Movimento dos Focolares

Síria: vamos deter o embargo

Abr 9, 2020

Para New Humanity, Ong dos Focolares, o tempo da paz na Síria é agora. O apelo enviado ao Secretário Geral das Nações Unidas, à Comissão e ao Parlamento Europeu. Adesão de numerosas autoridades políticas, civis e religiosas.

Para New Humanity, Ong dos Focolares, o tempo da paz na Síria é agora. O apelo enviado ao Secretário Geral das Nações Unidas, à Comissão e ao Parlamento Europeu. Adesão de numerosas autoridades políticas, civis e religiosas. “Pedimos que se promova a suspensão das sanções econômicas ao governo sírio, de modo que o povo tenha acesso aos mercados e serviços financeiros internacionais e receba os suprimentos médicos e recursos necessários para defender-se do vírus COVID 19”. Esta é a síntese do apelo promovido por New Humanity, Ong dos Focolares, em resposta – tempestiva – ao grito da população síria, que chegou ao décimo ano de guerra civil e agora é gravemente provada pela pandemia que chegou ao país. E não só: ao grito do povo unem-se as vozes de personalidades do mundo inteiro. Há poucos dias, Antònio Guterres, Secretário Geral da ONU, fez uma mensagem sobre a circunstância que nos coloca, todos unidos, no combate ao inimigo comum: “Ao vírus não interessam nacionalidades, grupos étnicos, credos religiosos. Ele ataca todos, indistintamente. No entanto, conflitos armados se enfurecem no mundo. E são os mais vulneráveis – mulheres e crianças, pessoas com deficiência, marginalizados, desabrigados – que pagam o preço e arriscam sofrimentos e perdas devastadoras causadas pelo Covid 19”. “Já foram feitos centenas de apelos com fins humanitários pela Síria – explica Marco Desalvo, presidente da Ong – mas agora nos encontramos numa situação excepcional. Se, por um lado, o Covid 19 coloca-nos todos no mesmo grau de vulnerabilidade, a resposta que os nossos estados têm condições de dar são fortemente desiguais. Redigimos este apelo para o Secretário Geral das Nações Unidas, e para as instituições europeias, para pedir a suspensão, ao menos temporária, do embargo a qualquer recurso médico e para as transações financeiras, para que a Síria possa reabastecer-se de remédios e material sanitário”. “Este apelo não entra no mérito das diversas posições políticas – explica Lucia Fronza Crepaz, ex-deputada do Parlamento italiano, uma das promotoras do apelo – ao contrário, quer ir além das partes, porque o objetivo da salvaguarda da população síria está acima de qualquer orientação política ou ideológica”. Ao apelo já aderiram vários expoentes do mundo político, acadêmico, científico, religioso e civil italiano e não só, como Romano Prodi, o subsecretário para o trabalho e as políticas sociais, senador Steni Di Piazza, Patrizia Toia e Silvia Costa, pe. Luigi Ciotti, fundador do Grupo Abele Onlus e de Libera, Giovanni Paolo Ramonda, responsável geral da Associação Papa João XXIII (APG23), Michel Veuthey, docente de direito internacional na Webster University (Suíça), Andrea Olivero, presidente emérito da ACLI, Cornelio Sommaruga, ex-presidente da Cruz Vermelha Internacional, P. Bahjat Elia Karakash, ofm. Superior dos frades franciscanos em Damasco. Assina a petição em change.org

Stefania Tanesini

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