Movimento dos Focolares
A “Pessoa” na África Subsaariana

A “Pessoa” na África Subsaariana

A África ao sul do Saara, unificada no pensamento de seus povos: «Um terreno onde construir um futuro melhor – afirma Gisèle Moulatsa, do Gabão – não para ficar fechados no nosso pequeno mundo, mas para abrir-nos cada vez mais à família universal». Uma afirmação cheia de significado, na conclusão de um encontro que reuniu participantes das várias nações africanas. O que é a escola para a inculturação? Na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, Paulo VI exprimiu a preocupação pela fratura entre Evangelho e cultura, vendo nela o drama do nosso tempo. Auspiciava que esse vazio fosse preenchido abordando as várias culturas com mais interesse e atenção. A evangelização das culturas, como salientou também João Paulo II, é a forma mais profunda e completa para que a mensagem de Cristo penetre nas consciências e nos costumes das pessoas, em suas atividades, nas suas instituições e estruturas. Em sintonia com o pensamento dos Papas, em maio de 1992, durante uma viagem a Nairobi (Quênia), Chiara Lubich fundou a Escola para a inculturação, inspirada no carisma da unidade. Naquela ocasião definiu o seu objetivo: encontrar o modo de dialogar com as culturas e os valores africanos, para favorecer a evangelização entre os povos do continente. Este ano foi aprofundado o tema “A pessoa na África Subsaariana”, examinado sob a perspectiva da antropologia africana na sua raiz comunitária e segundo as especificidades das regiões geográficas do continente, na perspectiva bíblico-semítica e dos escritos do Novo Testamento, dos documentos do Concílio Vaticano II e da contribuição da espiritualidade da unidade. Os participantes puderam ainda partilhar numerosas experiências, enriquecendo de vivência os trabalhos de reflexão acadêmica. «A análise de alguns aspectos da nossa cultura à luz do Evangelho coloca-nos diante de valores divergentes, Jesus é exigente», explica Vital Muhindo, do Congo. «Os desafios existem: não é o Evangelho que deve entrar nas nossas culturas, mas as nossas culturas na lógica do Evangelho». Neste contexto Victorien Kone recordou o momento da morte de sua filha, Joëlle, aos seis anos de idade. Segundo a sua cultura a menina não podia ser sepultada porque estava ainda na expectativa de tornar-se pessoa. «Mas como não dar a ela um funeral digno? – contou o pai -. Mesmo sendo ainda pequena, espiritualmente Joëlle era muito grande! Tinha um relacionamento profundo com Chiara Lubich, era amada por todos, crianças e adultos. O funeral aconteceu, com a participação de muitas pessoas, um grande exemplo de vida. Este modo de agir surpreendeu, mas foi um testemunho que influenciou a mentalidade comum». Esta edição da Escola para a Inculturação contou com um grupo de jovens do Movimento dos Focolares de várias partes do mundo, que participaram dela para o lançamento de “Compartilhando com a África”, uma etapa do mais vasto Projeto Mundo Unido (UWP), ao mesmo tempo em que no Burkina Faso, com a Semana Mundo Unido 2013, realizava-se uma atividade no departamento de pediatria de um hospital; na Nigéria um Genfest com mil jovens – cristãos e muçulmanos – e na Costa do Marfim o Projeto Mundo Unido era apresentado à Comissão Nacional da Unesco.

A “Pessoa” na África Subsaariana

Filipinas, a caminho pelo empenho civil

Manila, capital das Filipinas, megalópole com mais de 11.0000.000 de habitantes, cidade com imensos contrastes sociais onde, há muitos anos, se luta por uma democracia igualitária e solidária, depois de decênios de forte ditadura que gerou a sempre crescente separação entre ricos e pobres.

Naquela cidade é normal que nas paróquias se concentrem inúmeras iniciativas sociais em favor dos mais indigentes. Sente-se também a necessidade de trabalhar na formação das pessoas para uma maior participação cívica e democrática visando à reconstrução do país.

O Movimento Paroquial também está presente de modo ativo no país – pessoas animadas pela espiritualidade dos Focolares que trabalham para servir a paróquia – e há muito tempo contempla nas suas atividades, programas de formação à necessidade de um empenho concreto no âmbito social, através da promoção de iniciativas que visam aspectos tais como: a solidariedade, o problema da moradia, a educação cívica e política aberta a todos.

Por ocasião das eleições para o prefeito e vice-prefeito de Manila, a paróquia de S. Roque, naquela mesma cidade, decidiu organizar um Fórum de educação e formação da cidadania à política e à participação democrática.

