Movimento dos Focolares
Líbano: rumo ao Genfest

Líbano: rumo ao Genfest

«Olá, podem acreditar que este está sendo um ano especial para os jovens do nosso país. Estamos vivendo momentos lindos, de preparação ao nosso tão esperado Genfest. No mês de setembro passado propusemo-nos a percorrer um caminho para a unidade que envolvesse realmente todos nós, os nossos amigos e toda a grande família do Movimento dos Focolares. E é isso que estamos experimentando. Para obter os fundos necessários para a viagem – bastante cara – e também para criar ocasiões para viver juntos e já começar a construir “pontes locais” (referência ao título do Genfest: vamos construir pontes – ndr), preparamos um calendário com muitas atividades, algumas já foram realizadas, outras estão em preparação.

  • Unight: uma noite em um pub de Beirute com cerca de 100 jovens, que concluímos com a apresentação do Genfest.
  • Unight your talents showum rico show de talentos: canto, dança, música instrumental, teatro, histórias e muita criatividade, a começar pela cenografia. Éramos 550, dia 3 de março, para duas horas de espetáculo, num grande auditório da universidade.
  • Foundraising – captação de recursos: criamos um serviço de táxi, colocando-nos à disposição com os nossos carros para levar pessoas ao aeroporto ou a qualquer outro lugar; estamos à disposição como babás, quando os pais devem ausentar-se e desejam este serviço; preparamos doces e sucos para os intervalos dos encontros realizados no Centro Mariápolis; criamos e vendemos lembranças e cartões para festas de aniversário. São todas ocasiões não só para recolher fundos para a viagem à Budapeste, mas para conhecer-nos melhor e “construir pontes” aqui também.
  • Unite in Depth – Unidos em profundidade: três dias (23 a 25 de março) para nos prepararmos para o Genfest e reforçar a nossa fé. Participaram 80 jovens, entre os quais 20 da Síria».

Em tudo isso não faltam as dificuldades. Os jovens do Líbano estão vivendo um período de incerteza devida à falência da companhia aérea na qual já compraram as passagens para Budapeste. Junto com eles acreditamos que, com o esforço de todos e a ajuda de Deus, será possível encontrar uma maneira de superar este obstáculo.

Líbano: rumo ao Genfest

“O show da vida!”. O Gen Rosso na Península Ibérica

Trinta e quatro dias, cinco cidades, treze compromissos oficiais, alguns, como os workshops, com vários dias de duração, para um envolvimento efetivo e concreto dos jovens na preparação dos shows. E depois, conhecendo o Gen Rosso, a estes serão acrescentados outros momentos, que não entram na programação oficial, mas que constroem aquelas relações que fazem de cada turnê um evento: a visita a algum lugar especial, o encontro familiar com os amigos e os fãs de sempre, um olhar, uma conversa… De 19 de março a 22 de abril o Gen Rosso está em turnê na Espanha e Portugal, e os primeiros números prometem, ainda que possa parecer complicado pensar no rock associado a mensagens de paz, solidariedade, fraternidade ou esperança. Mas com frequência os estereótipos morrem, e foi o que o Gen Rosso comprovou no dia 19 de março na sala “El Batel”, inaugurada na semana anterior pela Rainha Sofia. Escreveu-nos Tomek Mikusinski, do Gen Rosso: «Foi a primeira vez que fizemos o nosso show “Dimensão Indelével” em Cartagena, no sul da Espanha. Com este espetáculo estamos procurando transmitir, através do rock, valores como a paz, a justiça social, o amor, a solidariedade e a convivência pacífica entre etnias e culturas». Entre as 900 pessoas presentes esteve também José Manuel Lorca Planes, que não é apenas um grande fã do Gen Rosso há muitos anos, mas também o bispo de Cartagena: «Vocês conjugaram uma linguagem moderna com a inconfundível mensagem cristã» – declarou, dando a entender que conhece muito bem o repertório artístico do grupo. Em seguida, o encontro marcado com os mais jovens e o projeto “Fortes sem violência”, realizado na cidade, com um workshop e dois espetáculos “Streetlight”, com mais de mil participantes. Entre os muitos comentários, o do jornalista Alvaro Prian exprime bem o que aconteceu nestes quatro primeiros dias em Cartagena: «O show exprime a existência de outra linguagem, que é a raiz do amor, da amizade e de todas as experiências positivas. Os componentes do grupo, embora de proveniências diferentes, entendem-se perfeitamente com os estudantes por meio da linguagem do olhar, do sorriso e principalmente do coração. É o que se descobre aos poucos, trabalhando lado a lado, durante os quatro dias das oficinas, os “workshops”, com entusiasmo e interesse. De algum modo toda a cidade de Cartagena viveu isso (…) todos tornamo-nos irmãos. Bastaram poucos dias para entender onde fomos parar: num show da vida!». Albacete, Tomares, Braga e Sevilha são as próximas cidades que esperam o Gen Rosso, com alguns eventos imperdíveis: nos colégios, nas penitenciárias para menores, com a imprescindível contribuição dos jovens… de ontem e de hoje.

