Movimento dos Focolares

Nove perguntas a Roberto Almada

Mai 5, 2026

A revista “Neue Stadt”, publicada na Alemanha para toda a região alemã, tem uma seção em que se fazem nove perguntas a uma personalidade para conhecê-la em poucas palavras. Na última edição, entrevistaram Roberto Almada, recentemente eleito Copresidente do Movimento dos Focolares.

O que me faz rir?

Aprendi a rir de mim mesmo; fico muito ridículo em certos momentos nos quais me sinto frágil. Estou atento ao humor das pessoas à beira da morte ou diante de uma tragédia. Isso eu aprendi com o fundador da Logoterapia, Viktor Frankl.

O que me incomoda?

Que as pessoas não compreendam coisas bastante óbvias.

O lema da minha vida?

É uma frase de Paulo VI: “Bem-aventurados estes tempos conturbados e paradoxais, que quase nos obrigam à santidade”. Também pode ser interpretado de forma laica, ou seja: são tempos que nos obrigam a ser íntegros. ⁠

Meu ponto forte?

Eu diria que está ligado a esse lema: consigo manter a serenidade em situações de crise. Tenho um “otimismo trágico”.

⁠Meu ponto fraco?

Sou um pouco preguiçoso e, além disso, corro o risco de prejulgar situações e pessoas, mas procuro ter cuidado com isso e me converter.

O que me interessa de modo particular no meu novo serviço?

Humanizar as relações institucionais. Ser realista. E nunca deixar de lado a dinâmica do diálogo, seja com quem for. A unidade com Margaret.

Meu lugar preferido?

Os bairros simples e pobres das cidades latino-americanas, onde dá para simplesmente bater um papo com as pessoas, talvez tomando um mate juntos!

⁠De onde tiro forças?

Sou uma pessoa religiosa, do povo, latino-americana. Quando posso, ou quando tenho algum “nó” para desatar, faço peregrinações aos santuários marianos e tenho imagens dos meus “santos padroeiros”. Resumindo, tiro forças da oração e estando com os amigos. Gostaria de sempre ter tempo para eles.

Até mesmo um boa noite de sono me faz bem! De manhã, tudo parece possível.⁠

O que me preocupa?

Que o nosso carisma não seja compreendido em toda a sua grandeza e, por isso, o que me preocupa é se conseguiremos purificá-lo do pecado da “dominação” e da inautenticidade que contaminou os nossos relacionamentos.

Publicado originalmente na Revista Neue Stadt (maio-junho de 2026)
Foto: © CSC Audiovisivi

Roberto Almada, nascido em 1956 em Rosário, na Argentina, é o novo Copresidente do Movimento dos Focolares. Formou-se em medicina e é especialista em psiquiatria. É também doutor em filosofia e cofundador da Escola de Logoterapia no Uruguai e no Paraguai. Conheceu o Movimento dos Focolares em 1976. Durante muitos anos viveu nas comunidades do Movimento dos Focolares no Uruguai, no Paraguai, na Argentina e no Centro Internacional de Rocca di Papa, além de outros lugares. Roberto Almada é autor do livro “O cansaço dos bons. A Logoterapia como alternativa ao desgaste profissional” (Editora Cidade Nova).

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