O Fórum, realizado no dia 20 de abril passado, foi planejado junto ao Vicariato envolvendo tanto as 48 paróquias da Diocese di Manila quanto o Ministério do Interior. O trabalho de preparação em equipe com os vários organismos interessados teve início em fevereiro passado, com a preparação do programa, dos convites e dos temas a serem abordados. O Fórum contou a com participação de 2000 pessoas, das quais 1400 eram de diversas paróquias, além de membros de ONGs, como a Associação dos Transportes, a Federação dos Vendedores, além de alguns deputados e líderes de grupos ecumênicos, grupos de professores e diretores de empresas.

Os candidatos a prefeito, vice-prefeito e a vereadores apresentaram os seus programas para o próximo triênio na administração de Manila; depois houve um momento de debate em uma atmosfera de respeito e confiança. O estilo de ataque ao adversário como estratégia eleitoral, típico desta época, deixou espaço a uma experiência de fraternidade, na qual todos – pertencentes a várias correntes políticas – ficaram satisfeitos com o resultado final.

“Eu tinha medo – declara um dos organizadores – que o evento fosse algo superior às nossas forças; ao invés, foi um sucesso”. E, entre as declarações finais: “Eu entendi qual é o programa dos candidatos e em que valores se fundamentam. Obrigado pelo trabalho de vocês”.

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“Nas asas do Espírito”

Video “Nas asas do Espírito” http://vimeo.com/65824582 © Centro S. Chiara Audiovisivi O grande abraço das colunas de Bernini não consegue conter os numerosos membros de 56 novas comunidades e movimentos eclesiais; uma minúscula representação dos cerca de 80 milhões de católicos, em grande maioria leigos, que fazem parte deste exterminado povo. É a primeira vez que eles se encontram juntos com o papa. Um imenso jardim multicor: foi assim que alguém definiu a Praça de São Pedro na ensolarada tarde de 30 de maio. A presença dos membros dos vários movimentos que com os seus carismas específicos contribuem para dar à Igreja beleza, vivacidade, credibilidade, dava realmente um surpreendente espetáculo de unidade na diversidade. Uma realidade testemunhada pelos fundadores de 4 dos mais difundidos movimentos, Chiara Lubich, Kiko Argüello, Jean Vanier, Luigi Giussani: os seus carismas provêm do mesmo Espírito; mas é uma unidade que não anula as suas diferenças, evidenciando como a vida cristã tem origem no mistério trinitário. «Nos momentos mais importantes da vida da Igreja nascem sempre numerosos carismas. Penso no Concílio de Trento. (…) Eu diria que hoje se vê que o Espírito Santo, (…) soprando na mesma direção, oferece, doa diferentes acentuações, porque a vida da Igreja é uma sinfonia, é um grande concerto e são necessários muitos instrumentos e o maior número possível de vozes». (Mons. Piero Coda) Uma grande variedade de carismas, portanto, à raiz de muitos novos movimentos eclesiais, amparados e encorajados pelo papa como a resposta providencial do Espírito Santo aos desafios do fim de milênio. No seu discurso João Paulo II não hesitou em afirmar que o que aconteceu no Cenáculo em Jerusalém há 2 mil anos, se renova esta tarde na Praça de São Pedro hoje. «À Igreja (…) o Consolador concedeu recentemente, através do Concílio Ecumênico Vaticano II, um renovado Pentecostes, suscitando um dinamismo novo e imprevisto. (…) Vocês, aqui presentes, são a prova tangível desta “efusão” do Espírito». (João Paulo II). João Paulo II reconhecendo o percurso feito até aqui pelos movimentos, os vê encaminhados rumo a uma nova etapa da maturidade eclesial na qual o seu forte e comum anúncio oferecerá uma alternativa válida à cultura secularizada que proclama modelos de vida sem Deus. «Isso constitui um capital precioso para a missão da Igreja inteira. O seu fundador não disse em vão que o testemunho de unidade é para “que o mundo creia”. A fecundidade missionária dos movimentos será potencializada se este testemunho de unidade na diversidade resplandecer a fim de que o mundo creia». (Gusman Carriquiri) Um testemunho de unidade entre todos os movimentos na perspectiva de uma nova evangelização: é a exigência de que Chiara se fez porta-voz junto do papa. «Sabemos que a Igreja e o senhor desejam a plena comunhão entre os Movimentos, a sua unidade que, de resto, já está se verificando. Mas nós queremos garantir a Vossa Santidade que, por ser a unidade o nosso carisma específico, nos empenharemos com todas as nossas forças para contribuir a realizá-la plenamente». (Chiara Lubich) Chiara assumiu esse compromisso que responde às aspirações de todos os outros líderes dos movimentos. «É importante que criemos entre nós oportunidades de diálogo, assim como construímos com pessoas de outras confissões cristãs ou a nível inter-religioso. Todos fazemos parte de algo muito maior do que os movimentos em si. Trata-se simplesmente que cada um encontre o seu lugar e saiba estar com os outros». (Jean Vanier) «Se cada um de nós compreendesse que com a contribuição de cada um que nasce, como eu espero, de um caminho que nos faz olhar para certos objetivos bem precisos, como muitos rios que concorrem para alimentar um mar, certamente nós poderemos invadir muitos outros âmbitos da cultura, muitos âmbitos da ciência, da promoção humana que muitas vezes delegamos a quem não possuía propostas convincentes para o homem e para entregá-lo a Cristo Jesus». (Salvatore Martinez) «É preciso que cresça a amizade entre os diversos movimentos. Que os movimentos se conheçam, se estimem, se amem, etc. mas naturalmente, tudo isso não se faz, não é um fato de política e de aliança (…). A minha expectativa é que o entrosamento entre os movimentos cresça e crescerá na medida em que os diferentes carismas serão envolvidos sempre mais na evangelização. Não se trata de coordenação, mas de um Espírito, de um Espírito que deve amadurecer, deve entrar, de um Espírito que se enxerta nas histórias, nas pessoas e nos movimentos diferentes». (Andrea Riccardi) Parece mesmo que esta atitude seja a melhor para responder às expectativas da Igreja e aderir eficazmente ao convite dirigido pelo papa na conclusão do histórico encontro no dia 30 de maio. «Hoje, desta Praça, Cristo repete a cada um de vocês: “Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15). Ele conta com cada um de vocês, a Igreja conta com vocês». (João Paulo II) Extraído do documentário “Nas asas do Espírito”. Os momentos eclesiais primavera da Igreja”. Produzido por ocasião de Pentecostes 1998 ©Centro S. Chiara Audiovisivi Soc. Coop. a.r.l. Todos os direitos são reservados

