Movimento dos Focolares

Giordani: de uma casa cristã nasce o povo de Deus

Jan 28, 2017

Um texto de Igino Giordani, escrito nos anos 70, para o jornal “Noi uomini” (Nós homens). Um hino ao amor, que nos conduz ao desígnio originário da família, célula base da sociedade.

affection-1866868_960_720«O milagre da casa de Nazaré se repete de alguma forma, em toda casa de cristãos, se esta casa “gera” Cristo para os homens.Igreja doméstica”, assim o Concílio denominou a família. E Igreja significa convivência no amor e, portanto, em Deus, convivência cujo centro é o Senhor. Se se parte desta consciência, a casa – toda casa cristã – torna una germinação de nova vida moral e física para a sociedade e, contemporaneamente, uma “lareira”, ou seja, uma central de calor para vivificar o ambiente. Como ensina o Concílio: “Da sanidade e da plenitude de vida espiritual da família dependem a vida física e moral da humanidade e, ainda mais, a dilatação efetiva do Reino de Deus.” Paulo VI disse: “Por meio do matrimônio e da família, com sabedoria, Deus uniu duas das maiores realidades humanas: a missão de transmitir a vida e o amor mútuo e legítimo do homem e da mulher.” Jamais poeta algum elevou a tão sublime altura o amor conjugal. E assim, realmente, a religião de Cristo se expressa também como poesia, colocando ao centro a família – à fonte – da socialidade. Existe a vida se existe o amor, condição primária da união matrimonial. Se os cônjuges se amam, são “os colaboradores do amor de Deus criador e agem como seus intérpretes”, diz o Concílio. Se eles sabem disso, ao se casar, eles se dispõem a cumprir um mandato de sacerdócio real, um grande mistério, como São Paulo o define. Amando-se, se santificam; doam um ao outro Deus, que é amor. E o testemunham. Se dois cônjuges se amam, é sinal para as pessoas de que eles são realmente cristãos e vivem a vida de Deus. O mundo antigo converteu-se vendo como os cristãos, começando pela casa, se amavam. Amavam-se, portanto, a religião deles era verdadeira e Deus estava presente neles. Amando-se, os cônjuges constroem a própria felicidade e edificam a própria santidade. A casa torna-se templo: torna-se Paraíso. No amor está o segredo da força das famílias, da concórdia delas e ali está a solução das dificuldades da existência. Faltando o amor, fracassa – com a família – a própria existência. Desta forma a santidade revela-se sanidade do espírito, que age também no físico, enquanto derrama, tal como onda pura de restabelecimento, sobre a órbita da sociedade inteira. De uma casa nasce o povo de Deus».  

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