Líbano: rumo ao Genfest

Guatemala: no coração da América Latina

Um tapete colorido, feito com pétalas de flores segundo a antiga tradição religiosa, acolheu Maria Voce e Giancarlo Faletti, em um clima de festa, no Centro Mariápolis “Maria dos Focolarinos”, na capital guatemalteca. Esta é a primeira etapa de uma longa viagem que estão fazendo à América Latina. Vieram aqui para encontrar – como tinham prometido – a “família de Chiara” que povoa também esta parte do planeta. Uma viagem intensa, com encontros com as autoridades civis e eclesiais e representantes das organizações leigas locais. Membros e amigos do Movimento dos Focolares. O fruto de uma história de relacionamentos e de vida, semeados nestes anos e alimentados pelo carisma da unidade. Para a ocasião estiveram presentes, além de toda a Guatemala, pessoas de Honduras, El Salvador, Nicarágua e Belize. Através deles puderam ser revividas as culturas milenárias que atravessam estas regiões: maias, garifunas, xincas e mestiços. As crianças e adolescentes que frequentam o Centro Educativo Fiore, da Cidade da Guatemala, apresentaram uma coletânea de danças. O Centro traz o nome de Fiore Ungaro, a primeira focolarina enviada por Chiara para trazer a Espiritualidade da unidade até aqui. Atualmente conta 210 alunos e 28 entre professores e funcionários. Aqui, como em todos os países centro-americanos, a educação constitui um fator determinante, capaz de sanar as chagas da sociedade, e esta atividade quer ser uma concreta resposta de amor a esta necessidade. No encontro com os representantes de cerca de dez movimentos, que fazem parte da “Comissão dos Movimentos Leigos e Novas Comunidades”, órgão da Conferência Episcopal Guatemalteca, esteve presente o bispo de Escuintla, D. Victor Hugo Palma Paúl. Foi ele que recebeu Maria Voce e Giancarlo Faletti: «Os Focolares são uma das escolas mais vivas», ele disse, «vocês têm um carisma que acende, acolhe e aquece a vida cristã, acentuando a unidade». São cerca de 40 as focolarinas e os focolarinos que vivem nessas nações, com nacionalidades argentina, equatoriana, mexicana, colombiana, italiana. São o “coração” do Movimento dos Focolares e, como este, possuem particularidades diversas: etnias, profissões, sensibilidade política, social e econômica. Após escutá-los Maria Voce lançou uma ideia: a unidade deve passar através de uma “cultura da confiança”. «Trata-se – explicou – de ter confiança total no outro, no irmão. O outro quer aquilo que eu quero, ou seja, a unidade. O que cada um realiza não o faz para ser admirado, para afirmar-se ou sobressair. O faz pela unidade. Cada um trabalha de modo diferente, mas também ele trabalha pela unidade. Confiar em Deus e no outro é, portanto, imperativo. Significa acreditar que Deus está trabalhando: não lhe servem pessoas perfeitas, mas aquelas pessoas de quem ele precisa». Danças folclóricas, trajes com cores exuberantes, músicas ritmadas e envolventes. O auditório do Centro Mariápolis recebeu mais de 600 pessoas, todas membros das comunidades dos Focolares nos vários países. A história do Movimento na América Central teve início em 1954 e tem traços extraordinários, pelas condições adversas impostas pela guerra, pelas dificuldades econômicas e as distâncias. Mas é também uma história que exprime um senso de gratidão a Deus. «Parece-me que os povos de vocês – disse Maria Voce, no final – têm um destino: mostrar como seria a humanidade se levasse em consideração as riquezas de cada pessoa. Cada experiência é necessária aos outros, para constituir um mosaico de beleza incomparável». Imediata foi a relação profunda que se criou com os 200 jovens, entre 15 e 25 anos, e juntamente com a alegria de estar juntos emergiu também o esforço de uma conduta contracorrente: «Vocês não estão sozinhos – disse-lhes Maria Voce – todas as vezes que tiverem que fazer uma escolha pensem que não estão sós, todos os jovens que optaram pelo mundo unido estão com vocês».