30 Mar 2011 | Focolare Worldwide
Deixando Montreal a presidente do Movimento dos Focolares chegou à “Luminosa”, mariápolis permanente para a América do Norte, a primeira etapa da sua “descoberta” dos Estados Unidos, depois de uma viagem de carro, com todas as exigências da passagem de fronteira, incluindo fotos digitais e impressões digitais eletrônicas dos dez dedos. É a primeira vez que a presidente e o copresidente chegam aos Estados Unidos. Uma explosão de alegria foi a chegada deles na Mariápolis, que encontra-se na zona de Hyde Park – famosa por ser terra natal do presidente Roosvelt – a duas horas de Nova Iorque. Uma grande faixa de boas vindas, colorida e cheia de balões, colocada no início da estrada de acesso à Mariápolis, antecipou a festa dos habitantes, que agitavam as bandeiras com listras e estrelas dos USA e o brasão dos Focolares, uma grande estrela dourada num fundo azul, desenhada por Chiara Lubich justamente aqui, em 1990.
A fundadora do Movimento visitou a Mariápolis em 1990 e 1997. Sinal de proximidade e participação neste projeto, muito caro a ela, para esta imensa e influente nação. A primeira ideia foi manifestada por Chiara em outubro de 1984. Desde então começou a busca pelo local mais adequado e uma coleta de fundos, sustentada pela generosidade de muitas pessoas e pelas intervenções da Providência.
A Mariápolis foi inaugurada em 14 de setembro de 1986, embora Chiara, no último momento, não tenha podido estar presente por motivos de saúde. Mas a sua ausência deu um valor profético ao conteúdo da mensagem que enviou para aquela ocasião solene: «… Terá a sua beleza e a sua vocação», indicava, embora perguntando-se «será ecumênica e participarão pessoas de outras religiões?». E concluía confidenciando: «Tudo leva a crer que sim, porque, antes de tudo, deve exprimir este povo, e como o povo americano soube fazer de pessoas, grupos étnicos provenientes de estados e continentes diferentes, uma coisa só, assim a Mariápolis dos USA será uma maquete exemplar também da unidade dos povos, aspecto social da oração de Jesus: “que todos sejam um”».
Vinte e cinco anos depois existem 22 construções naqueles 33 hectares de terra, uma piscina e um campo de esportes. A Mariápolis é habitada por cerca de 50 pessoas, de vários países do mundo, e durante o verão muitas pessoas passam lá um tempo mais prolongado, para compartilhar a experiência de uma fraternidade cosmopolita. Moradias para as famílias, jovens, sacerdotes e religiosas se entremeiam com as sedes dos focolares. No centro da Mariápolis está a igreja dedicada a Nossa Senhora da Luz. Os vários auditórios recebem encontros de até 500 pessoas, de adolescentes a bispos, às famílias. Um pequeno lago e um riacho completam a paisagem, frequentada por uma simpática variedade de animais, entre os quais sociáveis esquilos.
Nesta moldura Maria Voce e Giancarlo Faletti reuniram-se por dois dias com os responsáveis do Movimento no Canadá, USA e Caraíbas, e Oceania. No dia 29 de abril iniciou um retiro espiritual para 260 focolarinos e focolarinas na América do Norte.
Do enviado Paolo Lóriga
30 Mar 2011 | Focolare Worldwide
“Vocês são um povo que nasceu do Evangelho, Chiara nasceu da Palavra, ela foi o “Eis-me aqui” de Maria. O “seja feita” colora toda a sua vida. Sempre se deixou conduzir por Deus, humilde, disponível, uma chave preciosa para entrar no Evangelho”. São palavras do arcebispo de Cosenza, durante a missa celebrada por ocasião do terceiro aniversário da partida de Chiara para o céu.
A região da Calábria homenageou a fundadora do Movimento dos Focolares em dez diferentes cidades, de Locri a Lamezia, até Aiello, cidade natal da atual presidente, Maria Voce. O bispo de Vibo disse: “Chiara é um Evangelho vivente, penetrou no coração do Evangelho, o mandamento novo. Ela é um matrimônio entre humanidade e espiritualidade”.
Em Teramo, na região do Abruzzo, no dia 15 de março, os conselhos provincial e municipal dedicaram uma praça a Chiara. O evento se concluiu com uma missa celebrada na catedral pelo bispo, D. Michele Seccia.
Também em Foggia, na região da Puglia, houve dois momentos importantes. O assessor da Instrução Pública salientou: “Dando o seu nome à escola fundamental Girassol 2 e ao parque, a cidade encontrou um modo para recordar no tempo esta importante figura. Chiara Lubich deixou um grande patrimônio de valores, baseados no amor ao próximo e no respeito à pessoa”.
