Movimento dos Focolares
Um focolare no Himalaia

Um focolare no Himalaia

Himalays_1O focolare no leste do Himalaia, em Kalimpong, foi aberto no dia 9 de setembro de 2016, quando três focolarinos se estabeleceram na casa oferecida pelo bispo da diocese de Darjeeling, D. Stephen Lepcha. Situada a 1250 metros de altitude, Kalipong é uma cidade central na diocese, de onde pode-se chegar – com algumas horas de viagem – seja a outras cidades importantes (Darjeeling, Kurseong, Siliguri, Sikkim), como a outros países como Nepal e Bhutan. «Já no início de junho viajamos àquela região para procurar uma casa adequada para a abertura de um focolare – conta Vivek, da Índia – e o bispo nos ofereceu aquela de Kalimpong. Nestes meses de espera houve várias ocasiões para encontrar grupos de jovens (nas paróquias e escolas), famílias, sacerdotes, religiosos e religiosas, além de pessoas envolvidas no diálogo inter-religioso. Nós apresentamos a todos a espiritualidade da unidade que procuramos viver. O bispo, na verdade, considera o Movimento dos Focolares, com a sua espiritualidade, um elemento muito atual para renovar a comunidade cristã na sua diocese e a trama dos relacionamentos interpessoais na sociedade local». 03-Vivek-Rey-e-Jonathan-Lara«Logo que abrimos o focolare experimentamos muita acolhida – continua Rey, filipino –, por parte da nossa comunidade na Índia e também das pessoas do lugar, que nos encheram com todo tipo de presentes para o focolare e de alimentos, para os primeiros dias. Para nós era um sinal da benção de Deus para esta nova iniciativa». Na noite antes da inauguração do focolare, as focolarinas de Déli haviam trazido alguns terços abençoados pelo Papa Francisco. «Recebendo esse presente, um de nós disse que iria dá-lo para outra pessoa. Mas um outro afirmou que não concordava com essa ideia, e com isso a situação ficou um pouco tensa. O que fazer? Certamente não poderíamos inaugurar um focolare, no dia seguinte, se não havia unidade e harmonia entre nós. Assim ficamos juntos até mais de meia noite, para esclarecer os mal-entendidos. Desse modo restabelecemos a unidade e a presença espiritual de Jesus entre nós, que vale muito mais do que todos os preparativos, que também precisavam ser bem feitos». 03-Inaugurazione-del-focolareDurante a inauguração, o Núncio apostólico expressou o desejo de que «a nova casa do focolare seja um instrumento nas mãos de Deus, para realizar os ideais e a espiritualidade do Movimento dos Focolares». O bispo deu sua benção, na presença de cerca 50 pessoas, salientando a contribuição do Movimento no campo do diálogo inter-religioso e o testemunho que se dá do Evangelho, por meio da vida. Em janeiro passado, dois focolarinos foram convidados pelo bispo da diocese próxima, de Bagdogra, D. Vincent Ainda, para transmitir pensamentos espirituais durante um retiro de sacerdotes. «O tema estava centralizado no ministério público de Jesus e, especialmente, no seu comportamento diante dos estrangeiros. Foi uma ocasião para falar aos sacerdotes sobre a nossa dinâmica em construir, na sociedade, relacionamentos baseados no amor evangélico». Himalayas_2«Nestes últimos meses – concluem Vivek, Rey e Jonathan Lara, também ele das Filipinas – estamos realizando momentos de formação sobre a liderança e o desenvolvimento da personalidade para os estudantes de algumas escolas próximas, e nas colinas dos arredores. Ultimamente pediram-nos para fazer essa formação também com os professores. Para nós é um desafio entender como proceder da melhor forma, para que a luz do Evangelho chegue a essas terras montanhosas e férteis».

Run4unity 2017

Run4unity 2017

Run4unity-1Centenas de milhares de jovens protagonistas do revezamento esportivo mundial. Meninos e meninas de etnias, culturas e religiões diversas correm unidos para testemunhar seu empenho pela paz e para promover um meio para atingí-la: a regra de ouro. A corrida é promovida pelo Movimento Juvenil pela Unidade do Movimento dos Focolares. Acontece cada ano durante o primeiro domingo de maio, das 11h às 12h (nos vários fusos horários), durante a “Semana Mundo Unido” que é parte do Projeto Mundo Unido (United World Project ). Um evento que, nas edições precedentes, contou com a participação de mais de 100.000 adolescentes em várias cidades ao redor do mundo. O testemunho passa de fuso horário em fuso horário , ocasião também de partilha entre as diversas cidades. Em vários lugares das diferentes latitudes, se realizam eventos esportivos, ações de solidariedade e experiências de cidadania ativa em lugares nos quais prevalecem solidão, pobreza, marginalização. Em várias partes também se envolvem personalidades do mundo do esporte e da cultura, autoridades civís e religiosas. O site http://www.run4unity.net permite a preparação do evento e recebe em tem po real as contribuições das redes sociais . Muitas são as mensagens, as fotos, os vídeos que mostram quais e quantas são as ideias em execução nos diversos países do mundo. Organize a Run4Unity na sua cidade !
Holanda: “A unidade em caminho”

