Movimento dos Focolares

O mundo caminha para a unidade. Um olhar sociopolítico

Set 24, 2015

Romano Prodi e Pasquale Ferrara falam no encontro dos responsáveis mundiais do Movimento dos Focolares que está se realizando em Castelgandolfo (Roma), de 14 a 27 de setembro.

2015-09-22-Delegati-intervista-Prodi-Ferrara-T-Klann9 (1)«Nós temos condições de reagir a esta situação com formas de reorganização, talvez até mesmo imperfeitas, mas que possam unir os países e também pessoas dos mais variados âmbitos. Nós temos na Europa o problema de uma unidade imperfeita, que precisa ser construída, e que hoje, com a emigração sentimos ser indispensável para o nosso futuro». Declarou Romano Prodi, duas vezes Presidente do Conselho dos Ministros da República Italiana e ex-presidente da Comissão Europeia, economista, acadêmico e político, numa entrevista paralela ao encontro dos delegados mundiais dos Focolares. E continua: «Precisamos realizar as reflexões de esperança de maneira diferente, de acordo com as diversas partes do mundo. Portanto precisamos de energias que venham de baixo. No Oriente Médio, ao invés, é preciso que os potentes da terra dialoguem entre si porque, caso contrário, não se resolverá nada». No dia 21 de setembro teve início a segunda semana de trabalhos, com uma sessão intitulada “O mundo caminha para a unidade. Um olhar sociopolítico”. Um assunto complexo, mas coerente e integrado ao tema da unidade, aprofundado este ano pelos Focolares, e que é transversal ao programa. Com Romano Prodi estava Pasquale Ferrara, diplomata, Secretário Geral do Instituto Universitário Europeu de Florença, com atividade acadêmica e de pesquisa no âmbito das relações exteriores. «A globalização traz efeitos positivos – afirma -. Porém, tem um problema: não é universal, representa a tentativa de estender ao mundo inteiro um único modelo econômico, o modelo liberalista, e, em âmbito político, um único modelo, o da democracia liberal». Daqui o seu convite a «escutar as exigências de todos os povos da terra», porque não existem «povos de série A e de série B, não existem membros do Conselho de Segurança e todo o resto; devemos considerar todas as exigências expressas por todos os povos». Uma proposta? «Partir de baixo, construir a sociedade civil, internacional. Nós temos muita confiança nas instituições, nos governos, nas organizações, nas autoridades, que são importantes. Mas, em muitas situações, sobretudo em sociedades divididas num mesmo país, que devem enfrentar, por exemplo, processos de reconciliação, é fundamental que este empenho parta dos relacionamentos interpessoais, dos relacionamentos intercomunitários, porém com a consciência de que estão realizando uma obra de reconstrução política, civil, social e institucional». Palestras cheias de entusiasmo, em diálogo com uma plateia representativa de todas as áreas do mundo, com as suas expectativas, desafios e riquezas. Os dois peritos ofereceram uma leitura documentada da atual situação sociopolítica mundial, complexa e em constante mudança. Uma contribuição que enriqueceu a reflexão a respeito da real colaboração de todos os que assumem como próprio os ideais dos Focolares e desejam contribuir para a realização da fraternidade universal e a construção da paz. Veja a entrevista completa (em língua italiana) – Transcrição em Português https://vimeo.com/140062041

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