Ainda na Puglia, em Bari, um evento de reflexão sobre a dignidade e a missão da mulher, com uma retrospectiva da condição feminina através dos séculos, até a Encíclica Mulieris Dignitatem, do Papa João Paulo II. Momento central foi o vídeo de uma palestra na qual Chiara delineia o surgimento e a afirmação, na Igreja, do perfil mariano, ao lado do perfil petrino.
Entre as muitas iniciativas, em toda a Itália, a IV edição do “Prêmio Fraternidade – Cidade de Benevento”, organizado pelo Movimento dos Focolares de Campania, Puglia, Basilicata e Albania, pela Administração Municipal, pelo Centro “A Paz”, de Benevento, e pela Associação Focus, com o reconhecimento da Presidência da República, da Presidência do Conselho e da Unesco. Pessoas de igrejas, religiões e culturas diferentes confrontaram-se sobre o tema “Diálogo e fraternidade: a herança de Chiara Lubich”.

Inauguração da escola "Chiara Lubich" em Bra
E passando do sul para o norte. No dia 3 de junho de 2002 Chiara recebeu a cidadania honorária da cidade de Bra, na província de Cúneo (região do Piemonte). Agora uma escola de educação infantil recebeu o seu nome, em Bandito, onde se realizou o congresso “Uma cidade pela fraternidade”. “Chiara vive junto conosco”, disse a prefeita, Bruna Sibille, dando início às comemorações.
E concluímos esta breve panorâmica com o concerto “Festival da Paz e da Fraternidade – Homenagem a Chiara Lubich”, organizado pela Associação Cidades pela Fraternidade, dos municípios de Rocca di Papa e Castelgandolfo, e pelos corais municipais, domingo, 20 de março, no Centro Mariápolis de Castelgandolfo. Cerca de 160 pessoas, entre cantores e acompanhantes provenientes dos Estados Unidos e quatro corais de Roma e dos Castelos Romanos, protagonizaram o concerto. Além de Maurizio Colacchi, prefeito de Castelgandolfo, esteve presente Pasquale Boccia, prefeito de Rocca di Papa, que afirmou: “Eu me pergunto: mas Chiara precisa de uma homenagem nossa? Talvez sejamos nós que precisemos ainda de um presente de Chiara, e me dirijo a ela para pedir que se desenvolva, cada vez mais, esta plataforma social que é a fraternidade”.
29 Mar 2011 | Focolare Worldwide
Um consistente grupo de jovens que se reúne num sábado de manhã para discutir sobre política. Pode parecer não usual, mas aconteceu sábado, dia 12 de março, em Manaus, a operosa capital do estado do Amazonas, uma das cidades mais importantes do norte do Brasil. Terra rica de belezas naturais e de folclore e ponto de partida para descobrir o fabuloso mundo amazônico.
Às 9 horas da manhã o Fórum Henoch Reis recebeu a aula inaugural do segundo ciclo da Escola Cívitas, um original itinerário formativo bienal, promovido pelo Movimento Político pela Unidade no Brasil, e dirigido a jovens entre 19 e 29 anos, para a aquisição de uma cidadania responsável e uma aproximação consciente à vida pública.
Os estudantes que participam não fazem referência a um credo religioso específico nem a algum partido político. Tem expectativas exigentes. Segundo Itagiçara Jacauna “este espaço formativo dá oportunidades para conhecer melhor a política local”, e outro estudante, Vitor Kaleb, afirma: “Quero entender qual será a proposta política para as novas gerações e espero fortemente numa grande mudança dos cenários atuais”.
Dez professores de áreas específicas, quatro tutores e mais de 20 estudantes, compõem a nova comunidade de aprendizagem inaugurada em Manaus. Entre os professores estão também alguns políticos, como o deputado estadual José Ricardo e a desembargadora Socorro Guedes.
Participaram do evento, além do presidente nacional do MPPU, Sergio Prévide, o bispo D. Mario Pasqualotto, o vice-reitor da Universidade Federal da Amazônia, Hedinaldo Lima, políticos, profissionais e ainda os alunos do ciclo precedente, que teve início em 2007, com 25 estudantes.
A Escola Cívitas de Manaus é uma das 11 presentes em dez estados brasileiros, que contam com cerca de 100 participantes. O programa inclui módulos formativos, projetos de ação local e seminários, nos quais aprofundam-se temas inerentes à realidade sociopolítica brasileira e geopolítica latino-americana. O curso, na Universidade Federal da Amazônia, terá frequência semanal.
Presentes em vários outros países (Argentina, Coréia e Itália) as escolas do MPPU, respeitando o contexto sociopolítico-cultural nos quais estão inseridas, tem um objetivo comum: aprofundar e praticar uma política entendida como serviço à unidade da família humana.
