor, percebemos quanto medo, preocupação, tristeza e desilusão existem há alguns meses. Tornando-se ainda mais dramáticos, agora, com o agravamento da situação nas últimas horas”. “Nós também, enquanto comunidades do Movimento, certamente não estamos imunes a tudo isso”, explica: “Nos interrogamos e continuamos a nos interrogar sobre o que fazer nesta situação”. Estamos vivendo juntos, também estes momentos dolorosos. E somos conscientes de que não podemos fazer coisas extraordinárias ou especiais, mas podemos ouvir aqueles que estão ao nosso redor, compartilhar seus medos e preocupações, e tentar entender, a cada momento, o que é melhor fazer. Ontem o Papa Francisco convidou todos aqueles que creem e os que não professam uma fé a se unirem, em uma súplica coral pela paz, vivendo, em particular no dia 2 de março, início da Quaresma, um dia de oração e jejum pela paz. Junto com ele, outros líderes de várias Igrejas Cristãs convidam as pessoas a orar para implorar o dom da paz. No Movimento dos Focolares em todo o mundo, um time-out pela paz continua todos os dias (às 12h em cada fuso horário), um momento de silêncio e oração pela paz em todas as partes do mundo. “Aqui na Ucrânia, há um ano, todas as quintas-feiras”, diz Rafanelli, “às 19h30 (horário italiano) organizamos um momento de oração pela paz, em italiano e ucraniano, neste link .  Convidamos todos a se unirem a nós também para este momento, ao qual, nesse último período, se unem a nós muitas pessoas de vários países do mundo que almejam a paz”. O focolare na Ucrânia foi inaugurado em Kiev em maio de 2019, mas algumas comunidades do Focolare já estavam presentes no País. O carisma da unidade era, de fato, conhecido graças a muitos membros do Movimento de países vizinhos que, através de viagens e contatos, tinham difundido esta espiritualidade em várias cidades. Hoje os membros do Movimento dos Focolares, de diferentes idades e vocações, estão presentes em Mukachevo, Uzhgorod, Storozhniza, Lviv, Kiev e nos arredores.

Anna Lisa Innocenti

Nasce “Nuova Global Foundation”

Uma plataforma que liga em rede as Cittá Nuova do mundo. Primeiro evento.

A Unity Conference 2021, com o tema Innovate New Ways for Inclusion in a Divided World (Inovar Novos Caminhos para a Inclusão num Mundo Dividido), destacará questões relacionadas à construção de economias mais resilientes e inclusivas, com tópicos sobre investimento de impacto social e o impacto da mudança climática, entre outros. A conferência também marca o lançamento oficial da “NUOVA GLOBAL FOUNDATION” e espera que atraia participantes do mundo dos, mass media, dos negócios e da filantropia a partir de 21 Países ao redor do mundo.

O evento, que será realizado dia 30 de novembro de 2021 entre 13h e 15h (GMT +1), prevê a participação online e ao vivo no Centro Mariápolis em Castel Gandolfo (Roma, Itália) e, entre os relatores, contarà a presência de Margaret Karram, presidente do Movimento dos Focolares, Jesus Moran, co-presidente do Movimento dos Focolares; Rev. Kyoichi Sugino, membro do Conselho da Nuova Global Foundation; Réka Szemerkényi, economista, membro do Conselho da Nuova Global Foundation; Richard B. Tantoco, Presidente e CEO da Energy Development Corporation (EDC); Olayemi Wonuola Keri, CEO da Heckerbella Limited.

NUOVA GLOBAL FOUNDATION” é uma nova plataforma que conecta a rede global de revistas e editoras em afiliação com a Città Nuova. O seu objetivo é o de apoiar o desenvolvimento dos meios de comunicação para difundir o ideal da fraternidade universal , de um mundo unido e torná-lo realidade, inspirando milhões de pessoas.

NUOVA GLOBAL FOUNDATION” é uma organização global sem fins lucrativos, fundada pelo Movimento dos Focolares. Ela serve como uma plataforma que apóia o desenvolvimento de organizações dos medias e projetos jornalísticos que trazem à luz desafios globais, soluções para o bem comum e o desenvolvimento global humano. A NGF apóia uma rede global crescente de afiliadas nos 5 continentes e 21 cidades, trabalhando coletivamente para criar idéias e soluções e grantir o crescimento inclusivo e sustentável na nossa sociedade global.

Para informações sobre o evento e para se inscrever gratuitamente, faça o seu acesso: https://nuovaglobal.org/unity-conference/

https://www.youtube.com/watch?v=MlZAsRN5GxQ&list=PL9YsVtizqrYs9kzV8Q0iQ9WA5Kae-HLYJ