Movimento dos Focolares
Prêmio Unesco para a prefeita dos refugiados

Prêmio Unesco para a prefeita dos refugiados

GiuseppinaNicoliniO Prêmio Unesco para a busca da paz foi atribuído este ano à prefeita de Lampedusa (Itália) Giuseppina Nicolini e à Ong francesa SOS Méditerranée. A motivação: «Nicolini se distinguiu pela sua grande humanidade e o seu compromisso constante na gestão da crise dos refugiados e da sua integração após a chegada de milhares de refugiados às costas de Lampedusa e em outras partes da Itália». A prefeita estará presente no dia 1° de maio em Loppiano, no Meeting dos Jovens por um Mundo Unido.

PERÚ: há dois meses debaixo de água

PERÚ: há dois meses debaixo de água

Photo Ministry for Environment PeruPerante «o desastre ambiental que se abateu sobre o Perú (…), acreditamos no Amor de Deus, rezando juntos pelas vítimas e confiando-lhe todos os que sofrem no meio de tantas dificuldade e adversidades». Assim escreveu Maria Voce, presidente dos Focolares, às comunidades do Movimento neste país sul-americano sacudido por violentas intempéries e inundações. Alguns dias antes, o Papa tinha rezado, durante o Angelus, assegurando a sua presença junto da população atingida. «O fenômeno conhecido como “el Niño costero” – escrevem-nos do Perú – produziu um aumento de 10º de temperatura nas águas do Pacífico, habitualmente frias. Este fenômeno, conjugado com uma massa de ar quente proveniente das Caraíbas, originou uma invulgar evaporação de água que, condensando-se sobre os Andes, na zona central do Perú, provocou chuvas contínuas, bem como autênticas intempéries e violentos temporais. Uma enorme massa de água abateu-se sobre as cidades costeiras. Os números de hoje dão conta de uma centena de pessoas mortas e desaparecidas, mais de dois mil feridos, quase oitocentas famílias que perderam a casa ou sofreram prejuízos. O governo foi apanhado de surpresa, demorando a enviar socorros. Felizmente agora estão a atuar». E continuam: «Entretanto, foi maravilhosa a reação das instituições, de empresas públicas e privadas, mas sobretudo da gente comum. Não acabaríamos de escrever páginas de verdadeira solidariedade e caridade que brota dos corações das pessoas, em momentos como estes. Das nações próximas, e não só, têm chegado ajudas: Equador (que no sul também foi atingido por fenómenos semelhantes), Colômbia, Chile, Bolívia, Argentina, Paraguai, Brasil, Uruguai, Estados Unidos, e ainda o Papa que doou cem mil dólares». Photo_Notiminuto24.3.17Municípios, supermercados, paróquias, instituições de várias igrejas cristãs e de outras religiões criaram Centros de Coleta de gêneros de primeira necessidade, víveres não perecíveis, produtos de limpeza, cobertores, etc. Os Focolares também abriram um Centro de Coleta em Lima. «Algumas famílias da comunidade – dizem-nos – especialmente no norte do país, foram também atingidas pelas inundações. Em especial uma nossa comunidade muito pobre, dos arredores de Lima, sofreu muitos danos com as chuvas intensas, para as quais não estavam preparados, pois há sessenta anos que não chovia nesta zona. As religiosas duma comunidade vizinha, que ajudam num nosso projecto de adoções, dizem-nos que muitas destas crianças ficaram sem teto, mas estão todas vivas…» Por todo o país há falta de energia e a água escasseia. «Um homem de 70 anos sofreu uma isquemia cerebral e não foi possível transportá-lo ao hospital, que distava cerca de 50 quilômetros… É impressionante a caridade entre todos os membros, a qual gera imediatamente a reciprocidade. Levámos a nossa ajuda a uma família de Chulucanas, cuja casa sofreu danos no teto e nas paredes, mas soubemos que eles, juntamente com outas famílias da paróquia e do Movimento, se puseram a ajudar outros com mais necessidade».