A “Pessoa” na África Subsaariana

Klaus Hemmerle: pela Igreja e pela sociedade

Klaus Hemmerle, ex-bispo de Aachen, foi um teólogo e filósofo de destaque, que com sua marca particular, deu uma importante contribuição para o aprofundamento doutrinal do carisma da unidade e para a sua difusão entre os bispos. A visita da presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce, a Aachen, dia 11 de maio de 2013, desenrolou-se sob o timbre da influência que D. Hemmerle teve sobre a teologia e a vida da Igreja e da sociedade. “Chiara Lubich o inspirou e deixou-se inspirar por ele”, afirmou Maria Voce ao descrever o relacionamento entre o teólogo e bispo alemão e o Movimento dos Focolares. A própria Chiara o elencou entre os seus cofundadores.

Durante a manhã Maria Voce foi convidada para uma visita privada ao atual bispo de Aachen, D. Heinrich Mussinghoff. Em seguida foram juntos à catedral para visitar o túmulo de Hemmerle. À tarde, na antiga residência de Hemmerle reuniu-se um pequeno grupo de membros do Comitê Central dos católicos alemães (que congrega as associações leigas), teólogos e ex-colaboradores seus.

Matthias Sellmann, docente de teologia pastoral em Bochum, e Claudia Lücking-Michel, vice-presidente do Comitê Central e secretária geral da Obra de Cusanus – associação que distribui bolsas de estudo para estudantes com merecimento – apresentaram duas breves palestras sobre a figura de D. Hemmerle. Na segunda parte foram escutados testemunhos dos participantes sobre contatos pessoais tidos com ele.

O seu pensamento teológico e a sua influência sobre o nosso trabalho no comitê dos leigos alemães produziram frutos muito além da sua vida terrena”, declarou Claudia Lücking-Michel que, embora tendo encontrado-se com Hemmerle uma única vez, aprofundou o seu pensamento. O descreveu como um construtor de pontes em muitos níveis, que a estimulou a refletir sobre o sentido da vida e da morte.

