6 Dez 2013 | Focolare Worldwide
Colômbia, ao lado de tantas riquezas naturais é também um país com graves chagas sociais, entre estas a forte desigualdade entre poucos ricos e muitos pobres, numerosas famílias obrigadas a deixar suas casas e cidades por causa da violência, milhares de casos de abuso de menores…
A fundação Mundo Melhor, organização sem fins lucrativos, surgiu em Medelín, em 1996, de um grupo de pessoas do Movimento dos Focolares que encontraram no carisma da unidade a força para enfrentar as emergências sociais que viam ao seu redor. Não podiam ficar indiferentes diante dessas realidades, ao contrário, procurando viver a espiritualidade de Chiara Lubich nasceram respostas concretas: diversos projetos sociais que integram ação e reflexão.

O programa de assistência à infância, por exemplo, oferece educação integral a crianças de 2 a 5 anos em condições de vulnerabilidade.
O programa de integração social dá assistência aos indígenas procurando construir alternativas e projetos que permitam inseri-los no tecido social e no mundo do trabalho. Nessa mesma direção vai o programa de inserção no mundo do trabalho, com a oferta de uma formação profissional e de assistência nas localidades de proveniência.
O programa sobre direitos humanos desenvolve estratégias para reforçar o exercício dos principais direitos das crianças e suas famílias.
Atualmente a Fundação tem 155 empregados, entre nutricionistas, psicólogos, professores e pessoal administrativo, auxiliando cerca de 2 mil crianças e 400 moradores de rua.
Steve Carty e sua esposa, Sandra – peruanos, com dois filhos – dedicam-se em tempo integral a este trabalho educativo e social. “O nosso desafio transcende o ativismo – afirma Steve – porque compreendemos que a primeira grande revolução social nasce no coração de cada pessoa”.
Hoje a Fundação Mundo Melhor é uma instituição reconhecida como um válido interlocutor pelo mundo político, artístico, social e esportivo; é parceira de outras organizações que a escolheram pela sua transparência e atenção ao outro, no espírito da fraternidade. Recebeu reconhecimentos importantes da prefeitura de Medelín, das autoridades regionais e do Senado da República da Colômbia. Recentemente assinou um acordo com o Clube UNESCO Heritage, com sede em Valencia, na Espanha.
5 Dez 2013 | Focolare Worldwide

«A revolução social, no início de uma nova era, começou por uma menina de 15 anos. Mas uma revolução integral, isto é, que compreendesse não somente o corpo, mas também o espírito, não só o tempo, mas também a eternidade. Essa menina chamava-se Maria. Uma hebreia, de um vilarejo desqualificado de onde todos acreditavam que não poderia sair nada de bom: Nazaré.
No início da grande mudança houve, portanto, uma mulher. Vivia num barraco, conhecia a miséria das famílias amontoadas em grutas, em grande sacrifício. Participava da profunda e impetuosa sede de justiça social do seu povo.
No ventre dessa menina germinou o artífice da revolução social. O filho de Deus estava para nascer homem, como filho de Maria. A pureza perfeita estava se encarnando com o sangue puro daquela mesma pureza; na pessoa dela tudo era digno, e nela não podia existir sombra da culpa original.
Ora, essa menina, que em si mesma já significava a mais avassaladora revolução, sendo a mais humilde das criaturas tinha sido escolhida para a mais alta das funções, e sendo a mais desconhecida das mulheres devia tornar-se a mulher mais invocada das gerações.
Serva humilde e ao mesmo tempo coração forte. Apoia-se à potência de Deus. É a mulher perfeita: a mulher completa. Sem mancha e sem medo. Pronta ao sacrifício, mas segura da justiça, completamente amor e, por isso, totalmente liberdade.
A sua beleza envolveu a mulher numa nova luz, que revelou-se no seu rastro. Nos séculos, Nossa Senhora elevou a mulher, colocou numa luz divinizadora a função da mãe. A sua doce maternidade é tão universal que em todos os tempos os povos a chamaram Nossa Senhora. Depois que o Pai colocou a Mãe entre nós a convivência passou a ter uma atmosfera de casa, e estar nela é uma festa.
Já que a degeneração da humanidade começou com uma mulher, quando o Criador quis purificar os homens escolheu ainda uma mulher, e a partir dela recomeçou. Escolheu Maria de Nazaré, uma mulher sem mancha».