26 Mar 2011 | Focolare Worldwide

Nichiko Niwano com Maria Voce
Caros amigos das Religiões pela Paz e das comunidades religiosas internacionais,
Em nome das Religiões pela Paz no Japão, desejo exprimir a minha sincera gratidão pelas mensagens que enviaram, de condolências, participação e apoio concreto, em seguida ao catastrófico terremoto que vivemos no Japão. As orações, a participação às nossas necessidades e sofrimentos e a solidariedade expressa generosamente pelos líderes religiosos pertencentes ao network internacional de Religiões pela Paz, são fonte de encorajamento para nós. Sou verdadeiramente grato por estes fortes liames de amizade, que dão uma ulterior prova de que tudo existe num estado de inter-relação e codependência, como parte de uma grande fonte de vida, e por isso sou, mais uma vez, profundamente grato.
Não temos ainda um quadro completo dos danos e das perdas de vidas humanas, e a situação mantêm-se perigosa, mas Religiões pela Paz/Japão continuará a fazer todo esforço possível para oferecer sustento às vítimas.
Já convidei a todos os membros das Religiões pela Paz/Japão a contribuírem com as iniciativas de primeiros socorros, e os nossos jovens estão reunindo fundos nos locais públicos, em todo o país.
Sou encorajado e inspirado pelos líderes religiosos do mundo inteiro, que mostraram o caminho para superar qualquer tipo de desafio, entre os quais os conflitos armados e os desastres naturais. Como o povo do Japão, que trabalha para superar a recente tragédia, humildemente peço que continuem a oferecer intuições e cooperação.
Nichiko Niwano, presidente da Risho Kosei Kai e das Religiões pela Paz/WCRP Japão – 18 de março de 2011
26 Mar 2011 | Focolare Worldwide
25 Mar 2011 | Focolare Worldwide
Nem as pessoas do estado do Quebec tinham pressa de ir embora. E teriam que percorrer 250 quilômetros para chegar em casa, já não era mais tão cedo e, além do mais, o termômetro já tinha chegado abaixo de zero. Para não falar dos de Ottawa, distantes só 150 quilômetros. E o que dizer dos de Montreal, que já estavam em casa? Na realidade, mais do que dizer era só constatar os rostos satisfeitos, sorrisos largos, palavras entusiasmadas, pequenos grupos de pessoas, enquanto de um lado trocavam-se confidências, do outro explodia uma risada. E a luz dos flashes demonstrava o desejo de imortalizar uma noite inesquecível.
Mais de trezentas pessoas responderam ao encontro marcado com Maria Voce e Giancarlo Faletti. Não faltava quem, tendo conhecido os primeiros focolarinos que chegaram a Montreal, 40 anos atrás, quis voltar para conhecer a mulher que havia substituído a fundadora, Chiara Lubich, e reatar uma ligação nunca rompida intimamente. Na província do Quebec as pessoas são abertas e expansivas, mas nesta tarde do dia 23 de março deram o melhor de si.
Stéfanie Lamothe, 10 anos, cabelos negros e longos, e suaves traços asiáticos, teve a missão de iniciar a série de uma dezena de perguntas preparadas para o diálogo com Maria Voce e Giancarlo Faletti. A sua era uma pergunta pura e espirituosa, que fez todos sorrirem: « Chiara foi a primeira a viver a espiritualidade da unidade e fez nascer todo o Movimento. É normal que tenha sido presidente. O que você fez para ser presidente depois dela?». A interrogada se divertiu e respondeu em francês, para entrar num diálogo direto com a adolescente.
Na pergunta sucessiva Maria Voce explicou que por exigências da tradução, e também para a difusão do vídeo no mundo, era necessário que falasse em italiano. O público consentiu e ela prosseguiu, mas, sem perceber, continuou a falar francês. Todos começaram a rir. Ela parou, sorriu e decidiu não ficar passando de uma língua para outra. E, portanto, continuou falando só francês, para a alegria de todos.
Uma alegria que chegou ao ápice no fim do encontro, quando a presidente fez a sua avaliação sobre o país. «Sou reconhecida a Deus que me levou a fazer esta viagem ao Canadá. A ideia foi Dele». E explicou: «Nesta terra existe abertura, generosidade, acolhida para com as pessoas mais diversas, que chegam aqui em condições de necessidade. Imagino as dificuldades, mas vocês demonstram que podem ser superadas».
E acrescentou: «Vocês dão um grande testemunho. Mostram que entre pessoas de culturas e povos diferentes existem laços de família. É a dádiva mais linda que fazem ao Movimento. O Canadá é um trampolim, onde experimentamos que a unidade é possível e depois nos lançamos para os outros».
É uma constatação e ao mesmo tempo um mandato: «Continuem a fazer como já estão fazendo, com a alegria de ter recebido este dom de Deus, e oferecê-lo aos outros». O aplauso intenso manifesta a satisfação geral, e esconde a emoção de muitos. Ninguém queria ir embora, e várias pessoas repetiam a proposta: «É preciso sugerir que Maria Voce e Giancarlo voltem outras vezes».
Do enviado Paolo Lóriga
Viagem Canadá 2011