Movimento dos Focolares
Vittoria Salizzoni, uma biografia

Vittoria Salizzoni, uma biografia

Um livro “escrito com o coração”, o testemunho de uma das primeiras jovens que seguiram Chiara Lubich desde o princípio, em Trento, protagonistas de uma aventura espiritual que com o passar dos anos envolveu milhões de pessoas. Quando fala-se de Chiara e de suas “primeiras companheiras”, havia também ela, Vittoria Salizzoni, conhecida como “Aletta”. Fazia parte daquele primeiro grupo, com Dori Zamboni, Graziella De Luca, Silvana Veronesi, Bruna Tomasi, Palmira Frizzera, Gisella e Ginetta CalliariNatalia DallapiccolaGiosi GuellaValeria RonchettiLia BrunetMarilen Holzauser.

Aletta viveu os primórdios dos Focolares com Chiara e as recordações, algumas inéditas, mencionadas por elas em discursos ou palestras, trazem o sabor de fatos vivenciados. Da mesma forma a narração da sua atividade, desenvolvida durante vinte e cinco anos, de impulso ao Movimento dos Focolares nos países do Oriente Médio.

Memórias com um estilo simples e espontâneo, que não pretendem traçar uma história do Movimento, mas que evidenciam a vitalidade e a coragem que marcaram eventos e viagens. Hoje com 87 anos de idade, a quem pergunta-lhe como está, ela responde: “Eu me sinto rica…”.

Transcrevemos um trecho do livro, no qual Aletta conta sobre os anos no Líbano, durante a guerra (1975-1990).

«Acreditávamos no Evangelho, em meio às bombas e ao ódio, aos feridos e aos mortos… quase um oásis de pessoas que procuravam colocar em prática o amor mútuo e a comunhão dos bens, não somente entre si, mas com outros, também com muçulmanos.

Houve uma grande ajuda recíproca; um exemplo foi a verdadeira competição para colocar em comum casas e apartamentos: muitas famílias abriram suas casas para outras que moravam em zonas mais perigosas. Aqueles que tinham casas nas montanhas ou em lugares seguros hospedavam quem havia ficado sem moradia.

Quando os víveres ficavam escassos, quem tinha pão distribuía a quem precisava. O mesmo acontecia com a água. Quem ia pegar água para si dizia aos outros: “Deem os seus baldes, vamos trazer para vocês também”. E tratavam-se de longas filas, por horas ao lado das fontes, sempre com o temor que começassem os bombardeios.

Certamente houve momentos de esmorecimento, mas o sustento espiritual recíproco tinha como consequência a ajuda material. Tudo brotava disso, e não como as sociedades de auxílio mútuo, mas como uma sociedade onde o Evangelho é vivido.

Vivíamos todos nas mesmas condições, a única coisa que podíamos fazer era amar, e isso a guerra não impediu, pelo contrário. Pode-se dizer que ela nos formou. Sentíamos o apoio constante do Movimento [dos Focolares] e a proximidade de Chiara Lubich, que nos acompanhava sempre, nos momentos difíceis e sofridos da situação libanesa».

Vittoria Salizzoni, uma biografia

De migrantes a irmãos

Eles vêm de países e culturas muito diferentes: Albânia, Ucrânia, Geórgia, Marrocos, Senegal, Romênia, Nigéria, Bielorrússia. Como muitos outros conacionais, quase sempre deixaram atrás de si os próprios familiares e situações dramáticas, na esperança de um trabalho e uma perspectiva de vida. Chegaram à Água-viva das Fontes, uma pequena cidade na província de Bari, que como outras daquela região italiana tornou-se meta ou ponto de passagem de sonhos e aspirações.