Igino Giordani in: Le Feste, Sociedade Editora Internacional, 1954.
5 Dez 2013 | Focolare Worldwide
Levar à própria diocese e à própria Igreja a riqueza da experiência feita: esta a intenção dos 33 bispos ortodoxos, de antigas Igrejas orientais, anglicanos, metodistas, luteranos e católicos de diferentes ritos, na conclusão do 32º Congresso ecumênico promovido pelo Movimento dos Focolares e realizado em Jerusalém de 18 a 22 de novembro. Aprofundamentos teológicos e espirituais, mas também um fraterno e sincero intercâmbio de experiências entre os bispos, contribuíram para aprofundar o tema do Congresso, “A reciprocidade do amor entre os discípulos de Cristo”.
Um momento central foi o pacto estabelecido entre eles de buscar constantemente viver relações baseadas no Mandamento Novo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, porque “disso todos saberão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13,31-35). Foi escolhido um local muito significativo, a capela do “Gallicantu”, localizada no caminho que leva do Cenáculo à torrente do Cedron, lugar que, segundo a tradição, Jesus percorreu depois da última ceia. Lugar, portanto, ligado ao Seu mandamento do amor e à oração ao Pai pela unidade entre os seus.
O Patriarca latino S. B. Faoud Twal recebeu um grupo de bispos durante a preparação do Congresso. Relevante também o encontro com o Patriarca grego-ortodoxo de Jerusalém, Theophilos III. Ele considerou como uma benção a vinda dos bispos a Jerusalém. “Para os cristãos da Terra Santa – salientou – é um encorajamento encontrar bispos unidos, ainda que de diferentes Igrejas. É também um forte apoio para nós, porque sinal evidente de que não fomos esquecidos. Vocês não apenas falam de diálogo, mas são um diálogo vivo”.
Foram aprofundados dois recentes documentos de teor ecumênico: “A Igreja rumo a uma visão comum”, da Comissão de Fé e Constituição do Conselho ecumênico de Igrejas, e o documento da comissão conjunta das Igrejas luterana e católica: “Do conflito à comunhão”, em vista do jubileu dos 500 anos da Reforma.
Os bispos foram também informados sobre a experiência de comunhão e colaboração de “Juntos pela Europa”, que reúne cerca de 300 movimentos e comunidades cristãs de várias Igrejas em atividades comuns, no respeito das respectivas peculiaridades. O projeto “Juntos pela Europa” é considerado por especialistas como uma real esperança, porque expressão do assim chamado ecumenismo da vida, que o Concílio considerou como base de qualquer outro tipo de ecumenismo.
No dia 21 de novembro os bispos expuseram a sua experiência de comunhão, já decenal, a 120 pessoas, entre as quais personalidades religiosas, representantes de movimentos e comunidades de várias Igrejas presentes na Terra Santa. Conheceram também, por sua vez, iniciativas construtivas promovidas muitas vezes por leigos, para melhorar os relacionamentos entre as Igrejas e com as comunidades não cristãs de seu país.
As visitas de cada dia a algum dos lugares sagrados tornaram presente a vida de Jesus. De modo especial em Belém, onde estava reunida a comunidade local do Movimento dos Focolares, que fez experimentar a todos a luminosa presença de Jesus no mundo de hoje.
Video: http://www.fmc-terrasanta.org/pt/ecumenismo.html?vid=5291
3 Dez 2013 | Focolare Worldwide
Um impulso considerável para o movimento ecumênico. Foi a impressão do secretário-geral do CEI, pastor Rev. Olav Fykse Tveit, na conclusão dos trabalhos da 10ª Assembleia Geral do Conselho Ecumênico das Igrejas, que se realiza de 7 anos em 7 anos.
Foram 2.760 os participantes inscritos (delegados de Igrejas, conselheiros, organizações partners, visitantes, jornalistas e hóspedes), mas cerca de 5.000, muitos da Coreia, participaram nesta experiência ecumênica única. Estiveram presentes, entre outros, Karekin II, Patriarca e Catholicos supremo de todos os armênios e o arcebispo de Canterbury, Welby. O Patriarca ecumênico Bartolomeu I mandou uma mensagem audiovisual.