Sophia: novos cursos de Mestrado

Sophia: novos cursos de Mestrado

IUSPassados dez anos da sua fundação, o Instituto Universitário Sophia passa de um único percurso acadêmico – “Fundamentos e Perspetivas duma Cultura da Unidade” -, para três áreas diferentes de Mestrados: Ciências Econômicas e Políticas, Ontologia Trinitária e Cultura da Unidade. Um salto de qualidade, de investigação e de empenho acadêmico, para oferecer a jovens de todo o mundo a possibilidade de uma preparação inter/transdisciplinar, particularmente com a exploração de setores inovadores da economia social, civil e de comunhão, e a vasta dimensão das políticas participativas, desde o nível local ao nível internacional, bem como com o aprofundamento de percursos relacionais em filosofia e teologia, que são simultaneamente fundamento e linfa das nossas sociedades, em diálogo com as ciências, com as culturas e com as religiões. «Com os dois novos cursos acadêmicos: Ciências Econômicas e Políticas, por um lado, e por outro, Ontologia Trinitária (isto é, Filosofia e Teologia), os quais, a partir do próximo ano académico 2017-2018, se juntarão ao curso de Cultura da Unidade – explica Piero Coda, presidente do Instituto – Sophia oferece aos jovens uma qualificação académica onde se harmonizam a dimensão unitária do sentido da aventura humana com a dimensão duma qualificação científica competente, ao serviço do crescimento integral da pessoa e da sociedade». Benedetto Gui, coordenador do Departamento de Economia e Gestão, acrescenta: «Entre as novidades do novo percurso acadêmico, há a introdução à língua inglesa, em vários cursos de Ciências Económicas a Políticas». E prossegue: «Num período em que não há coragem de propor aos jovens ideais pelos quais vale a pena dar a vida, Sophia procura fundar a própria visão do mundo sobre o mais profundo respeito pela pessoa humana (portanto também a sua cultura, a sua religião e as suas ideias), sempre com os olhos postos no horizonte de um mundo sem ódio, nem guerras, nem opressões, nem exclusões, nem superioridades de uns sobre os outros. Em economia isto não significa querer impor uma receita, mas sim ultrapassar aquela visão, dominante hoje em dia, redutora do sujeito económico e das relações económicas, cuja desadequação é posta a nu pela própria pesquisa científica». Os estudantes de Sophia provêm de trinta países espalhados pelo mundo e professam religiões diferentes. O Instituto propõe-lhes um percurso em que a aprendizagem (feita de escuta, discussão e disponibilização de textos e apresentações em sala de aula) está unida à vida real. A mesma lógica de abertura ao outro, como método de olhar para a realidade que queremos conhecer, é experimentada também nas aulas, nos corredores, nas actividades da community life e nas residências, onde os estudantes têm a possibilidade de fazer uma extraordinária experiência intercultural. Diz ainda Gui: «Aquilo que procuramos realizar, em conjunto com os estudantes, é por um lado a aquisição das competências que é suposto encontrar num recém-formado em economia, e por outro o aprofundamento daquela visão da economia a que se acenou acima, através do estudo de novas pistas de investigação e em contacto com as iniciativas económicas que põem em prática essa mesma visão. Temas estes que são frequentemente esquecidos no ensino universitário». Terminados os estudos, como é que os estudantes se encaminham para o mundo laboral? «Para os empregadores é cada vez mais claro que uma boa formação académica, só por si, não basta para fazer de um jovem um elemento válido duma organização. É importante também a capacidade de dialogar com quem tem outros conhecimentos, saber cooperar, assumir responsabilidades. A experiência destes anos mostra-nos que os nossos estudantes têm sido muito apreciados, não apenas pela sua preparação académica, mas também por outras qualidades que a experiência de Sophia pode mais capazmente desenvolver. Atenção, porém: o estudo não pode ser direcionado apenas para a obtenção dum trabalho, mas também para favorecer o crescimento da pessoa e, não menos importante, para desenvolver capacidades de iniciativa individual e em grupo, nos domínios económico, político, social. Nós pensamos que também isto será um precioso contributo à sociedade».