Um mestre precioso, que ensinou um cristianismo convincente, foi a definição de Hemmerle dada por Matthias Sellmann, salientando o seu pensamento pluralista. Em sua opinião foi um pensador de vanguarda: “Colocou-se sempre na posição de quem aprende e estava convencido de que a matéria teológica tinha sempre mais de uma fonte. Hemmerle conseguia explicar a Trindade de tal modo que fazia nascer o desejo e o gosto em vivê-la!”. Um grande sábio, assim o descreveu ainda, que conseguiu explicar grandes teoremas de maneira simples.

“Somos gratos por tê-lo tido entre nós e talvez só no futuro conseguiremos decifrar a dimensão da sua teologia”, afirmou o atual bispo de Aachem, D. Heinrich Mussinghoff, e continuou: “Podemos aprender dele como pensar a fé de um modo novo, como vivê-la e como apresentá-la de um modo novo”.

No diálogo entre os presentes emergiram algumas ideias interessantes sobre como fazer frutificar a herança de Klaus Hemmerle também no futuro: estudar o aspecto da linguagem “bem compreensível e muito original ao mesmo tempo”, como sugeriu o professor Michael Albus, que fez o seu doutorado com Hemmerle. Ou ainda, promover um prêmio entre cientistas que trabalham sobre os grandes temas de pensamento de Hemmerle e iniciar um projeto de intercâmbio para colaboradores e dirigentes no âmbito eclesial, como proposto por Claudia Lücking-Michel. No conjunto emergiu a importância da figura de D. Hemmerle para a teologia e a vida da Igreja, não apenas na Alemanha do seu tempo, mas para as prospectivas eclesiais do presente e do futuro.

A “Pessoa” na África Subsaariana

De uma sinagoga de Jerusalém, sinais de paz!

Como muitos de vocês sabem, aqui, de modo especial em Jerusalém, nós vivemos separados. Os árabes não têm oportunidades de encontrar os israelenses e vice-versa. Não existe uma efetiva partilha na nossa vida cotidiana”. É a declaração de Lara, uma jovem cristã que mora em Jerusalém e estuda na universidade hebraica. As suas palavras evidenciam a importância do evento realizado na Sinagoga Kehillat Yedidya, no dia 30 de abril passado. “Descobrindo a humanidade do outro”, foi o título do simpósio do qual participaram jovens pertencentes às três religiões monoteístas. Um número significativo eram os Jovens por um Mundo Unido, reunidos para encerrar o ano do Genfest, com o evento: ‘Sejamos Pontes’ e, os outros, coetâneos, eram jovens que moram na Terra Santa. Lara continua a sua narrativa, falando acerca de “uma idéia concebida por duas jovens, ambiciosas, que queriam melhorar a própria vida e oferecer aos jovens uma chance de encontrar-se, rompendo com os estereótipos”. Um desafio que começou há seis anos e que continua ainda hoje. Todos os anos o grupo conta com a participação de vinte jovens, dos 14 aos 16 anos, pertencentes às três religiões: hebreus, muçulmanos e cristãos.

Lara participou do primeiro projeto, e “jovem, cheia de entusiasmo, que olha o aspecto positivo da situação e o sonho de um mundo unido que se aproxima”. Os encontros se realizavam duas vezes por mês: “e servia para conhecermo-nos reciprocamente, compreender o que era semelhante entre nós e, também, as diferenças”. Nos encontros tratávamos os mais variados assuntos que ajudavam o conhecimento recíproco: a família, os valores e a educação nas diferentes religiões, e assim por diante…

Um projeto importante, mas, permanece uma interrogação: quando terminam essas reuniões, nos veremos ainda outra vez? As reuniões continuam sendo realizadas e o projeto ajudou a compreender também o ponto de vista do outro. Lara continua: “Nos tempos de conflitos e dificuldades, partilhávamos o sofrimento e rezávamos. Parece um sonho distante da realidade, mas, é verdade que vivemos juntos!”. O testemunho de Lara, juntos a outros três, sempre de jovens, ofereceram aos presentes, também sonhos e esperanças: com ela estavam Hani, muçulmano palestino, estudante de Direito; Huda, hebreu, que nasceu em Nova York e desde pequeno vive em Israel e Nalik, cristã, de Portugal.