A Igreja católica, mesmo não sendo membro do Conselho ecumênico das Igrejas, colaborou ativamente através de uma delegação do Pontifício Conselho para a unidade dos cristãos, que esteve em Busan. O cardeal Kurt Koch leu a mensagem do Papa Francisco.
Representaram o Movimento dos Focolares – convidado como consultor juntamente com outros movimentos, grupos e realidades ecumênicas – Joan Back, do Centro Uno, secretaria internacional para o diálogo ecumênico dos Focolares, e Peter Dettwiler, pastor reformado suíço, encarregado pelo ecumenismo da Igreja reformada no cantão de Zurique.
A colaboração dos Focolares com o CEI começou em 1967. Chiara Lubich foi convidada três vezes a ir à sede de Genebra para partilhar a espiritualidade da unidade, que ainda hoje é reconhecida pela sua importante contribuição, como afirmou o Rev. Tveit, ao agradecer à presidente dos Focolares, Maria Voce, pela mensagem enviada.

Joan Back e Peter Dettwiler (no centro) com um grupo de participantes
“Uma formidável atmosfera de fraternidade entre as Igrejas – salientou Joan Back. Mesmo se não partilhamos posições idênticas em matéria de eclesiologia ou moral, podemos encontrar-nos, rezar e também trabalhar juntos”. Foi apresentado um documento de grande importância: “A Igreja: rumo a uma visão comum” elaborado pelo Departamento Fé e Constituição, um texto de confluência redigido por teólogos de Igrejas com eclesiologias muito diferentes.
Os desafios para o ecumenismo evidenciados são: migração, novas gerações, mundo multirreligioso e crescimento da realidade pentecostal. Nas declarações oficiais da Assembleia alguns destes temas são abordados. A mensagem conclusiva indicou a prioridade para os próximos 7 anos: “caminhar juntos numa peregrinação pela justiça e pela paz”. A mensagem reflete o espírito do evento e os compromissos assumidos que “compreendem sempre as três tarefas: serviço, testemunho missionário e reflexão teológica”, explicou Walter Altmann, pastor luterano no Brasil e moderador cessante do Comitê Central.
Na conclusão, os 150 componentes do Comitê Central há pouco estabelecido, elegeram por unanimidade a anglicana Agnes Abuom, de Nairobi (Quénia), como moderadora.
30 Nov 2013 | Focolare Worldwide, Senza categoria
Dominga, uma voluntária do Movimento dos Focolares em Valencia (Venezuela), há muitos anos administra um restaurante popular para os idosos do bairro onde mora. Esta iniciativa nasceu com a intenção de que as pessoas da terceira idade que se encontram na pobreza possam ter uma alimentação adequada em um ambiente acolhedor. Os idosos chegam já de manhã e podem conversar, jogar dominó ou assistir televisão, mas, sobretudo, eles encontram um ambiente no qual recebem cuidados com muita atenção.
Dominga se ocupa atenciosamente dos idosos que frequentam o restaurante e quando algum deles deixa de frequentá-lo, ela vai visitá-los e, frequentemente, os encontra em situação de abandono e sem possibilidades de locomover-se.
Ultimamente, por conta do atraso no recebimento dos gêneros alimentícios para preparar as refeições, os idosos queriam organizar-se para promover um protesto na sede do governo regional, para demonstrar que, naquele restaurante, eles não recebem somente alimento, mas são acolhidos e amados pessoalmente.
Neste ínterim, foi nomeada uma nova coordenadora para os restaurantes populares. Assim que assumiu a função ela cancelou alguns idosos da lista dos beneficiados do restaurante, afirmando que, quando havia feito a sua inspeção eles não estavam presentes e que, portanto, pagava-se por pessoas que não recebem o serviço.
Dominga, impulsionada pelo amor àquelas pessoas, explicou com firmeza que os idosos os quais se tinha a intenção de retirar a prestação do serviço eram justamente os mais fracos e mais necessitados, justamente porque têm graves problemas de saúde e que ela mesma se incumbia de enviar as refeições às respectivas casas por meio dos familiares deles.
A lista da coordenadora serviria também para incluir aquelas mesmas pessoas em uma nova aposentadoria do governo federal e, portanto, excluí-los poderia significar uma grave injustiça.
