Movimento dos Focolares

Igreja: formar os formadores

Ago 5, 2011

No coração da Toscana (Itália), de 17 a 30 de julho, realizou-se um curso teológico-pastoral, para os formadores dos seminários. Com a marca da comunhão, para uma formação unitária, integral e harmônica.

Na sugestiva Abadia de Vallombrosa (Itália), de 17 a 30 de julho passado, concluiu-se a segunda parte do curso iniciado ano passado e frequentado por 24 formadores de seminários, de 13 países (Paquistão, Índia, Coreia, China, Venezuela, Uruguai, Argentina, Brasil, Polônia, Áustria, Suíça, Portugal, Itália). Um       canteiro aberto, que surpreendeu os participantes, dia a dia, pela riqueza de estímulos e conteúdos. Tendo como fio condutor o trinômio oração-vida-pensamento, trabalhou-se com um forte envolvimento entre participantes e palestrantes. Diante das profundas mudanças que tocam a vida da pessoa no mundo moderno – pensemos na grande influência da revolução digital – torna-se necessária uma atualização constante, inclusive por parte dos formadores, seja nas temáticas seja na abordagem educativa feita aos candidatos ao ministério. João Paulo II, ainda na Novo millennio ineunte (n. 43), convidava a Igreja a tornar-se “casa e escola de comunhão”, inclusive referindo-se aos “locais onde se formam os ministros do altar”. É para responder a esta expectativa que os sacerdotes do Movimento dos Focolares promovem, há alguns anos, este Curso teológico-pastoral para Educadores nos Seminários, ao qual a Congregação para a Educação Católica (órgão da Santa Sé a serviço dos seminários do mundo inteiro) exprimiu pleno apoio e consideração, desde a primeira edição. Foi o próprio subsecretário da Congregação, D. Vincenzo Zani, que abriu os trabalhos deste ano, com uma aula programática sobre “A dimensão comunitária da formação”. O curso é estruturado em quatro semanas presenciais, em um biênio. No primeiro ano são colocados os alicerces do paradigma da comunhão, aplicado à missão educativa dos futuros sacerdotes. No segundo passa-se ao concreto dos vários e complexos aspectos da formação, subdividindo-os em sete grandes áreas que dizem respeito: ao dom de si e à comunhão, o diálogo e o testemunho, a oração, a vida a “corpo místico”, a animação das comunidades, o estudo e, enfim, a comunicação à serviço da comunhão. É o intercâmbio destas áreas entre si que faz com que elas constituam uma proposta válida para a formação do seminarista, não fragmentada, mas unitária, integral e harmônica. O estudo de cada uma delas foi desenvolvido por meio de uma palestra de abertura, alguns workshops para aprofundar as temáticas relacionadas a ela e a elaboração de linhas formativas para a aplicação concreta, e uma sessão plenária de partilha do que havia sido elaborado nos grupos. Foi importante o aporte de especialistas no campo teológico, pedagógico e em outras ciências humanas, ao lado da contribuição de cada participante, a partir da própria competência e experiência como formador. A partir deste ano o curso encontra-se coligado ao Instituto Universitário Sophia, de Loppiano, e, portanto, mediante a apresentação prévia de uma elaboração conclusiva, obtém créditos educativos. O interesse que suscitou e a necessidade de “formação para os formadores” determinou que o Curso tenha continuidade nos próximos anos.

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


Subscrever o boletim informativo

Pensamento do dia

Artigos relacionados

Em audiência com o Papa Leão XIV

Em audiência com o Papa Leão XIV

No sábado, 21 de março de 2026, os participantes da Assembleia do Movimento dos Focolares foram recebidos em audiência privada pelo papa Leão XIV. O pontífice reafirmou a essência e a fecundidade do Carisma da Unidade, dom de Deus para a Igreja e para o mundo, e encorajou a viver a fase pós fundação com confiança, transparência e responsabilidade.

Evangelho vivido: “Fica conosco, pois já é tarde” (Lc 24,29)

Evangelho vivido: “Fica conosco, pois já é tarde” (Lc 24,29)

Como podemos perceber a presença de Jesus quando a noite, as injustiças e as desigualdades aparecem? Quando as dificuldades e os sofrimentos parecem ofuscar a esperança? O caminho de Emaús se torna símbolo do caminho de fé de cada um, do nosso desejo profundo de reencontrar Cristo nas escolhas de cada dia; um encontro que leva à alegria e ao testemunho compartilhado. É o convite comovente que podemos todos fazer para que, quando encontrado, permaneça conosco e entre nós.

Páscoa: o fundamento da Grande Esperança

Páscoa: o fundamento da Grande Esperança

Esta reflexão sobre as razões e as origens pascais da esperança cristã, que “ousa” falar aos homens de hoje, nos foi oferecida por Declan J. O’Byrne, teólogo e reitor do Instituto Universitário Sophia.