O Núncio, Dom Lazzarotto, dirigindo-se aos jovens os convidou a “ser profetas” para “fazer desta terra, ainda outra vez, uma terra de sonhadores”. Um apelo que, na interpretação do Prof. Alberto Lo Presti, traduz o princípio da fraternidade em “princípio social”, que encerra em si “o poder de transformar a nossa história”. Em resposta à sua intervenção, o Rabino Raymond Apple (ICCI), evidenciando a necessidade de aprender a ter confiança uns nos outros, disse: “O caminho da fraternidade é poder afirmar: ‘eu confio em você!’”. O Rabino Kronish, moderador do evento – diretor do Interreligious Coordinating Council em Israel (ICCI)– na conclusão, encorajou os jovens presentes a continuar sendo portadores desta mensagem de esperança e levá-la a todos.

Jerusalém: recomeça a caminhada partindo daquela cidade, com o desejo de mirar no alto e crescer na confiança recíproca!

Para mudar a história!

A “Pessoa” na África Subsaariana

Fragmentos de fraternidade

Os Jovens por um Mundo Unido nos contam alguns dos muitos “fragmentos de fraternidade” em andamento onde estão presentes, em muitas partes do mundo. Eis algumas delas:

Nova Zelândia: “Todos os meses promovemos uma atividade diferente no âmbito social. No nosso país existem muitas praias, todas muito bonitas, acessíveis a todos: famílias, jovens, esportistas e crianças. Todos respeitam a natureza, porém, mesmo assim, nas praias, é frequente encontrar lixo em lugares indevidos. Entramos em contato com a Prefeitura de Wellington que acolheu a nossa iniciativa, fornecendo-nos todo o material necessário para a limpeza. Depois, marcamos um encontro com um grupo de Jovens por um Mundo Unido e durante uma tarde… todos com luvas e sacos para recolher o lixo! Escolhemos a praia mais frequentada e, além de prestar um serviço à cidade, estabelecemos relacionamentos com muitos jovens que quiseram colaborar conosco nesta iniciativa”.

“Em Paris organizamos uma tarde de solidariedade logo depois do Tsunami e do desastre nuclear, acontecido no ano passado, em Fukushima. Durante este evento apresentamos o Projeto Mundo Unido e fizemos uma conexão, via Internet, com um grupo de Jovens por um Mundo Unido, no Japão. Eles nos contaram como viveram durante o desastre, procurando ajudar todas as pessoas que encontravam. Tivemos a oportunidade de conhecer, um pouco mais, a comunidade do Movimento no Japão e a vida cotidiana deles. Alguns dos nossos amigos, presentes naquela tarde, descobriram a importância da solidariedade e a alegria de ser envolvidos em um projeto de fraternidade. A soma recolhida foi enviada ao Japão para ajudar a comunidade local”.

Sena (Itália). “Minha mãe, com a idade de 94 anos, foi internada em regime de urgência no Pronto Socorro, às 23h. Eu e minha irmã estávamos preocupadas e muito adoloradas porque não nos permitiram permanecer com mamãe e ela ficou só. Enquanto estávamos na sala de espera notamos que um jovem, sentado ao nosso lado, tinha o desejo de conversar com alguém, lhe perguntamos por que ele estava no Pronto Socorro e ele nos respondeu que a sua mãe fora internada por causa de uma suspeita de crise cardíaca. Quando nos permitiram entrar e ver a mamãe descobrimos que, no mesmo quarto encontrava-se a mãe daquele jovem que também esperava fora e assim pudemos dar notícias tanto ao jovem quanto ao seu pai, que também aguardava fora. Depois, quando aquele jovem entrou, por sua vez, nos trouxe noticias da minha mãe. Naquelas alturas, o pai daquele jovem – antes muito silencioso – entrou na conversa e falou sobre os problemas que encontrava no seu ambiente de trabalho. Depois de duas horas tanto a minha mãe quanto a outra senhora receberam alta e, quando nos despedimos, o jovem nos disse: ‘Foi muito agradável conversar com vocês! Espero reencontrá-las!’. Desapareceu a nossa angústia de ter ido ao Pronto Socorro. Constatamos que se supera o sofrimento pessoal, a preocupação e a também a angústia, amando quem está ao nosso lado!”.

Glolé (Costa do Marfim). “Tendo filhos ainda muito pequenos, as jovens mães não conseguem dedicar-se aos trabalhos nas lavouras. Para ajudar-se reciprocamente nasceu entre elas a idéia de fazer turnos para cuidar das crianças. Antes de ir ao trabalho, deixam as crianças com duas mães que, naquele dia permanecem em casa, cuidam das crianças durante todo o tempo necessário e preparam as refeições. Depois do trabalho, as mães buscam os filhos e, neste grupo, nasceu uma grande confiança recíproca entre as mães!”.

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