Prêmio aos Jovens por um Mundo Unido

Os JMU receberam, dia 18 de março passado, o “Prêmio Chiara Lubich: Manfredônia cidade pela fraternidade universal” edição 2017, promovido pela Associação Mundo Novo (Itália). Na motivação está escrito: «Aos Jovens por um Mundo Unido, espalhados nos cinco continentes, de diferentes etnias, nacionalidades, culturas, de várias denominações cristãs, diferentes religiões e de convicções não religiosas, que representam um testemunho exemplar na fé de que o mundo unido é possível, tornando a humanidade sempre mais uma única família, com suas ações sociais e culturais, no respeito à identidade de cada pessoa. De maneira especial, pelo empenho em trabalhar e difundir o PROJETO MUNDO UNIDO».

Fonjumetaw: Nova Evangelização

Fonjumetaw: Nova Evangelização

20170305_111937«Renovamos o pacto e prometemos viver no espírito de amor, unidade e paz que mudou as nossas vidas». Assim se exprimem os Chief (chefes) do reino de Fonjumetaw, uma aldeia imersa na floresta camaronense, reunidos no dia 5 de março passado, juntamente com as suas comunidades, numa carta enviada a Maria Voce, presidente do Movimentos dos Focolares. Cerca de duzentas pessoas estiveram presentes, num encontro que se inscreve na história deste povo. Um forte vínculo une a vasta região tropical em redor de Fonjumetaw e Fontem, onde em 1966 chegaram, pela primeira vez, dois focolarinos médicos que ajudaram a população local a debelar as doenças que causavam uma altíssima mortalidade infantil. Há cinquenta anos, o povo Bangwa foi salvo do risco de extinção. No passado mês de Setembro, os Fon (chefes tradicionais das aldeias desta região africana) dirigiram-se a Roma para o Jubileu da Misericórdia e para prestar homenagem a Chiara Lubich (“Mafua Ndem”, Rainha enviada por Deus, como lhe chamam), diante do seu túmulo no Centro Internacional dos Focolares, em Rocca di Papa. A delegação africana participou também no encontro com o Papa Francisco, na praça de S. Pedro. Depois, houve ainda um encontro com a atual presidente do Movimentos dos Focolares, Maria Voce e com o copresidente, Jesús Morán. 20170305_133840O Jubileu conferiu um renovado impulso à Nova Evangelização, consolidando as relações de fraternidade que estas aldeias procuram fortemente viver hoje em dia. O encontro do dia 5 de março teve este significado. O Fon contou da sua “peregrinação” a Roma, com os outros Fon da zona, com o bispo Andrew Nkea Fuanya e com o bispo emérito Francis Teke Lysinge. Convidou a todos a darem um novo passo na vida de fraternidade e propôs um “ano de reconciliação”. Todos aderiram com alegria. E, num clima de festa, jovens, adultos e crianças deram-se um abraço que sublinhou este compromisso. Um dos Chief apresentou o “dado do amor”. Depois lançou-o ao ar. A frase que apareceu, “amar-nos reciprocamente”, foi uma confirmação, também através do jogo, do empenhamento que cada um deseja assumir. Seguiram-se experiências e pequenas encenações sobre os seis pontos da arte de amar. Um dos Chief contou uma profunda experiência: muitos anos antes, não tinha perdoado alguém de quem tinha recebido uma grave ofensa, mas, depois de ter escutado o convite do Papa a perdoar e a esquecer, no ano da reconciliação, teve força para o fazer. Em conclusão, este foi um momento de festa, com o Fon e a Mafua (Raínha) e todos os Chief, os notáveis e os focolarinos. A Mafua contou dos seus encontros com Chiara em 2000, por ocasião da sua visita aos Camarões, da “peregrinação” da delegação de quarenta pessoas ao Centro do Movimento dos Focolares, em Roma, e ainda do seu desejo de fazer com que a vida de “Mamãe Chiara” se difunda entre o seu povo. A carta dos Chief a Emmaus, dezessete anos depois da última visita de Chiara a este território, testemunha o compromisso e o desejo de todos.