Movimento dos Focolares

Universidade em rede: Sophia no mundo

Abr 28, 2022

Ampliar os horizontes do conhecimento. De 27 de março a 2 de Abril, na Colômbia, o encontro "Universidade, saberes e sabedoria: uma perspectiva para a América Latina". Uma sede latino-americana para Sophia.

Ampliar os horizontes do conhecimento. De 27 de março a 2 de Abril, na Colômbia, o encontro “Universidade, saberes e sabedoria: uma perspectiva para a América Latina”. Uma sede latino-americana para Sophia. Abertura e gradualidade. Esses foram os princípios-guia do encontro “Universidades, saberes e sabedoria: uma perspectiva para a América Latina”. Realizado em Tocancipá, Colômbia, de 27 de março a 2 de abril, o evento reuniu o reitor do Instituto Universitário Sophia, Giuseppe Argiolas, com a comissão transdisciplinar e intercultural que tem trabalhado há mais de dez anos na constituição dos alicerces da futura sede latino-americana da universidade. Também acompanharam os trabalhos Francisco Canzani e Renata Simon, representando o Conselho Geral do Movimento dos Focolares. No cerne das reflexões, as orientações da Congregação para a Educação Católica para um projeto inédito na história das universidades pontifícias: as distintas unidades do Instituto Universitário Sophia, ainda que abertas em outros continentes, farão parte de uma única universidade global sediada em Loppiano (Florença, Itália). Se aprovado, o projeto Sophia ALC (América Latina e Caribe) será o primeiro passo na construção dessa “universidade em rede” e se ramificará em três contextos distintos: na Argentina, o projeto prevê a oferta de um mestrado em “Ecologia Integral e Interculturalidade”, em modalidade híbrida (presencial e online); no Brasil, um curso de graduação presencial em “Pedagogia com orientação em Humanismo Integral”; no México, cursos de extensão universitária (majoritariamente online). Durante os seis dias do encontro, os membros da comissão trabalharam intensamente na busca de soluções para a gradual viabilização desse complexo projeto, em seus diferentes aspectos: da adequação às normas eclesiais ao ajustamento às legislações locais; da sustentabilidade econômica às estratégias de captação de recursos e divulgação; da infraestrutura às grades curriculares, dentre outros. Na conclusão, uma certeza: chegou a hora de ampliar ainda mais os horizontes da experiência de unidade na diversidade até aqui construída pelos membros da comissão local de Sophia ALC, provenientes de países como Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica México e Uruguay, e de disciplinas como economia, administração, teologia, filosofia história, direito, pedagogia, sociologia e comunicação. O futuro do projeto depende do aprofundamento da já intensa interlocução com o Reitor e os docentes de Sophia, com os dirigentes do Movimento dos Focolares e, especialmente, com a Congregação para a Educação Católica, que indica os caminhos para que, de modo aberto e gradual, o sonho de Chiara Lubich possa ter continuidade, agora no continente latino-americano.

Daniel Fassa

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