A comunidade do Movimento dos Focolares, já há muito tempo, sente-se interpelada por essa presença: “Tínhamos o desejo – escrevem – que muitos estrangeiros, migrantes, pudessem se sentir acolhidos na nossa cidade”. Começam a ter contatos pessoais, criam-se relações de amizade que superam barreiras e preconceitos: “Três anos atrás – continuam – pensamos em organizar uma festa para todos, no tempo do Natal, para que, de alguma forma, eles pudessem respirar a atmosfera da família, ao invés da solidão e da marginalização que, infelizmente, muitos provam”. Os relacionamentos se intensificaram e o encontro de Natal tornou-se habitual. “Nós a chamamos ‘Festa dos povos’, e os nossos amigos sentem-se livres para alargar o convite a outros seus amigos estrangeiros, que ficamos muito satisfeitos de receber”.

Este ano estiveram presentes cerca de cinquenta pessoas de todas as idades e de diferentes crenças religiosas. “Graças ao clima familiar já estabelecido anteriormente – ressaltam – e logo renovado, espontaneamente começaram a contar experiências vividas na chegada à Itália, colocando em comum alegrias e sofrimentos”.

A proposta de viver a “regra de ouro” – “faça aos outros o que gostaria que fosse feito a você” – como base sobre a qual construir a fraternidade universal e como ponto em comum na diversidade das religiões, foi aceita e assumida por todos, porque experimenta-se como “o amor recíproco derruba qualquer distância”. “No jantar que concluiu a festa, ao lado das comidas que a comunidade havia preparado, havia os pratos típicos das diversas regiões de proveniência, trazidos pelos nossos amigos. A maior alegria era experimentar o que significa ser uma família”.

No final, Abdul, do Senegal, convidou alguns da comunidade para participarem de um encontro de oração, numa cidade vizinha. E continuam: “Ele ficou muito feliz e surpreso quando chegamos. Lá estavam 200 senegaleses muçulmanos, descalços e sentados em tapetes, lendo o Alcorão. Abdul apresentou-nos ao chefe espiritual deles e dois dias depois, comovido, ainda nos agradecia pela nossa visita”.

Outro gesto concreto foi a abertura de um “guichê de atendimento” onde toda a comunidade trabalha para individuar exigências e colocar à disposição as disponibilidades, dando, por exemplo, aulas de italiano para as crianças e seus pais, ou ainda ajudando a resolver problemas burocráticos ou encaminhar consultas médicas.

“Esta experiência de família – concluem – e os frutos que nascem dela, nos dão a certeza de que um mundo unido não é utopia, mas uma realidade já viva entre nós”.

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Suíça: muçulmanos e cristãos em diálogo

