Movimento dos Focolares

O Ideal: Jesus abandonado

Jan 24, 2014

O relato de Igino Giordani da “descoberta”, feita por Chiara Lubich, do abandono de Jesus como o cume do amor. Torna-se um ponto-chave da espiritualidade da unidade. Era 24 de janeiro de 1944.

«Um dia, o padre espiritual de Chiara pergunta-lhe: “Qual foi o momento no qual o Senhor mais sofreu?”.

“No horto das Oliveiras, suponho”.

“Não, na minha opinião, Ele sofreu mais na cruz, quando gritou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mt 27,46; Mc 15,34)”.

Ele saiu, e Chiara conversando com Dori (uma sua aluna, entre as primeiras que a seguiu, n.d.r.) e depois com outras começou a focalizar o seu amor – e o seu estudo – naquele grito: naquele momento de angústia, no qual Cristo sentiu-se abandonado até pelo Pai, pelo qual fez-se homem.

“Tenho certeza que Jesus abandonado é o ideal que irá resolver todos os problemas do mundo: ele vai se difundir até os últimos confins da terra”.

Esta convicção viria a consolidar-se, de ano em ano, nas provações de todos os tipos, na medida em que o seu ideal difundia-se.

Assim, Jesus abandonado tornou-se o amor de Chiara. E tornou-se o amor – o ideal, o objetivo, a norma – da Obra de Maria (ou Movimento dos Focolares, n.d.r.).

Um dia, ela explicou: “Se, quando eu for já muito idosa, no fim da vida, os jovens vierem pedir-me para definir, sinteticamente, o nosso ideal, com um fio de voz responderei: É Jesus abandonado!”».

Fonte: “Erano i tempi di guerra…”, Chiara Lubich – Igino Giordani, Città Nuova Ed., Roma, 2007, pp. 122-123.

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


Subscrever o boletim informativo

Pensamento do dia

Artigos relacionados

Bolívia: encontro e amizade sem fronteiras

Bolívia: encontro e amizade sem fronteiras

Duas famílias de Vicenza (Itália) viveram uma experiência intensa e profundamente significativa na Bolívia, em contato direto com os projetos de apoio à distância promovidos por Ações Famílias Novas (AFN). Não uma simples visita, mas uma imersão na vida quotidiana de quem, dia a dia, transforma a solidariedade em oportunidade de resgate.

Vivendo o Evangelho: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)

Vivendo o Evangelho: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)

Jesus ressuscitado dá paz e alegria aos seus discípulos e confia-lhes a sua própria missão. O Espírito Santo os “recria” como uma nova humanidade, e esta vocação hoje não diz respeito apenas a cada um de nós, mas realiza-se plenamente quando somos uma “comunidade” e nos apoiamos uns para os outros. É assim que o Evangelho se torna vida e a missão um novo Pentecostes.

Líbano: ser centelhas de vida

Líbano: ser centelhas de vida

Depois da doação de 300 euros, feita por algumas crianças de Roma para o Instituto de Reabilitação áudio-fonética (IRAP), localizado em Aïn, na periferia de Biakout, ao norte de Beirute, elas receberam uma carta de agradecimento realmente tocante; lembrou-nos o verdadeiro valor da solidariedade e da responsabilidade que interpela cada um de nós: ser sementes de esperança e de paz na escuridão.