15 Mar 2011 | Focolare Worldwide
Caríssimos,
Agradecemos de coração, em nome de toda a comunidade dos Focolares no Japão, pelas orações. Não é fácil descrever a tragédia que o povo japonês está vivendo neste momento.
Mas imaginamos que vocês tem acompanhado todas as notícias que constantemente falam do perigo da difusão das irradiações, inclusive até Tóquio, e da probabilidade de um outro terremoto.
Seguimos com trepidação as notícias, procurando viver, momento por momento, a vontade de Deus.
Como vocês podem compreender o Japão agora precisa de grande ajuda do mundo.
Antes de tudo ajudas concretas e urgentes, para as pessoas que perderam tudo. Somos gratos a todos os que estão se unindo a esta ação de solidariedade com todos os nossos, no mundo inteiro, e com todas as pessoas de boa vontade.
De Austin Im, Kumiko (Renata) Kobayashi (responsáveis pelo Movimento dos Focolares no Japão)
Conta corrente (é importante especificar a motivação da transação)
- Através da Secretaria Internacional dos Jovens por um Mundo Unido
Conta no nome de: Pia Associazione Maschile Opera di Maria
Endereço do Banco: Intesa San Paolo
Filiale Di Grottaferrata
Via Delle Sorgenti, 128
00046 Grottaferrata (Roma)
Italia
Código Iban Para Transações Nacionais e Internacionais
IBAN IT04 M030 6939 1401 0000 0640 100
BIC BCITITMM
- Através do Focolare de Tóquio
Sumitomo Mitsui Banking corporation
Nishiogikubo branch
Code number : SMBCJPJT
Bank account:1227534
Indrizzo di banca:2-3-5 Nishiogikita Suginami-ku Tokyo Japan
Tel : 03-3396-4111
Endereço e número telefônico do Focolare de Tóquio
focolare, 2-31-12, Asagaya-Kita, Suginami-ku, Tokyo, Japan
Tel: 03-3330-5619
15 Mar 2011 | Focolare Worldwide
Caríssimas e caríssimos, todos do Movimento dos Focolares no Japão,
aqui no Centro, junto com os nossos do Movimento espalhados no mundo, seguimos com trepidação as graves notícias que chegam até nós da sua amada nação.
O nosso coração está com vocês, neste momento de grande sofrimento e incerteza pela imensa provação que afligiu o Japão. As circunstâncias que estão vivendo logo nos fizeram pensar no “tudo desmoronava” que caracterizou a história do nosso Ideal. Sabemos, porém, que aquela destruição geral foi o cenário para o nascimento de uma nova luz para a humanidade.
Por isso não queremos deixar de olhar para o alto, de acreditar que Deus Amor permite tudo para um bem maior. Com esta certeza, mantenhamos viva a esperança e procuremos transmiti-la a cada próximo que passa ao nosso lado.
O testemunho de serenidade e de dignidade com que vocês e todo o povo japonês vivem esta situação nos conforta e nos faz entender o valor da sua cultura.
Ainda está muito fresca a lembrança da visita que fiz, no ano passado, à bela comunidade daí, que me permitiu conhecê-los. Partilhar com vocês agora esta profunda dor, faz sentir ainda mais que somos uma família, “a família de Chiara”. Nestes dias, em que se comemora o 3º aniversário do falecimento de Chiara, nós a estamos recordando no mundo inteiro. E ela está mais do que nunca viva entre nós e de modo especial ao lado de vocês, para protegê-los e ajudá-los.
Estejam certos das minhas orações e de todo o Movimento. Juntos peçamos a Deus que leve para o Céu as vítimas desta catástrofe e ampare os sobreviventes, protegendo-os de novos perigos.
Eu os saúdo um por um, com afeto.
Maria Voce (Emmaus)
15 Mar 2011 | Focolare Worldwide
O que significou a visita de Maria Voce para o Movimento dos Focolares na Terra Santa?
Um grande encorajamento para todos. Abriram-se novas perspectivas e contatos, especialmente no mundo civil e acadêmico. Foram colhidos os frutos do trabalho destes 33 anos de vida do Movimento aqui.
O aspecto mais importante, no entanto, foi a esperança que Maria Voce doou a todas as pessoas que encontrou. Uma esperança corroborada pelo espírito de amor e de unidade, típicos do Movimento. As suas palavras ficaram gravadas nos corações de todos nós: «Vocês estão aqui também por todo o Movimento dos Focolares. Vocês tem uma missão a cumprir, que os outros não podem realizar. No grande mosaico, que é o nosso Movimento, creio que vocês são a pedrinha mais preciosa. Ninguém os pode substituir, são vocês que tem esta sorte e esta graça».
Emergiram novidades para a ação do Movimento num contexto tão complexo?
Sem dúvida um compromisso claro nas diversas frentes de diálogo. Antes de tudo trata-se de trabalhar para promover, cada vez mais, a unidade entre todos os movimentos eclesiais presentes na Terra Santa. Além disso, vários bispos encorajaram o trabalho do nosso Movimento no âmbito da pastoral juvenil e da família. Veio à tona também a exigência de responder concretamente à solicitação, expressa por várias organizações inter-religiosas, de uma colaboração concreta na difusão do espírito da fraternidade universal, e de cooperar para o bem comum e a paz entre as pessoas de credos diferentes.
E não podemos esquecer os contatos que tivemos com a prefeitura de Jerusalém e com outros municípios da Autoridade Palestina. Enfim, cada vez mais se evidencia o caminho da construção de pontes, em todos os níveis.
