Movimento dos Focolares

O primado do “ser” sobre o “fazer”

Jul 31, 2019

“O que você acha?”, “o que você faria se estivesse no meu lugar?”. Quantas vezes alguém nos pede uma ajuda ou entendemos que precisaria dela, ou ainda temos a certeza de que para ajudar aquele amigo, irmão, aquela pessoa, se deveria realmente “fazer assim”. Em poucas linhas, tiradas de “Meditações”, o livro que reúne os seus primeiríssimos escritos espirituais, Chiara Lubich nos convida a mudar de perspectiva e a nos colocarmos do lado de Deus para ter não o nosso, mas o Seu amor para com quem quer que seja.

“O que você acha?”, “o que você faria se estivesse no meu lugar?”. Quantas vezes alguém nos pede uma ajuda ou entendemos que precisaria dela, ou ainda temos a certeza de que para ajudar aquele amigo, irmão, aquela pessoa, se deveria realmente “fazer assim”. Em poucas linhas, tiradas de “Meditações”, o livro que reúne os seus primeiríssimos escritos espirituais, Chiara Lubich nos convida a mudar de perspectiva e a nos colocarmos do lado de Deus para ter não o nosso, mas o Seu amor para com quem quer que seja. Há quem faça as coisas “por amor”. Há quem faça as coisas procurando “ser o Amor ”. Quem faz as coisas “por amor” pode fazê-las bem; mas pensando, por exemplo, em prestar um grande serviço a um irmão, digamos doente, pode aborrecê-lo com seu falatório, com seus conselhos, com suas ajudas, com uma caridade pouco sensata e pesada. Ele terá um mérito, mas o outro, um peso. Tudo isso porque é preciso “ser o Amor”. O nosso destino é como o dos astros: se giram, existem, se não giram, inexistem. Nós existimos – entendendo-se que vive em nós não a nossa vida, mas a de Deus – se não cessamos um instante de amar. O amor nos faz residir em Deus, e Deus é o Amor. Mas o Amor, que é Deus, é luz, e com a luz vemos se o modo como nos aproximamos e servimos o irmão está em conformidade com o Coração de Deus, está como o irmão gostaria, como ele sonharia se estivesse a seu lado não nós, mas Jesus.

Chiara Lubich

Chiara Lubich, in Ideal e Luz, Ed Cidade, São Paulo, 2003, pág. 113.

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