Fathi, jovem turco que mora em Basiléia, com voz firme canta a Sura 134 do Alcorão: “Deus ama aqueles que fazem o bem!” e com este canto anunciou claramente o ponto central do tema proposto para a Jornada: o amor ao próximo. O Imã Muhammed Tas, de Basiléia narrou alguns fatos vividos durante uma semana de férias nas montanhas na companhia do pároco Ruedi Beck e outras duas pessoas: “Nós preparamos as refeições uns para os outros, decidimos juntos quando e em que local do apartamento era melhor para cada um fazer as próprias orações. Vivemos como se vive em família, onde se aprende uns com os outros. Graças a esses amigos eu aprendi também técnicas para esquiar melhor! Estamos já programando uma semana de férias durante o outono, mas, desta vez na Turquia! Abdul Jabbar Koubaisy, vice-presidente da liga muçulmana na Polônia, aprecia muito este ditado da tradição muçulmana: “Quem não sabe agradecer às criaturas, não sabe também agradecer ao Criador”. Estava presente Paul Lemarié, membro do Centro Internacional para o Diálogo Interreligioso do Movimento dos Focolares, e contribuiu falando sobre um encontro, denominado “Mariápolis” realizado na Macedônia, do qual participaram cerca de setenta pessoas entre muçulmanos e católicos e doze ortodoxos. Na conclusão do encontro, um jovem participante católico ofereceu a todos este testemunho: “Este encontro provocou em mim uma profunda transformação. Até hoje eu depositava confiança somente na fé que eu professo e rejeitava todas as outras pessoas: ateus, muçulmanos e também os cristãos ortodoxos. Hoje eu compreendi: o sol de Deus brilha sobre todos!O diálogo da Jornada realizada no dia 23 de junho, em Baar, se fundamentava exatamente nas experiências de comunidade, já possíveis pelo respeito à diversidade. Para aprofundar o tema escolhido, o Imã Mohammed Tas fez uma introdução à conversação (apresentada em DVD) que Chiara Lubich pronunciou durante o Congresso dos amigos muçulmanos no ano de 2002, em Castel Gandolfo (Roma). “O amor é uma realidade importante na nossa religião – afirmou Mohammed Tas – se uma pessoa não ama significa que há um problema no próprio coração… Yunus Emre, poeta muçulmano do século XIII, escreveu: ‘Eu te amo por amor ao Criador!’ e, com estas palavras, indicou o amor mais profundo que possa existir entre os seres humanos.E, para expressar o mesmo conceito citando as palavras de Chiara Lubich: “Trata-se do amor ao próximo, aquele amor que está presente nos vários âmbitos religiosos e culturais que toma a forma também de misericórdia, de benevolência, de compaixão e de solidariedade. Amor ao próximo que, para nós cristãos, não é simplesmente um sentimento humano, mas, enriquecido por uma centelha divina, chama-se caridade, ágape: amor de origem sobrenatural.Durante a tarde houve um tempo para as orações, realizadas em dois diferentes lugares, segundo as religiões e, depois, encontro por grupos para uma troca que resultou muito rica e profunda sobre a Arte de Amar, o perdão e a Regra de Ouro. O Imã Mustafa Oeztürk, Presidente de uma associação que da qual fazem parte algumas mesquitas na Suíça, na sua saudação final, assim se expressou: “Estamos aprendendo uma nova gramática. A tradicional inicia com “eu”, depois, “tu” e, só depois, “ele” ou “ela”. Mas, a gramática do amor ao próximo inicia com o “tu” e consta depois o “eu”. Quanto ao “ele” ou “ela”, se estão ausentes, eles têm um direito que deve ser respeitado: que deles se diga somente o bem!” Fonte: http://www.fokolar-bewegung.ch

Vittoria Salizzoni, uma biografia

Rio 2013. Rumo à JMJ

«Um convite a caminhar sobre as pegadas de Jesus, junto com o Papa». «Queremos aderir a este convite com alegria e grande disponibilidade. Onde está a Igreja, lá deve ser também o nosso lugar. A JMJ abre os nossos horizontes e muda o nosso ser, ajuda-nos a crescer na fé, portanto a ser mais fortes nas dificuldades do dia a dia, na universidade, no trabalho, em casa, e assim por diante. Deixa uma marca indelével nos corações dos jovens que participam, e temos certeza que acontecerá assim aqui também». São as considerações de Mariá e Leandro, dois jovens do Rio de Janeiro engajados na preparação do grande evento mundial. São os porta-vozes do variados compromissos assumidos pelo Movimento dos Focolares.

O que espera pelos peregrinos que estarão no Rio de 22 a 28 de julho? Serão cinco os grandes momentos coletivos:

  • 23 de julho: Missa de Abertura da JMJ Rio 2013, em Copacabana
  • 25 de julho: cerimônia de acolhida do Papa: o primeiro contato de Francisco com os milhares de jovens, dos cinco continentes, na praia de Copacabana.
  • 26 de julho: Via Sacra, em Copacabana, presidida pelo Papa do palco principal. As 14 estações percorrerão o caminho de Jesus com uma leitura atualizada aos grandes questionamentos dos jovens de hoje.
  • 27 de julho: Vigília, com o Papa, no Campus Fidei de Guaratiba. A banda internacional Gen Rosso será um dos 50 grupos artísticos que animarão este momento e apresentará partes do musical Streetlight, juntamente com 200 jovens da Fazenda da Esperança e de outras comunidades. O Gen Rosso está em turnê no Brasil desde maio passado, passando em sete cidades, com mais de mil jovens dividindo com eles o palco e um público de mais de dez mil pessoas.
  • Dia 28 de julho: “Missa do Envio”, às 10 horas, presidida pelo Santo Padre. Será a conclusão da JMJ do Rio e a ocasião para o anúncio da sede da próxima Jornada Mundial da Juventude.