Maria Voce encontrou expoentes da Igreja católica, mas também de outras Igrejas cristãs e de outras religiões. Qual o significado destes contatos?
Estas visitas foram muito apreciadas, seja pelos Patriarcas seja pelos bispos de outras Igrejas. Todos sublinharam a importância do carisma da unidade, a necessidade de uma espiritualidade sólida e profunda, inclusive no campo do ecumenismo. Por isso solicitaram a nossa colaboração em projetos internos das várias Igrejas e em organizações inter-religiosas.
Existe uma prioridade específica que, pode-se dizer, emergiu na conclusão da visita da presidente?
É difícil dizer que emergiu uma prioridade específica, porque tudo foi importante.
Maria Voce viu a necessidade de reforçar a presença do focolare, segundo o pedido que lhe foi dirigido por várias personalidades. Valorizou também o projeto “Nos passos de Jesus”, para a acolhida e animação de grupos de peregrinos, encorajando-nos a prosseguir, com a contribuição de todo o Movimento na Terra Santa.
E enfim, alguma coisa sobre o nosso terreno, ao lado da igreja de São Pedro do Gallicantu, adjacente à pequena escada onde, segundo a tradição, Jesus rezou ao Pai pedindo a unidade de todos os homens. Chiara Lubich sonhou que um dia existisse ali um focolare. Maria Voce nos confidenciou: «Não obstante as dificuldades nós não renunciamos. E não renunciamos porque faz parte da nossa espiritualidade, num certo sentido, do nosso carisma». Por enquanto viu-se a possibilidade de propor que seja desenvolvido um grande parque, que poderia ser utilizado para encontros ao ar livre, ou para outras circunstâncias.
De Roberto Catalano
13 Mar 2011 | Sem categoria
Mais de mil pessoas estiveram presentes no Teatro Social de Trento para a jornada ecumênica internacional dedicada a Chiara Lubich, três anos após o seu falecimento. “Chiara Lubich. Uma vida, um carisma pela unidade dos cristãos” foi o título do evento que reuniu, no dia 12 de março, representantes de mais de 20 Igrejas, entre eles cardeais e bispos, metropolitas e pastores, além de políticos e expoentes do mundo da cultura.
Nas galerias, na plateia e em cena misturavam-se rostos da ortodoxia russa e grega, com o testemunho de anglicanos, sírio-ortodoxos, católicos, membros da Igreja reformada; as músicas do extremo oriente entrelaçavam-se com as cantigas do mundo árabe, sem nenhum sincretismo, pelo contrário, as identidades eram bem delineadas, mas a paixão proposta há mais de 50 anos por Chiara Lubich, pelo “que todos sejam um”, era partilhada para além das diferenças. “A Palavra de Deus vivida – recordou Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares – unia cristãos de igrejas diferentes, nos primeiros tempos. Vivendo juntos o Evangelho aproximavam-se uns dos outros”. E reafirmou a forte validade ecumênica de algumas frases do Evangelho que, com o passar do anos, justamente porque «traduzidas em vida, injetaram uma linfa nova no caminho ecumênico».
Autoridades religiosas de várias Igrejas enviaram mensagens, algumas com um tom muito familiar, como a de Bartolomeu I, patriarca de Constantinopla, em cuja saudação, cheia de afeto, nota-se a longa amizade que liga o Patriarcado ao Movimento: «Chiara nos ensinou um método para recompor a fraternidade, relacionamentos de partilha genuína que sabem afastar as desconfianças».
«As relações no dia a dia, a difusão capilar do diálogo, foram uma contribuição fundamental para o movimento ecumênico», salientou o cardeal Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, que desejou externar uma sua preocupação: «a contraposição que por vezes se manifesta entre o ecumenismo do alto e o ecumenismo da base». Um ponto crítico, que foi retomado por Maria Voce: «É necessário que ecumenismo de base e ecumenismo de vértice caminhem juntos. Se os passos teológicos não são acompanhados por relações de base verdadeiras e recíprocas, esses passos não terão grande eficácia, enquanto que, se existe um ecumenismo de base, os efeitos serão duradouros e importantes».
O diálogo pode ter efeitos inclusive na vida dos políticos, como evidenciou o prefeito de Trento, Alessandro Andreatta: «Não podemos deixar de aprender desta experiência – ele disse –, Chiara soube confrontar-se com todos e este é um convite para nós, administradores». Alguns efeitos políticos e sociais da experiência ecumênica foram explicados por Eli Folonari (que por muitos anos esteve próxima de Chiara) e por Gerard Pross, do Movimento ACM, ao apresentar a iniciativa “Juntos por…”, na qual todos os cristãos, qualquer que seja a Igreja a qual pertencem, há cerca de 10 anos estão dando uma contribuição espiritual e de testemunho, em favor de uma Europa mais unida.
Teve início em seguida, no Centro Mariápolis de Cadine (Trento), uma escola ecumênica com 400 pessoas, que aprofundará a vida da Palavra e os temas da jornada. Um momento de celebração pelos 50 anos de atividade ecumênica do Centro Uno, e uma ocasião para reforçar o diálogo da vida.
Sempre em Trento, o jornalista Franco Battaglia apresentou o seu livro “Em Trento com Chiara Lubich”, dedicado aos lugares onde o Movimento dos Focolares nasceu. Uma espécie de guia para conhecer os ângulos talvez insignificantes da cidade, mas que foram o berço da espiritualidade da unidade.
de Maddalena Maltese
11 Mar 2011 | Sem categoria