Movimento dos Focolares

Evangelho vivido: instrumentos para a graça de Deus

Fev 20, 2023

Deus quis veicular a graça que salva o homem por intermédio do próprio homem. Ou seja, optou por salvar-nos inclusive por meio do nosso amor mútuo, pela caridade e o cuidado que temos em relação ao próximo. E quando parece que não há nada a oferecer, que não somos úteis, o caminho que nos indica é “bater” à Sua porta como filhos, pedir e ter confiança.

Deus quis veicular a graça que salva o homem por intermédio do próprio homem. Ou seja, optou por salvar-nos inclusive por meio do nosso amor mútuo, pela caridade e o cuidado que temos em relação ao próximo. E quando parece que não há nada a oferecer, que não somos úteis, o caminho que nos indica é “bater” à Sua porta como filhos, pedir e ter confiança. Pedidos especiais Por acaso, tinha sabido de uma paciente internada no hospital em condições extremas. Para tentar salvá-la era necessário sangue de um certo grupo sanguíneo, mas não se conseguia encontrá-lo. Eu tentei procurar, seja entre pessoas conhecidas seja no meu ambiente de trabalho (sou enfermeira no ambulatório de uma entidade assistencial), mas não consegui nada. Estava para depor as armas, com o peso da derrota, quando brotou da minha alma uma sincera oração ao Onipotente, um pedido. O horário de trabalho no meu departamento havia terminado e o médico especialista com quem trabalho se despediu e saiu. Pouco depois chegou uma jovem mulher para uma consulta. Corri para chamar o médico e, diferente de outras vezes, ele se dispôs a voltar ao ambulatório. Pedi à senhora um documento e ela me entregou a carteirinha do Avis. Quase não acreditei nos meus olhos… e se ela tivesse aquele grupo sanguíneo? Se estivesse disponível? Foi exatamente assim! Naquela mesma tarde a senhora estava ao lado da paciente internada para a transfusão direta. (A.M.M. – Itália)

Atrás de uma porta Partindo da ideia de reduzir pela metade os meus pertences, presenteando-os a quem poderia precisar, instaurei novos relacionamentos. Comecei com dois casacos caros, que eu raramente eu usava, oferecidos à minha vizinha, do Marrocos, pois sua filha ou a nora poderiam se interessar. Ela gostou e, por sua vez, pediu que eu aceitasse um casaco bege novo, nunca usado. Para mim significava o trabalho que procurar alguém para quem dá-lo, mas serviu para criar familiaridade com a vizinha. Duas horas depois encontrei uma amiga que aceitou com alegria o casaco, para a sua irmã que só usa roupas bege. O dia continuou, marcado pela frase “dai e vos será dado”. Na verdade, aconteceu que recebi móveis, louças e roupa de cama para o apartamento para onde me transferi recentemente. Para nós, suíços, é difícil cruzar a porta de um vizinho, temos sempre medo de perturbar. Mas, quanta humanidade está escondida por detrás das portas! Bastam poucos minutos passados diante de uma xícara de café e caem os filtros do preconceito, o coração se dilata e o espaço familiar cresce. (Isabelle – Suíça)                                                                                                                                                                                    Aos cuidados de Maria Grazia Berretta

(retirado de “Il Vangelo del Giorno”, Città Nuova, anno IX – n.1- janeiro-fevereiro de 2023)

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