A semana da JMJ é pontilhada por muitas atividades: a Feira das Vocações, onde os Jovens por um Mundo Unido estarão presentes com um estande, e muitas outras ainda, no Festival da Juventude, expressões variadas para exprimir a alegria de participar e mostrar um modo de viver a fé.

Entre os mais de 300 eventos que fazem parte do programa oficial, no dia 24 de julho haverá o espetáculo sobre “A vida de Chiara Luce”, jovem beata italiana que é uma das intercessoras da JMJ. O espetáculo está sendo preparado pelos jovens do Movimento dos Focolares do Rio de Janeiro, com amigos de outros movimentos católicos, de outras igrejas cristãs ou que conhecem pouco do cristianismo e há também uma jovem budista. Para eles este espetáculo é uma oportunidade para fazer conhecer a experiência de Chiara Luce Badano aos jovens da JMJ, ela que antes de morrer escreveu: “Os jovens são o futuro. Eu não posso mais correr, mas gostaria de passar o bastão para eles, como nas olimpíadas. Os jovens tem uma única vida, vale a pena usá-la bem”. A Editora Cidade Nova publicou o livro de Franz Coriasco sobre Chiara Luce (“25 minutos – a vida de Chiara Luce Badano”) em uma coedição com “A ajuda à Igreja que sofre”. Quinhentas mil cópias do livro serão distribuídas aos jovens da JMJ. Na noite do dia 25 de julho haverá uma vigília de oração e adoração eucarística animada pelos jovens dos Focolares.

Nesta sua passagem pelo Brasil, além da JMJ, o Papa Francisco tem uma agenda cheia de atividades. Entre elas destacam-se a visita ao Santuário de Aparecida; a inauguração do Polo de Tratamento Integrado do Hospital São Francisco da Tijuca, um centro especializado na recuperação da dependência química, um dos temas sociais da JMJ do Rio; a visita a uma favela da zona norte do Rio de Janeiro, a comunidade da Varginha.

Sobre o Gen Rosso no Brasil:

Show em Aparecida com os jovens da Fazenda da Esperança

Reportagem da Rede Globo sobre o projeto Fortes sem violência

Reportagem da Rede Globo sobre o show em São Paulo

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Prêmio Internacional para New City Filipinas

Com uma carta do dia 24 de junho de 2013 a Organização Cristã Internacional dos Meios de Comunicação (ICOM), com sede em Genebra, na Suíça, comunicou a Jose Aranas a “menção de honra na categoria do Prêmio Internacional para o diálogo inter-religioso”. “O júri – lê-se na carta assinada por Jean-Marie Scheerlink, do Comitê Diretivo ICOM – tomou a decisão considerando o valor e a importância do tema que os senhores evidenciaram.”

O prêmio internacional para o diálogo inter-religioso reconhece a contribuição dos profissionais dos meios de comunicação no campo da paz e da convivência entre pessoas de várias religiões e culturas.

