Movimento dos Focolares

Uma empresa “family friendly”

Out 31, 2018

Na Itália, uma cooperativa social, que adere aos valores da Economia de Comunhão, foi premiada pelas suas políticas empresariais voltadas a conciliar vida de trabalho e familiar dos empregados.

Chama-se “Tempos Sem Tensões, TST” o programa de conciliação entre trabalho e família que rendeu à Cooperativa social aderente à EdC “Il Sentiero di Arianna” (nas proximidades de Gênova, no norte da Itália), o primeiro prêmio da 4ª Edição de Empresas Family Friendly atribuído pelo Fórum das associações familiares do Lácio. A cooperativa, que faz parte da rede do Consórcio Tassano Serviços Territoriais opera principalmente na área da assistência domiciliar, da educação, dos serviços escolares e da orientação profissional. O programa TST prevê uma série de serviços específicos para os empregados (Caixa Conciliação, Caixa Família, Serviço de aconselhamento, Teletrabalho, Trabalho remoto, Banco de melhoria das horas, Ações informativas para a gestão, Figura Curinga além de Percursos voltados a favorecer a reinserção após um período de ausência do trabalho por exigências de conciliação) que se revelaram de grande eficácia em criar um clima empresarial positivo, baseado em relações autênticas de colaboração e cooperação. Nascida em 1996 por iniciativa de nove jovens mulheres que por um ano puseram em comum os recursos ganhos reinvestindo-os em formação e desenvolvimento, hoje Il Sentiero di Arianna conta com mais de 130 sócios, 85 por cento mulheres. A coesão do grupo inicial e o encontro com alguns pioneiros da cooperação local, inspirados nos valores do projeto de economia de comunhão, lançado por Chiara Lubich em 1991, constituíram os fundamentos sobre os quais a empresa se desenvolveu. A Cooperativa Il Sentiero di Arianna se fez promotora, desde a sua constituição, de políticas empresariais family friendly que influenciaram positivamente as outras realidades empresariais ligadas a ela. Uma organização onde a notícia de uma gravidez é sempre uma bela notícia, onde se pode viver serenamente a maternidade e o retorno ao trabalho. Mas também uma empresa onde as mulheres que não são mães são geradoras de inovação, porque sabem engatilhar processos positivos de melhoramento organizativo para uma harmonização entre tempos de trabalho e de cuidado dos próprios entes queridos. Porque as necessidades das pessoas e das famílias são muitas. «Se formos à origem da palavra “economia” ali está precisamente a palavra “casa”. Para nós, na empresa, não podemos nos sentir pessoas separadas. Não podemos ser trabalhadores e depois, quando vamos para casa, ser pai ou mãe. A pessoa é única e como tal deve poder viver também a experiência de trabalho» comentou a presidente, Simona Rizzi, recebendo o prêmio no dia 9 de outubro passado, na Câmara dos Deputados, em Roma. A motivação do Prêmio declara, entre outras coisas: “Uma realidade dotada de uma visão particularmente atenta à pessoa que, partindo das necessidades dos seus empregados, instituiu uma flexibilidade organizativa articulada e inovadora organizando um suporte concreto seja internamente seja no território e entrelaçando redes de relações sociais e econômicas para encontrar soluções apropriadas no suporte às exigências de harmonização da vida de trabalho e familiar”. «Este resultado é fruto de um longo percurso feito pela cooperativa, desde as suas origens até hoje. Um percurso articulado que se desenvolveu através de muitas experiências significativas nestes anos – acrescentou Simona Rizzi –. Quem venceu o prêmio são as mulheres, a sua capacidade de fazer empresa na medida da pessoa e de fazer economia na medida da comunidade». «As empresas que adotam boas práxis de conciliação revelam um aumento da produtividade e não só. As mulheres que ali trabalham, ocupam antes de outros, posições administrativas e organizativas de alto relevo» foi o comentário do Ministro para as Políticas da família e para a invalidez, que discursou na premiação. Fonte: www.edc-online.org

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