Movimento dos Focolares

Reviver o Crucificado

Abr 18, 2019

O que o mistério de um Deus que morre na cruz diz ao homem e à mulher de nosso tempo? Neste sacrifício extremo, Deus toma sobre si todas as nossas culpas e nos pede a coragem de revivê-lo para amar o mundo. De um escrito de Pasquale Foresi.

O que o mistério de um Deus que morre na cruz diz ao homem e à mulher de nosso tempo? Neste sacrifício extremo, Deus toma sobre si todas as nossas culpas e nos pede a coragem de revivê-lo para amar o mundo. De um escrito de Pasquale Foresi. “Como Jesus pode ter sofrido uma tal separação, um tal abandono por parte do Pai, se Ele era o Filho de Deus, se Ele mesmo era Deus? […] Procuremos penetrar, pelo menos um pouco, naquilo que pode ter acontecido no momento da Paixão, quando Jesus sofreu o abandono por parte do Pai. […] Jesus experimentou em si, como homem, a separação de Deus. E Ele pôde alcançar isso porque, como homem, estava unido a toda a humanidade. […] Ali, na cruz, todos nós, um por um, estávamos presentes em Jesus, por meio do misterioso desígnio de Deus que queria que Ele recapitulasse em Si toda a humanidade. Ali, Nele, foram sintetizadas todas as nossas dores, todas as nossas culpas. Ele as tomou sobre Si, sentindo-as próprias, para depois dirigir-se ao Pai, dizendo: “Em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46) Naquele momento tudo estava consumado, as nossas culpas, redimidas. Portanto, se também nós, como cristãos, somos chamados a viver Cristo, devemos viver aquilo que Ele viveu. E Cristo viveu, de uma maneira muito especial, a redenção do gênero humano. Por isso, reviver em nós Jesus crucificado e abandonado será uma identificação com os sentimentos íntimos de Jesus. Será muito mais, será deixar reviver em nós, pela graça, aquela dor-amor que Ele experimentou na cruz, participando, assim, também nós da sua Paixão e compartilhando com Ele a sua glória”.

Pasquale Foresi

(Pasquale Foresi, Deus nos ama, cf Cidade Nova, 2006, pág. 67-76)

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


Subscrever o boletim informativo

Pensamento do dia

Artigos relacionados

Vivendo o Evangelho: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)

Vivendo o Evangelho: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)

Jesus ressuscitado dá paz e alegria aos seus discípulos e confia-lhes a sua própria missão. O Espírito Santo os “recria” como uma nova humanidade, e esta vocação hoje não diz respeito apenas a cada um de nós, mas realiza-se plenamente quando somos uma “comunidade” e nos apoiamos uns para os outros. É assim que o Evangelho se torna vida e a missão um novo Pentecostes.

Líbano: ser centelhas de vida

Líbano: ser centelhas de vida

Depois da doação de 300 euros, feita por algumas crianças de Roma para o Instituto de Reabilitação áudio-fonética (IRAP), localizado em Aïn, na periferia de Biakout, ao norte de Beirute, elas receberam uma carta de agradecimento realmente tocante; lembrou-nos o verdadeiro valor da solidariedade e da responsabilidade que interpela cada um de nós: ser sementes de esperança e de paz na escuridão.

Chiara Lubich: lançamento do livro “Paradiso ’49”

Chiara Lubich: lançamento do livro “Paradiso ’49”

Pela primeira vez, o testemunho da experiência mística de Chiara Lubich está integramente na coleção de suas Obras editadas por Cidade Nova. A partir do dia 08 de maio, estará disponível nas livrarias italianas e nas lojas online. A apresentação é de Piero Coda, curador da publicação com Alba Sgariglia.