New City Magazine publica artigos e aprofunda temáticas do ponto de vista da fraternidade universal. Empenha-se no diálogo inter-religioso, ecumênico e cultural. Publica entrevistas com pessoas especializadas no campo da arte, da economia, da ciência, da educação, da medicina e do mundo da cultura. Promove a convivência pacífica e o respeito pelas diferenças de credo religioso e cultural. Exerce a função de catalisador na busca da construção de uma sociedade pacífica e harmoniosa especialmente na situação das Filipinas e da inteira Ásia. Para a inscrição ao prêmio, Aranas apresentou dois números da Revista New City em e-book: a edição de janeiro de 2013, cujo artigo principal é o frágil processo de paz no sul das Filipinas, em Mindanao (para ler os artigos, acessar http://newcityph.com/archive / 1301/issues.asp), e o número do mês de junho de 2012, com o convite a uma educação rumo à cultura do diálogo: http://newcityph.com/archive/1206/ issues.asp.

O prêmio trienal ajuda a garantir a liberdade de expressão e dos meios de comunicação em toda e qualquer situação, especialmente nos contextos de pressões políticas, econômicas, de autoridades religiosas ou civis.

Eram mais de dois mil os candidatos, mas, somente vinte e cinco foram vencedores, escolhidos segundo oito categorias: Titus Brandsma, Cardeal Foley, fotojornalismo, diálogo inter-religioso, questão das mulheres, solidariedade com os refugiados e excelência no jornalismo.

A entrega dos prêmios acontecerá durante o Congresso Internacional dos Meios de Comunicação que, pela primeira vez, se realizará na América Central, na Cidade do Panamá do dia 29 de setembro ao dia 6 de outubro de 2013.

Maiores informações sobre os vencedores de todos os prêmios:

http://www.icomworld.info/aw/2013/aa.htm

Artigo original em inglês: Romeo Pelayo Vital

Tradução: Redação Web

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Van Thuan: «O meu testamento»

François-Xavier Nguyên Van Thuân (1928-2002), preso poucas semanas após a sua nomeação como bispo coadjutor de Saigon, em 1975, passou 13 anos na prisão, nove dos quais em regime de isolamento. Após a sua libertação foi presidente do Conselho Pontifício para a Justiça e a Paz. As linhas que seguem, e que podem ser consideradas como seu testamento espiritual, foram escritas em 1980, no cárcere, a 15 km de Hanói. «Filhos queridos, Encontro-me em uma nova etapa: difícil, escura, infindável. Aqui encontro também peregrinos, olho-os como amigos e vejo todos os acontecimentos como experiências inestimáveis. Porque tudo é graça. Na minha noite, povoada de silêncio e solidão, penso em todos e em cada um de vocês, ofereço-vos todos a Deus. Deus concedeu-me as horas mais belas da minha vida. Jamais as orações haviam sido tão ardentes, nem as missas mais fervorosas, nem as ocasiões mais favoráveis para unir-se ao amor de Deus, para manifestar o amor em meio ao ódio e semear a esperança no desespero. Pode-se perder tudo materialmente, mas se Deus permanece ainda temos tudo. Deus é Amor. O amor encoraja-me a amar como Deus ama. Não tenho mais nada. Mas cada dia ofereço o amor de Deus a todos no coração de Jesus e Maria. Eu estou ao lado de vocês, Amando-os e querendo-os bem, porque possuis um lugar primordial em meu coração. Deixei-vos alguma modesta experiência no Caminho da Esperança. Ireis ler os meus pensamentos mais íntimos à luz da Palavra de Deus e do Concílio. Meditem, rezem, trabalhem a fim de que o coração de vocês transborde de amor e de esperança… Preencham as lacunas e as fraquezas devidas às circunstâncias e às insuficiências. É o meu testamento, sob o exemplo de Paulo VI: «o meu programa é realizar o Concílio Vaticano II». Esforçai-vos por acender a chama da esperança no lugar onde viveis. Como João XXIII eu consagro o restante da minha vida à oração, ao sacrifício, ao serviço. Possam Jesus, Maria e José reforçar os vossos passos no caminho da esperança». Retirado de: François Xavier Nguyen Van Thuan, Viver as virtudes, Città Nuova Editrice 2012, pp 7-8