Em outra ocasião um indigente chegou ao restaurante e queria receber uma refeição. Naturalmente as refeições são oferecidas somente a quem está registrado, mas, Dominga, não queria fechar a porta àquela pessoa. De fato, ela aprendera de Chiara Lubich e das suas primeiras companheiras, que Jesus está presente em cada pobre. E assim o recebeu na própria casa, onde ele tomou banho, recebeu roupas limpas e, depois, Dominga lhe ofereceu a refeição.
Ela ainda nos conta: “Um dia começou uma briga entre dois senhores e eu procurava acalmá-los, mas, sem êxito. Lembrei-me então de uma frase que ouvira na igreja: ‘Onde existe paz e amor Deus está presente!”. Eu a disse e eles imediatamente fizeram silêncio e se acalmaram!”.
Nestas últimas semanas surgiram dificuldades com os documentos para a declaração do Imposto de Renda que o restaurante, sendo uma associação sem fins lucrativos, deve apresentar. O processo não é muito simples. Recentemente, uma pessoa de boa vontade, sabendo que os idosos são bem tratados naquele restaurante, ofereceu-se para ajudar no complexo trabalho destes documentos, todas as vezes que Dominga precisar.
29 Nov 2013 | Focolare Worldwide
As narrativas têm o sabor das histórias de família e uma presença do divino que encanta e edifica, pela sua limpidez e simplicidade; relatam os “primeiros tempos” do Movimento dos Focolares com a voz de Vittoria Salizzoni, uma das primeiras companheiras de Chiara Lubich. Testemunham, na origem, a aventura de quem acredita no Amor e por ele deixa tudo, em meio à destruição da guerra. Era a terceira de oito irmãos, mais conhecida como Aletta, e no livro lançado por Città Nuova, ela conta:
«Minha irmã, Agnese, para ir ao trabalho no centro da cidade passava todos os dias pelo “buraco dos frades”, um abrigo antiaéreo cavado na Praça dos Capuchinhos, onde, quando havia alarmes, às vezes encontrava Chiara Lubich com outras moças, lendo o Evangelho e falando sobre ele. Agnese ficou fascinada por aquele novo modo de falar, pela alegria contagiosa delas, e falou-me sobre isso, mas não lembro que tenha me falado dos seus ideais. Sendo assim, não sabendo quase nada, a ideia de conhecer aquelas moças não me atraía.
A insistência de uma amiga me levou a ir visitá-las, mas “só para lhe fazer um favor”. Então, no dia 7 de janeiro de 1945, cheguei à Praça dos Capuchinhos n. 2, em Trento. A primeira coisa que vi quando entrei naquela “casinha” foi uma jovem, ao lado da pia da cozinha, fazendo uma massa de pão. Ela me pareceu um anjo naquele lugar. Alguém a apresentou a mim: “É Natália, ela está fazendo pão branco com farinha verdadeira, para uma de nós que tem dor de estômago”. Aquela cena tocou-me. Gostei muito. Senti o amor.
Foi um momento decisivo na minha vida. Não sou uma pessoa que toma decisões rápidas e sou bastante sincera de natureza, mas naquele dia eu mudei totalmente. Fiquei sem palavras diante da atmosfera que encontrei. Estava encantada pela maneira como se vestiam, como se moviam. No quarto ao lado, um quarto extremamente modesto, só com os colchões, mas que eu achei muito bonito, encontrei Chiara que estava penteando Graziella. Ela estava fazendo uma grande trança que depois enrolou em sua cabeça, como uma coroa.
Fiquei observando aquelas jovens da minha idade. De repente intuí que elas haviam “entendido” Deus. A escolha delas não tinha nada de pesado, solene ou austero. A vida delas era animada por um grande entusiasmo e, sendo jovens, tudo era vivido como um grande jogo. Era, se pudéssemos dizer assim, um Deus jovem. Tudo pareceu-me grande, novo, divino. Ali havia o Amor. Deus estava lá, e eu o senti.
Um dia Chiara me explicou quanto era radical a escolha de vida que haviam feito: “Veja, a vida é breve, como um relâmpago. De um momento a outro vem uma bomba e podemos morrer. Então nós fizemos um pacto de dar tudo a Deus, porque temos uma vida só e quando nos apresentarmos diante Dele queremos ser totalmente suas. Por isso nós desposamos Deus”.
Esta frase penetrou no íntimo do meu coração. Tive a certeza que Deus me chamava a desposá-lo. Isso me deu asas, mudou a minha vida: eu também era chamada a uma maravilhosa aventura para levá-la a todos».