Holanda: “A unidade em caminho”

Holland_01Depois do histórico encontro da Federação Luterana Mundial e a Igreja Católica, no dia 3 de outubro passado em Lund, na Escócia, a comemoração dos 500 anos da Reforma suscita multíplices iniciativas no mundo inteiro. O encontro com o tema A unidade em caminho” foi realizado no dia 18 de março e foi promovido pela Associação Católica para o Ecumenismo Athanasios en Willibrord e pelo Movimento dos Focolares. A data escolhida foi a durante a semana do aniversário de morte de Chiara Lubich da qual é muito conhecido o grande empenho pela unidade dos cristãos. Para a ocasião reuniram-se na Mariápolis permanente do Focolare em Marienkroon, Nieuwkuijk (100 km de Amsterdam), 380 pessoas, entre as quais líderes das principais denominações cristãs. Um povo em caminho, como evidenciava também o lugar do evento: um toldo branco cobria uma grande sala, completamente ocupada até os últimos lugares e outra sala da qual se podia seguir a transmissão do evento. Durante cinco horas, com a pausa para o almoço, houve uma sequência de reflexões, testemunhos, cantos e manifestações artísticas. O ápice do encontro foi o momento comum de oração, seguindo o mesmo estilo daquele acontecido em Lund. A grande participação, mas, especialmente, a atmosfera fraterna que havia entre os participantes, inclusive líderes das Igrejas, fez deste dia uma etapa histórica, como afirmou o diretor da associação Católica para o Ecumenismo, Geert van Dartel. Ao mesmo tempo foi uma “festa ecumênica”, como afirmou um dos participantes. A unidade na diversidade não é algo que nós podemos ‘fabricar’; mas, é um dom de Deus, com essas palavras iniciou o conferencista principal do encontro, Hubertus Blaumeiser, católico, estudioso da vida de Lutero e membro do centro de estudos interdisciplinares do Focolares, a “Escola Abba”. Levando em consideração a agenda ecumênica após o evento de Lund, ele acrescentou, citando Chiara Lubich: A partitura está escrita no Céu”. Toca a nós saber ler esta partitura. E, sendo assim – prosseguiu – desde que, na cruz, Jesus deu a vida por todos, já nos foi doada a unidade. A nossa parte é corresponder a essa unidade. Assim se explica o primeiro dos cinco “imperativos ecumênicos” selados em Lund, que recomenda iniciar sempre pela perspectiva da unidade e não da separação. Holland_02Mas como fazer para que esta unidade se concretize, em meio a situações às vezes difíceis, depois de séculos de divisão? Seguindo Deus trinitário e seguindo Jesus todos nós somos chamados a um êxodo – disse Blaumeiser – somos chamados a sair de nós mesmos e a aprender a pensar e viver partindo do outro, isto é “não só como indivíduo, mas, também, como Comunidade de fé.” Praticamente o ecumenismo é um trajeto a ser percorrido com Jesus: da morte à ressureição. “A unidade nasce ali, quando temos a coragem de não fugir diante das dificuldades, mas, de entrar com Jesus na ferida da separação, acolhendo-nos uns aos outros também quando isto causa fadiga ou é doloroso.” A este propósito afirmam os “imperativos ecumênicos”, deixar-nos transformar pelo encontro com o outro e, desta forma, buscar a visível unidade e testemunhar juntos a força do Evangelho. A responder essas perspectivas foi o bispo Van den Hende, presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Holanda; o Dr. De Reuver, secretário geral das Igrejas Protestantes dos Países Baixos e Peter Sleebos, ex-coordenador nacional das Comunidades Pentecostais. Comentando as orientações expostas nos próprios discursos eles expressaram ulteriores estímulos e elementos de reflexão, cada um a partir da própria tradição. No início da tarde, testemunhos ecumênicos demonstraram praticamente o que Chiara Lubich denominou “diálogo da vida”. Depois houve um fórum com os conferencistas. Um dos participantes disse: “Neste sábado, nós fomos capazes de ‘tocar’, juntos, notas maravilhosas da partitura que está no Céu.” O pastor René De Reuver, em uma entrevista a um jornal católico, disse: “Este encontro foi muito especial. Eu experimentei a presença de Cristo no entusiasmo, na comunhão e na paixão pela união com Ele. Não anula as diversidades, mas nos faz enriquecer-nos reciprocamente”.

A escuta que gera diálogo

A um grupo de jovens reunidos na Mariápolis permanente de Loppiano por ocasião de um curso de formação, Chiara Lubich revela o segredo da sua longa experiência de diálogo: escutar o outro de maneira sincera e profunda, sem pressa, para conhecê-lo e valorizá-lo na sua diversidade cultural. É o caminho que leva também o outro a escutar, e é portanto a base e a premissa para um diálogo fecundo. http://vimeo.com/155673803&feature=player_embedded Fonte: Centro Chiara Lubich