Movimento dos Focolares

No rastro de Zwingli em Zurique

Jun 28, 2019

Um grupo de 60 pessoas de várias Igrejas se reuniu para celebrar os 500 anos da Reforma na Suíça. Uma viagem entre história e memória, um percurso de conhecimento e diálogo de vida para conhecer as raízes da Igreja Reformada e seus desafios atuais.

29/06/2019 Um grupo de 60 pessoas de várias Igrejas se reuniu para celebrar os 500 anos da Reforma na Suíça. Uma viagem entre história e memória, um percurso de conhecimento e diálogo de vida para conhecer as raízes da Igreja Reformada e seus desafios atuais. “Nesse fim de semana, provei que, por meio da presença de Jesus entre aqueles que se amam, cada vez é mais possível uma ter ‘vida plena’, seja na Igreja Reformada seja na Igreja Católica. Quero contribuir de uma maneira completamente nova e mais consciente com a construção de pontes entre as duas convicções.” Com essas palavras, um dos participantes sintetiza o sentido dos dias dedicados à “Zurique da Reforma”, promovida na cidade suíça do Movimento dos Focolares para conhecer as causas da Reforma na cidade. Há 500 anos, em janeiro, Huldrych Zwingli (1484-1531), na época ainda um sacerdote católico, começou a pregar pela primeira vez no púlpito da Grossmünster, interpretando o Evangelho de Mateus. Foi o momento considerado o primeiro sinal do início da Reforma em Zurique. O objetivo desses três dias era fazer com que pessoas de diversas profissões religiosas se encontrassem e conhecessem a história e as riquezas específicas da Igreja Reformada. Para amar a “Igreja do próximo como a própria” (Chiara), é preciso conhece-la primeiro. Participaram 60 pessoas provenientes da Alemanha, Áustria, Itália, Eslováquia e de várias partes da Suíça. IMG 1418O primeiro dos eventos teve como ambiente a simplicidade da igreja reformada de Baar, toda centrada na Bíblia, na fonte batismal e no púlpito. O diálogo com o pastor local permitiu aos participantes uma profunda compreensão da espiritualidade reformada. Não escondeu as dificuldades de sua Igreja, mas transmitiu suas paixões em procurar orientação e sustento só na Palavra de Deus, não em uma instituição. Os eventos sucessivos ocorreram em Zurique. No Seminário Teológico, dr. Gergely Csukás, assistente sênior do Instituto suíço de história da Reforma, descreveu a situação social, política e religiosa de Zurique na Idade Média, evidenciando as aspirações de Zwingli como reformador e destacou a atualidade. “Os cristãos reformados estão mais próximos de mim do que nunca”, disse um dos participantes, “Fiquei profundamente impressionado com a história e tudo aquilo que foi comunicado, a beleza, mas também a dor por aquilo que aconteceu. Trata-se da vida de cristãos juntos. Quero recomeçar e ir adiante”. E um outro: “Nunca havia recebido uma explicação e um entendimento assim claro das aspirações de Zwingli, que não perderam a atualidade. Aprendi a aprecia-los, seus primeiros companheiros e os reformadores que ofereceram a vida pelo Evangelho”. Apesar das previsões meteorológicas desfavoráveis, foi possível caminhar pelos lugares nos quais o reformador de Zurique trabalhou: de Grossmünster a Wasserkirche, de Lindenhof à lápide que lembra o afogamento dos primeiros anabatistas no rio Limmat. E foi justamente do trabalho de reconciliação com os anabatistas e os Amish nos Estados Unidos que o pastor Peter Dettwiler falou, enquanto a pastora Catherine McMillan ofereceu um quadro da Igreja reformada hoje no mundo. Para concluir, foi feita uma oração na cripta de Grossmünster. “Quando entrei na sóbria igreja de Baar na primeira noite, fiquei chocada”, contou uma das participantes, “Aquele espaço não parecia irradiar nada de solene ou sagrado para mim. Depois, na cripta escura da Grossmünster, onde estávamos reunidos para a oração como irmãs e irmãos em Cristo, foi como se uma luz interior iluminasse de repente o cinza e os muros seculares. Senti uma profunda alegria e veneração”. No último dia, a leitura de alguns textos de São Nicolau de Flue, patrono da Suíça, e de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, constituíram a base espiritual para a celebração da Santa Ceia. “Ser o corpo comum de Cristo na diversidade”, refletiu um dos presentes, “era uma antecipação da unidade visível da Igreja. Era o encontro com Cristo! Espero que na convivência da vida e no diálogo teológico possamos, posteriormente, dar passos um em direção ao outro”.

Stefania Tanesini

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