Há lugares que não se limitam a acolher pessoas, mas as colocam em relações, gerando conexões autênticas, confiança, comunidade. É daqui que nasce a “beleza social”: da qualidade dos encontros que sabemos construir. “Gerar beleza social” foi o título dos eventos ligados aos 40 anos do Centro Mariápolis Chiara Lubich de Trento (Itália). Não foi uma celebração, mas um trabalho vivo, aberto e participativo.
Essa visão foi expressa em 4 desafios, em 4 eventos abertos à cidade e à região.
Um workshop com o Gen Verde Performing Group, um laboratório artístico com uns 30 jovens de 14 a 20 anos, uma experiência concreta de comunidade expressada por meio de música e performance. Um evento envolvente, vivaz, colorido, em que os jovens puderam experimentar juntamente com as artistas como as artes performativas podem se tornar terreno para aprender o trabalho de time, a criatividade, a escuta.



Nas fotos: o Gen Verde; o colóquio promovido pela New Humanity no âmbito do Festival da Economia (foto: © Paolo Crepaz)
Um encontro, promovido por New Humanity, ONG do Movimento dos Focolares, inserido no programa do Festival de Economia intitulado “As realidades negadas: entre crônica e opinião, por linguagens desarmadas e desarmantes”. Cinco especialistas do mundo da comunicação em diálogo sobre temas mais complexos do nosso tempo e sobre suas narrações (o evento está disponível em italiano no site www.festivaleconomia2026.it/).
Um Open day no qual o Centro Mariápolis foi aberto à cidade, não só como lugar físico, mas como experiência de encontro. Um dia de acolhimento e confronto com as realidades civis e religiosas do território. Na abertura, uma leitura da realidade das nossas cidades intitulada “Gerar beleza para todos”, feita por Elena Granata, docente de Urbanismo no Politécnico de Milão (Itália) e vice-presidente da Escola de Economia Civil.
Depois, uma mesa redonda com contribuições preciosas e interessantes de várias realidades civis e eclesiais do território à construção de uma cidade e uma comunidade mais unida e mais rica na diversidade. Ao lado do prefeito de Trento, Franco Ianeselli, de Annalisa Pasini, delegada da área de Testemunho e Empenho Social da Diocese de Trento, de Sara Alouani, jornalista do Il T Quotidiano, e de Claudio Bassetti, Presidente da CNCA – Coordenação nacional das comunidades acolhedoras do Trentino – Alto Adige, Margaret Karram, presidente do Movimento dos Focolares, ofereceu sua contribuição, querendo abrir seu novo mandato recomeçando justamente de Trento, a cidade de Chiara Lubich. “Daqui”, disse, “olhamos para o futuro. Trento, pela posição, história e sensibilidade é chamada ao diálogo, não pode renunciar à sua vocação. Trento, ainda hoje, pode falar ao mundo vivendo uma fraternidade que se torna cultura, estilo e praxe”. Estandes e experiências em vários lugares do Centro Mariápolis serviram de pano de fundo durante a jornada.


Foto: © Domenico Salmaso
À tarde e à noite, o cenário foi tomado pela força artística envolvente do Gen Verde Performing Group.
Mais de 1000 pessoas participaram dos eventos do 40° aniversário: para todos, foi uma ocasião de recolocar no centro o valor das relações, da “proximidade”, um diálogo que não termina em si, como destacou Margaret Karram, “a construção da fraternidade universal não é uma opção, mas uma necessidade: é a participação na vida do outro”.
Paolo Crepaz




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